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sábado, 29 de janeiro de 2011

A Feliz libertação de Auschwitz-Birkenau pela U.R.S.S. e Fantasmas que surgem do passado....





Fez dia 27 de Janeiro 66 anos da libertação deAuschwitz-Birkenau, nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia, símbolos do Holocausto perpetrado pelo nazismo, o pior regime que a Humanidade teve a infelicidade de conhecer, devido aos horrores, terrores, massacres sem fins e á exploração de seres humanos em niveis surreais,hoje escrevo este artigo no blog para homenagear as vitimas do campo de Auschwitz e os libertadores do campo, o Éxercito Vermelho da U.R.S.S. e denunciar novos pergigos que nos dias de hoje reaparecem, perigos que temos de combater duramente...
Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas pelo menos um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se sinônimo do genocídio contra os judeus, ciganos (sinti e rom) e outros tantos grupos perseguidos pelos nazistas.

As tropas soviéticas chegaram a Auschwitz, hoje Polônia, na tarde de 27 de janeiro de 1945, um sábado. A forte resistência dos soldados alemães causou um saldo de 231 mortos entre os soviéticos. Oito mil prisioneiros foram libertados, a maioria em situação deplorável devido ao martírio que enfrentaram.
"Na chegada ao campo de concentração, um médico e um comandante questionavam a idade e o estado de saúde dos prisioneiros que chegavam", contou Anita Lasker, uma das sobreviventes. Depois disso, as pessoas eram encaminhadas para a esquerda ou para a direita, ou seja, para os aposentos ou direto para o crematório. Quem alegasse qualquer problema estava, na realidade, assinando sua sentença de morte.

Câmaras de gás e crematórios foram criadas para os prrisioneiros no campo de concentração de Buchenwald, no Leste da AlemanhaAuschwitz-Birkenau foi criado em 1940, a cerca de 60 quilômetros da cidade polonesa de Cracóvia. Concebido inicialmente como centro para prisioneiros políticos, o complexo foi ampliado em 1941. Um ano mais tarde, a SS (Schutzstaffel) instituiu as câmaras de gás com o altamente tóxico Zyklon B. Usada em princípio para combater ratos e desinfetar navios, quando em contato com o ar a substância desenvolve gases que matam em questão de minutos. Os corpos eram incinerados em enormes crematórios.
Um dos médicos que decidiam quem iria para a câmara de gás era Josef Mengele. Segundo Lasker, ele se ocupava com pesquisas: "Levavam mulheres para o Bloco 10 em Auschwitz. Lá, elas eram esterilizadas, isto é, se faziam com elas experiências como se costuma fazer com porquinhos da Índia. Além disso, faziam experiências com gêmeos: quase lhes arrancavam a língua, abriam o nariz, coisas deste tipo..."

O objectivo consistia em trabalhar até cair...

Os que sobrevivessem eram obrigados a trabalhos forçados. O conglomerado IG Farben, por exemplo, abriu um centro de produção em Auschwitz-Monowitz. Em sua volta, instalaram-se outras firmas, como a Krupp. Ali, expectativa de vida dos trabalhadores era de três meses, explica a sobrevivente.
"A cada semana era feita uma triagem", relata a sobrevivente Charlotte Grunow. "As pessoas tinham de ficar paradas durante várias horas diante de seus blocos. Aí chegava Mengele, o médico da SS. Com um simples gesto, ele determinava o fim de uma vida com que não simpatizasse."

Para apagar os vestígios do Holocausto antes da chegada do Exército Vermelho, a SS implodiu as câmaras de gás em 1944 e evacuou a maioria dos prisioneiros. Charlotte Grunow e Anita Lasker foram levadas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde os britânicos as libertaram em abril de 1945. Outros 65 mil que haviam ficado em Auschwitz já podiam ouvir os tiros dos soldados soviéticos quando, a 18 de janeiro, receberam da SS a ordem para a retirada.
"Fomos literalmente escorraçados", lembra Pavel Kohn, de Praga. "Sob os olhos da SS e dos soldados alemães, tivemos de deixar o campo de concentração para marchar dia e noite numa direção desconhecida. Quem não estivesse em condições de continuar caminhando, era executado a tiros", conta. Milhares de corpos ficaram ao longo da rota da morte. Para eles, a libertação chegou muito tarde...

