
Escolho este titulo, porque primeiro aprecio boa literatura, Sophia de Mello Breyner Andresen, numa citação que utiliza no seu poema "As pessoas sensíveis".
Segundo porque como eu penso assim, o pensamento é estruturado sob várias formas, vários princípios, que estabelecemos como padrões conscientes que nos orientam para a vida, para o nosso dia-a-dia.
É assim, como não poderia deixar de ser, conhecendo uma manifesta maioria católica praticante ou não, confesso que não preciso de me guiar pelos "princípios"que orientam tais "desígnios", primeiro porque na estrutura daquilo que eu defendo, esta seguramente nos antípodas da denominada clique que ao fim-de-semana, reza ao domingo de manha, num qualquer mosteiro, monumento, espaço religioso, mas que se esquece que ao estar presente do "senhor" (é que la estão vários, desde o que "come" a mulher do outro sempre que pode, aquele que não diz palavrões mas gosta de "fornicar" o primeiro consciente ou não que se diz alvo e imaculado mas que no fundo é tão podre, como a casta que lá tem andado a governar o espaço, no entanto uma coisa os caracteriza, manter o ar "cândido", escondendo no entanto o que por dentro lhe consome a "alma") que ele foi pregado por Romanos, talvez porque resistir ao império significa-se na época, libertar o seu povo da opressão e da exploração romana, defendendo justiça, liberdade, opinião, fraternidade.
Contudo já conhecendo essa "clique" á vários anos, "sábia", "justa", "fraterna", "não-radical", "não-extremista" (cuidado quando algum "rato" da sacristia te diz que o comunismo é radical, não sei se ele é conhecedor da história dos autos-de-fé, da inquisição, das caças ás "bruxas" ou da história no seu geral, visto que os milhões que eles "reformaram" serem apenas almas infiéis, daquelas que não são contabilizadas, porque primeiro vão á igreja não por consciência, mas porque o "obrigam", dai o "radical" ficar para aqueles que contemplam os seus mortos não em cruzes, mas na história dos três regimes que o comunismo em Portugal enfrentou, inclusive naqueles que os ratos de sacristia votam.
Contudo não iria acabar a provocação sem postar a propósito uma pequena "quote" em que sucintamente para quem não tem conhecimento (desde que nasceu talvez ate ao fim da vida) para melhor ficar ciente do "não-extremismo":
Advogados dos EUA, representando sobreviventes e parentes de vítimas do regime Ustasha, estão tentando processar, sem sucesso, o Banco do Vaticano por receptação e lavagem de dinheiro. O Banco receptou e lavou o dinheiro roubado pelos fugitivos do regime nazi-católico da Croácia (Ustasha) no final da 2GM, além de ajudar os Ustashas( Ante Pavelic, Dinko Sakic, Andrija Artukovic etc.) a fugirem para América do Sul, EUA etc. através das Ratlines.
O regime Ustasha – Estado “Independente” da Croácia (NDH, em croata Nezavisna Država Hrvatska) nasceu em 1941 graças à invasão nazi-fascista na Iugoslávia durante a 2GM. O Vaticano apoiou o regime de Ante Pavelic porque desejava um poderio católico nos Balcãs. O NDH (mistura de nazismo com inquisição católica) exterminou cerca de 1.000.000 de sérvios (cristãos ortodoxos), 60.000 judeus, 30.000 ciganos e milhares de opositores.
A cumplicidade da Igreja Católica com este regime sanguinário foi intensa, a ponto de padres liderarem conversões forçadas de sérvios, massacres e campos de extermínio (Jasenovac, por exemplo). A crueldade Ustasha era tão grotesca que chocava até mesmo os alemães e italianos, que tiveram que colocar um freio na Ustasha. O chefe religioso do NDH, cardeal Stepinac, foi beatificado pelo papa JP2 em 1998.
O assunto Ustasha é um grande tabu na grande media nacional e internacional, graças ao lobby da igreja católica. O “El País” da Espanha chegou a relatar em 1986 o atrito entre a imprensa oficial e a católica porque se discutia se o clero romano estava envolvido ou não com os crimes de Andrija Artukovic (ministro do NDH).
O Vaticano, após a queda do NDH, jamais admitiu qualquer responsabilidade, nem mesmo parcial, pelas atrocidades cometidas, nem mesmo um pedido de perdão. Em verdade, quando acusado, ele sempre negou qualquer conexão com o regime croata. Quando solicitado a expressar o seu repúdio pelos crimes cometidos pela Ustasha , prefere ficar em silêncio (um silêncio cúmplice). Nem mesmo o site oficial do Vaticano possui um texto repudiando as barbaridades do NDH. O papa JP2 nunca aceitou visitar Jasenovac, atitude compartilhada pelo actual papa Bento XVI.
Pois é que cuidado meus senhores, um dia deste eu vou reclamar a diferença entre mim, o meu pensamento e aqueles que "idolatram" este tipo de "regimes leves", "coisa pequenina e leve", assim como ceifar trigo, ceifar mortes é semelhante, só não se pode dizer que é "radical"...
Cuidado com o pensamento, hoje eu penso, sera que devo me misturar com este tipo de gente, para com me confundam com eles?
Parece-me adequado, porque o valor da humanidade e da liberdade, não se aprendem numa igreja, ou numa qualquer terra fascistazinha que limita porque se é diferente, ou porque numa faculdade ou secundária se tem professores e colegas (amigos é outra "souvenir" de direita cacique e reaccionária.
Por isso não me confundam, reflictam, e antes de me estenderem a mão, analisem o que são e o que representam, porque eu com "podridões" nunca me dei bem, já escolhi o meu lado, cada vez vou reclamando mais, logo chega a altura em que a consciência define quem esta com as pessoas, ou contra elas.
Contudo antes de terminar, porque findo aqui o assunto, não me apetece escrever mais, não porque não o saiba fazer, mas porque prefiro um artigo "rasca" meu, a artigos que enfim... a sanita seria a "biblioteca" adequada para alguns la porem os seus manuscritos.....
Termino com um verso do Sophia:
Sophia de Mello Breyner Andresen
As pessoas sensíveis
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
....
Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.