Os nazi-fascistas sofreram não só uma derrota militar, mas também uma derrota política e moral. A ideologia da igualdade de todas as raças e da amizade entre as nações conquistou uma vitória incontestável contra a ideologia do nacionalismo brutal e do ódio racial. Com sua política canibalesca, Hitler mobilizou o mundo inteiro contra a Alemanha. A chamada "raça superior" tornou-se o alvo do ódio universal. Mas vale ressaltar que os soviéticos não odeiam os alemães por causa de preconceitos raciais ou questões nacionalistas. O povo soviético odiava esses invasores não porque eles são de outro país, mas porque eles causaram sofrimento horrivel e infortúnio impensáveis aos soviéticos os que mais sofreram.O povo tem um velho ditado:O lobo não é caçado só porque é cinza, mas porque devora o carneiro...
Que sirva de exemplo para que nunca mais se repita algo asssim...



Porque por exemplo na Hungria, pela primeira vez um partido declaradamente de extrema direita conseguiu entrar no parlamento nacional de um país europeu. Na França, a Frente Nacional de Jean-Marie Le Pen teve resultados significativos nas eleições regionais.

Na Itália, a populista e xenófoba Liga Norte fortificou sua posição e, na Holanda a popularidade do crítico do Islã Geert Wilders aumenta a cada dia. Até que ponto a população da Europa é vulnerável aos apelos populistas, que apresentam soluções aparentemente simples para problemas complexos?


A Frente Nacional, de Le Pen, saiu vitoriosa das últimas regionais francesasMas os partidos xenófobos e de extrema direita estão ganhando popularidade. Nos últimos meses, têm conseguido ganhos espetaculares em vários países da UE. Como é o caso agora da Hungria, onde Viktor Orban, vencedor das eleições e presidente do conservador Fidesz, se serviu durante a campanha tanto de estereótipos xenófobos como de um discurso á Hitler, assim como do recém-formado partido de extrema direita Jobbik, que também apresentou ganhos significativos de eleitorado.


Os movimentos populistas de direita europeus têm características distintas,
temos populistas de extrema direita na Escandinávia que protestam contra impostos, temos os nacionalistas na Europa Oriental que tentam ganhar novas identidades com a queda do Muro de Berlim. Temos características muito diferentes, como o líder francês Jean-Marie Le Pen, ou com o movimento na Áustria que era liderado por Jörg Haider.
Mas populistas de extrema direita têm em comum a capacidade de instrumentalizar a seu favor os medos dos eleitores em tempos de crise, aproveitando-se da insatisfação dos cidadãos e oferecendo respostas simples para problemas complexos, como a situação econômica ou o desemprego. Eles querem se livrar sobretudo dos estrangeiros e dos outros.


O fato de esses movimentos se caracterizarem sobretudo pela discriminação de tudo aquilo que é estrangeiro faz com que não consigam colaborar com outras forças similares além das fronteiras dos países em que atuam.
Isso fica claro no Parlamento Europeu.Tanto extremistas de direita quanto populistas de direita têm seus problemas com o conceito de Europa. Eles lutam contra instituições políticas supranacionais como a UE. Querem manter a identidade de seus próprios países. Paradoxalmente, tentaram formar uma bancada própria no Parlamento Europeu, o que não deu certo, porque as diferenças entre eles eram muito grandes.
Muitas vezes, os pequenos partidos de extrema direita permanecem partidos de protesto e não conseguem participar de uma coalizão. Ao mesmo tempo, exercem pressão sobre os partidos conservadores do centro, os quais não querem perder seus eleitores mais de direita.
Isso pôde ser observado também nas eleições regionais de fevereiro na França, nas quais tanto os socialistas como a Frente Nacional conseguiram um forte ganho de votos, às custas dos conservadores.

Por isso é preciso a união das forças democráticas e progressistas para derrotar novos ventos de FASCISMO E NAZISMO e impedir novos Auschwitz.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Capitalismo precisa da Eutanásia.


O sistema capitalista global está mais uma vez oscilando à beira de uma grave crise financeira e recessão económica. A crise da dívida soberana (pública) na Europa – que ameaça a existência do euro e até da União Europeia (UE) – está causando ondas de choque em todo o mundo. A perspectiva muito real de calotes da Grécia e de países maiores como Espanha e Itália se aproxima. Isso por sua vez pode derrubar os grandes bancos e desencadear uma nova crise de crédito ainda mais terrível que a após o colapso do Lehman Brothers 18 meses atrás.

O risco de que a anémica “recuperação” económica dos últimos seis meses se torna em uma recessão de “duplo mergulho” é agora visto como um perigo por governos e economistas que há apenas algumas semanas atrás rejeitavam tal cenário.
Os eventos europeus – os maiores protestos de trabalhadores na Grécia em quase 40 anos, ataques draconianos aos salários, aposentadoras e empregos, e choques agudos entre os governos – são todos sintomas de uma doença crónica do sistema capitalista. A fase actual da crise é agravada pelas próprias políticas apresentadas como “a cura” para a fase anterior. Para superar a crise de crédito e o colapso parcial do sistema bancário global, os governos introduziram políticas de estímulo sem precedentes sob um plano coordenado globalmente pelo G20. Isso impediu uma contração econômica mais séria na época. Os governos resgataram bancos e companhias altamente endividados, em alguns casos nacionalizado-os como um “expediente temporário”. Mas com a economia ainda organizada nos moldes do capitalismo, cegamente, com gangues capitalistas rivais pondo lucros de curto prazo antes dos interesses globais da sociedade, então inevitavelmente os distorcidos pacotes “keynesianos” de resgate de 2008 e 2009 forneceram apenas um alívio temporário.

Como explica o economista Nouriel Roubini, “A socialização das perdas privadas e a frouxidão fiscal com o objectivo de estimular as economias em recessão tem levado a um cúmulo perigoso de deficits do orçamento público e dívidas. Então, a recente crise financeira global não acabou; ao invés, ela alcançou uma etapa nova e mais perigosa.”

Não são mais os bancos, mas os próprios governos que precisam de um resgate. Os resgatadores se tornaram os resgatados. Ao invés de devolver o favor, os ingratos bancos e instituições financeiras, ainda carregados de enormes perdas não-divulgadas, estão fazendo tudo para lucrar com isso e assim piorar a crise através da especulação frenética nos mercados de dívidas governamentais. Na Europa, os estados mais poderosos, Alemanha e França, estão relutantemente patrocinando um resgate dos estados mais fracos, começando com a Grécia.

Como os socialistas se esforçam para explicar, esse não é um resgate para a Grécia ou o povo grego, que enfrenta selvagens políticas de austeridade, mas para os bancos e o próprio sistema capitalista. Os bancos da Alemanha e França possuem 70% da dívida grega e se arriscam a serem prejudicados por um calote grego, i.e., o cancelamento dos pagamentos da dívida. O euro está em risco e, com ele, o prestígio e aspirações globais das principais potências europeias. O presidente francês Sarkozy ameaçou abandonar do euro se os líderes alemães não assinassem o último “pacote de resgate” para a Grécia, Portugal, Espanha e outras economias que são o elo fraco. Merkel, a chanceler alemã, verbalizou o que isso poderia significar quando disse: “Esse desafio é existencial e temos que enfrentá-lo. O euro está em perigo… Se o euro cair, então a Europa cai”.

Tal seria a desarticulação econômica da Europa no caso de um desmoronamento da união monetária capitalista europeia, com cada governo tentando diminuir suas próprias perdas às custas dos vizinhos, que a União Europeia talvez não poderia mais se manter juntos. Uma pressão social massiva e um sentimento anti-UE poderiam forçar os governos a romperem com a união. Em uma base capitalista isso provavelmente seria acompanhado de uma eclosão de nacionalismo e de ataques às “causas estrangeiras” da crise.

A condição perigosa da Europa capitalista explica o Fundo de Estabilização Europeu (FEE) de quase 1 trilhão de dólares lançado no início de maio pela UE e FMI para “acalmar os mercados” (i.e., os bancos e fundos hedge) numa tentativa de impedir que o contágio financeiro se espalhasse. Esse pacote sem precedentes de empréstimos de emergência, compras de títulos da dívida e garantias bancárias foi o equivalente europeu à “bazuca” produzida pelo antigo secretário do tesouro dos EUA Hank Paulson após o colapso do Lehman Brothers – o plano “TARP” de 700 bilhões de dólares para comprar os ativos tóxicos ou “problemáticos” acumulados pelo sistema bancário norte-americano. Resta saber se a “bazuca” europeia pode estabilizar a situação – a reação inicial do mercado foi de mais especulação contra o euro.

Como antes, essa é uma crise global. Não está circunscrita à Europa mais do que a crise “subprime” foi apenas um assunto americano. E como pontua Roubini, essa é potencialmente uma fase da crise muito mais séria do que a anterior. A interconexão do capitalismo está plenamente revelada. A Grécia apenas responde por um quadragésimo da economia da zona do euro mas sua crise da dívida ameaça redundar em uma crise financeira européia e até global.

No final de 2009, os bancos da Europa possuiam US$ 2,29 trilhões em risco na Grécia, Itália, Portugal e Espanha. Mais expostos estão os bancos franceses, com US$ 843 bilhões (dinheiro que seria perdido no caso de uma série de calotes soberanos). Mas os bancos dos EUA também estão seriamente expostos. Estima-se que apenas o JPMorgan Chase possui US$ 1,4 trilhão de exposições por toda a Europa, enquanto o Citigroup Inc. possui US$ 468,4 bilhões. Não por acaso, a administração Obama pressionou firme para que a UE/FMI produzissem sua “bazuca”.

Por toda a Europa os governos estão lançando uma massiva ofensiva contra a classe trabalhadora. Isso foi algo que os socialistas do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT) alertaram que ocorreria quando os programas de estímulo foram desvelados 18 meses atrás. Na Grécia os salários serão cortados em 20-25% e o desemprego pode dobrar para um quinto da força de trabalho no próximo ano. A Espanha, também governada por um suposto governo “socialista”, planeja as maiores reduções orçamentárias em 30 anos.

O que está acontecendo na Europa agora é uma antecipação do que virá na Ásia amanhã. Nos EUA, a situação a nível dos estados já parece distintamente “europeia”. O colunista do Washington Post Michael Gerson alerta: “Alguns estados grandes, como Califórnia e Nova Iorque, estão à beira da inadimplência. Eles conseguirão grandes reduções de gastos apenas cortando seus níveis salariais e de aposentadoria do funcionalismo público. Isso criará uma grande batalha entre os governos estaduais e o movimento dos trabalhadores”.

Os partidos e comentaristas capitalistas estão falando não de alguns anos difíceis, mas de uma “era de austeridade”. A menos que os trabalhadores se organizem, preparem e lutem então se aproxima uma era sem fim de ataques à frente. No caso do Japão, um estudo recente do instituto suíço IMD fala de “70 anos de austeridade” – teria que se esperar até 2084 para o Japão reduzir sua dívida estatal, actualmente 189% do PIB, a um nível “normal” de 60%. Os capitalistas estão elaborando planos para empobrecer a classe trabalhadora e tomar de volta os ganhos de meio século de luta sindical e política, por isso o que importa é estar alerta e derrotar os planos de exploração do Capitalismo.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Discurso de Álvaro Cunhal em Moscovo parte III

Discurso de Álvaro Cunhal em Moscovo 1962 Parte II

Discurso de Álvaro Cunhal em Moscovo em 1962 Parte I

Haiti Papa e Baby "Doc" e os Tonton Macoute




A Milícia de Voluntários da Segurança Nacional, conhecidos como Tonton Macoute (literalmente "Tio do Saco", em crioulo haitiano, aludindo às figuras do "homem do saco" ou "bicho papão")pelos vistos continua a existir neste país saturado pelo último terramoto que vitimou uma nação de uma forma implacável, pelos vistos depois de décadas de ditaduras sanguináreas dos "Doc" Papa Doc e Baby doc, de seu nome Jean-Claude "Baby Doc" Duvalier filho de François Duvalier, mais conhecido como Papa Doc que instaurou uma ditadura implacável e depois da sua morte assumida na continuidade pelo filho que depois de 25 anos no exilio em França, regressa á capital Port-au-Prince para "Ajudar o Haiti"... talvez seja uma ajuda da célebre Democra(CIA)habituada neste conflitos internos e crises a tentar fortalecer os seus interesses e aumentar o seu dominio na região.
Ora vejamos....


O Papel dos E.U.A. durante décadas, a situação no Haiti continuaram se agravando, sem justificar uma intervenção internacional. Embora os Estados Unidos foi um dos participantes eminentemente activa e interessada no desenvolvimento da cultura política do Haiti, se absteve de se manifestar contra tais atrocidades, nem mesmo durante as administrações dos direitos humanos com foco como Jimmy Carter's como um resultado da lógica da Guerra Fria. Washington foi certamente muito mais interessados em apoiar um tirano pró-americano, cuja tarefa era supostamente para impedir a propagação do comunismo na região, em vez de proteger o povo haitiano pelo apoio a uma democracia saudável e uma autoridade responsável em Port-au-Prince. Butch Ashton, um homem de negócios que fez fortuna durante a ditadura Duvalier pelas corporações, que estabelece como Citrus (um exportador de frutas) e da concessionária Toyota na capital do país, com veemência afirma que a Tonton milícia Macoute foi treinada pela Marinha dos EUA Corpo e que os mais altos níveis do governo americano, foram cúmplices deste regime.

Os EUA tem sido um apoiante activo, apesar das sombras, mesmo anos após a "Macoute Tonton" reino de violência oficialmente acabou. A Human Rights Watch sobre o Haiti em 2004 e declarou: "Os Estados Unidos, nomeadamente, mostrou pouco entusiasmo para a repressão de abusos cometidos no passado. Aliás, ela impediu a responsabilidade pela remoção EUA para os milhares de documentos da sede militares e paramilitares, permitindo que agressores notória a fugir do Haiti, e repetidamente o refúgio de líderes paramilitares. "

Especificamente os Tonton Macoute uma mistura tripartida de Genocidas,Misticismo e Realidade uma característica fundamental da estrutura do MSVN foi que alguns dos membros mais importantes do "Tonton Macoutes" foram os líderes vodu, com este sistema de crença praticada atualmente por cerca de metade da população do país. Esta filiação religiosa deu o "Macoutes" um senso de autoridade sobrenatural aos olhos do público, que lhes permitia praticar actos terríveis, sem qualquer forma de retribuição da população haitiana em geral. O que isto significa é que "o 'Tontons Macoutes" foram parte de uma estratégia consciente para identificar as forças espirituais e lealdade para com o nacionalismo Duvalier, e incutir medo nos [seus] adversários. "De seus métodos para a sua escolha de roupas, sempre vodou desempenhado um papel importante em suas ações.

No entanto, apesar da natureza religiosa do vodu, os fatos, bem como os números falam por si. Estes assassinos impiedosos assassinados mais de 60.000 haitianos e muitos mais foram forçados a abandonar suas casas. Por conseguinte, o Haiti sofreu uma fuga de cérebros incomparável e incapacitante que roubou o pequeno país de muitos de seus cidadãos mais educados.

A milícia criou um sentimento de medo com as ameaças contínuas contra o público, bem como as execuções freqüentes aleatória. O "Tonton Macoutes" freqüentemente apedrejados e queimados pessoas vivas, com acompanhamento regular tais ritos por enforcamento corpos de suas vítimas na rua como um alerta à população em geral. A diversidade das vítimas foi também uma medida da "Macoutes" crueldade. Elas podem variar de uma mulher nos mais pobres dos bairros que tiveram a ousadia de apoiar um adversário político, todo o caminho para um diplomata estrangeiro acomodar ou mesmo um homem de negócios que se recusaram a "doar" o dinheiro para obras públicas (obras públicas é o bolsos de funcionários corruptos e mesmo o próprio ditador).

A escuridão da "Tonton Macoutes" era pode ter parecido a diminuir após o desmembramento oficial da organização, que ocorreu após o "Baby Doc" fugiu do Haiti para a França em 1986. No entanto, os massacres conduzidos por grupos paramilitares gerado pelo Macoutes continuou durante a década seguinte. Depois de 1991, quando Aristide estava ilegalmente forçados a deixar a presidência, os vestígios do MVSN ficou conhecido como "adidos", ou grupos de vigilantes selvagem anexado às forças de segurança do governo, ou torta organizações políticas que tiveram a capacidade de usar a força contra seus inimigos . Consequentemente, um número de pequenos corpos paramilitares foram organizadas para trabalhar com essas máfias como "estabilidade" keepers. Um bom número destas novas estruturas foram sendo formado por ex-Macoutes. "Muitas dessas milícias permaneceu nostálgico para os bons e velhos tempos de Duvalierismo, com alguns até mesmo a tentativa de incendiar o seu próprio reino de terror.

O grupo mais temido paramilitares durante a década de 1990 surgiu como uma presença política tão sádico como o MVSN: a "Frente Revolucionária para o Avanço eo Progresso do Haiti-FRAPH", que crack Toronto Star jornalista Linda Diebel descrita como moderna Macoutes e não como o partido político que pretendia ser. O jornalista declarou que a FRAPH, sob Emmanuel figura goon Constant, foi ainda pior que a milícia Duvalierist porque não era mais subordinado a uma autoridade absoluta. O FRAPH também colaborou com o exército regular de perseguir os seguidores de Aristide, o que tornava ainda mais perigoso do que a "Tonton Macoutes", pois nos velhos tempos, as milícias e as forças armadas legais fossem rivais mais aliados. Este grupo paramilitar também estendeu sua influência muito além La Hispaniola às diásporas em todo o mundo ", FRAPH também teve uma presença no exterior, com escritórios em Nova York, Miami, Montreal e outras cidades com grandes comunidades de exílio no Haiti."

Esses fantasmas do passado ainda atormentam Haiti e política dos EUA: no ano passado um grupo de ativistas cívicos acusou o governo de Obama de fechar os olhos cegos para a atividade criminosa praticada contra os partidários de Aristide e simpatizantes do seu partido Lavalas Fanmi. O grupo que estava tentando impedir a participação do partido mais popular do Haiti, nas eleições de 2010 através do uso da violência indiscriminada e pressão política era liderada por um ex-líder paramilitar condenado os EUA por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, Guy Philippe.

Há uma longa história de violência paramilitar no Haiti, que parece imparável, mas todos, independentemente de qualquer governo pode estar no comando. Como o professor Robert Maguire observada em 2002, "a luta pelo poder inabalável entre os políticos do país tem sido acompanhado por uma renovação do tipo de violência paramilitar que a grande maioria dos haitianos esperava tivesse terminado com a dissolução das Forças Armadas do Haiti Forças em 1995." Mas existem algumas outras questões que alimentam a existência do fenômeno paramilitar: esses fatores incluem o tráfico de drogas, a pobreza crescente, as forças de polícia desmoralizada, ea primazia dos interesses da elite. Todos esses fatores explicam porque os restos do "Tonton Macoutes" ainda são uma parte muito importante do património político e social do Haiti, assim como eles e seus descendentes continuam a se fragmentar em pequenos grupos com interesses diferentes, mantendo a sua propensão para a violência eo caos .


De acordo com Paulo Francis, que era correspondente em Nova York, ''Baby Doc" foi deposto pelos EUA. Disse ele que o porta-voz da Casa Branca, Larry Speakes, anunciara a queda de Duvalier. A razão da demora é que os militares haitianos queriam governar sozinhos e o governo dos EUA insistiu na presença de civis na junta. "Baby Doc" perdeu o apoio de setores tradicionalmente aliados (como os empresários da Associação das Indústrias, prejudicadas pela abertura do comércio aos EUA), e mesmo a cúpula do Exército não se mostrava unificada em relação à sustentação daquele regime.

Baby Doc governou de 1971 a 1986, sem mudar a tirania herdada do pai, François Duvalier. Com a morte do pai, foi consagrado presidente vitalício, com apenas 19 anos de idade. Em seu governo destacaram-se os grupos de repressão política dirigidos pela mãe, Simone Duvalier, e a irmã Marie-Denise. Pressões internacionais obrigaram-no a adotar medidas aparentemente democratizantes, como a liberação de presos políticos, e reformas que nenhum benefício trouxeram à população.

Porém, com ajuda dos Estados Unidos, organizou (1971) uma nova força paramilitar, os Leopardos, para atuar como cunha entre o Exército e a milícia criada pelo pai, os 'tonton-macoutes'. Casou-se (1980) com Michèle Bennett, que substituiu sua mãe na chefia da facção mais repressiva do regime Derrubado por uma insurreição popular (1986), vive asilado em Paris.



Os EUA que odeiam a instabilidade nos seus países de fantoches escolta o Duvalier Baby Doc despótico para o sul da França para uma aposentadoria confortável. A CIA, em seguida cria plataformas próximas de eleições em favor de outro ditador Henry Namphy e Prosper Avril ambos de direita. Entretanto, a violência mantém o país em tumulto político por mais quatro anos. A CIA tenta fortalecer as forças armadas, criando o Serviço de Inteligência Nacional (SIN), que suprime a revolta popular por meio de tortura e assassinato.

O caos no Haiti cresce tão impunemente que o presidente Clinton anos depois não tem escolha senão remover o ditador do Haiti Raoul Cedras, sob ameaça de invasão dos EUA. Os ocupantes dos EUA não prender os líderes militares do Haiti por crimes contra a humanidade, mas sim garantir a sua segurança e aposentadorias chorudas. Aristide voltou ao poder depois de ser forçado a aceitar uma agenda favorável a classe dominante do país.

A propósito de aposentadorias chorudas Baby Doc" pediu para ser levado por um avião da Força Aérea norte-americana, e o governo da FRANÇA - PAÍS ONDE O DITADOR TEM PROPRIEDADES LUXUOSAS, INCLUSIVE UM CASTELO DO SÉCULO XVIII COMPRADO POR US$ 735 mil dólares, a noroeste de Paris - aceitou lhe conceder visto temporário para "facilitar uma transição democrática" no Haiti.

Para terminar e para vermos as "ajudas" criminosas dos E.U.A. apresentam o terramoto que foi devastador mas é apresentado à opinião pública mundial como a causa única da situação do país.

Um país que foi destruído, cuja infraestrutura foi demolida. O seu povo precipitado na pobreza abissal e no desespero.
Na história do Haiti, o seu passado colonial foi apagado.

Os militares estado-unidenses vieram em resgate de um país empobrecido. Qual é o seu mandato?
Trata-se de uma operação humanitária ou de uma invasão?
Os principais actores da "operação humanitária" da América são o Departamento da Defesa, o Departamento de Estado e a U.S. Agency for International Development (USAID). (Ver USAID Speeches: On-The-Record Briefing on the Situation in Haiti, 01/13/10 ). À USAID também foi confiada a canalização de ajuda alimentar ao Haiti, a qual é distribuída pelo Programa Alimentar Mundial. (Ver USAID Press Release: USAID to Provide Emergency Food Aid for Haiti Earthquake Victims, January 13, 2010 )

Contudo, a componente militar da missão dos EUA tende a ensombrar as funções civis de salvar uma população desesperada e empobrecida. A operação humanitária total não está a ser conduzida por agência governamentais civis tais como a FEMA ou o USAID, mas sim pelo Pentágono.

O papel dominante na tomada de decisões foi confiado ao US Southern Command (SOUTHCOM).

Está contemplada uma maciça instalação de pessoal e material militar. O presidente da Joint Chiefs of Staff, almirante Mike Mullen, confirmou que os EUA estarão a enviar nove a dez mil milhares de soldados ao Haiti, incluindo 2000 marines. (American Forces Press Service, January 14, 2010)

O porta-aviões USS Carl Vinson e os seus navios complementares de apoio já chegaram a Port au Prince. (15/Janeiro/2010). Os 2000 membros da Unidade Anfíbia da Marinha bem como soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA "são treinados numa ampla variedade de missões incluindo segurança e controle de tumultos além de tarefas humanitárias".

Em contraste com as equipes de resgate e ajuda despachadas por várias organizações civis, o mandato humanitário dos militares dos EUA não está claramente definido.

"Os marines são definitivamente guerreiros em primeiro lugar e isso é o que o mundo sabe do marines, ... [mas] somos igualmente compassivos quando precisamos ser e este é um papel que gostaríamos de mostrar – o do guerreiro compassivo, estendendo a mão com ajuda àqueles que dela precisam. Estamos muito estimulados quanto a isto". (Marines' Spokesman, Marines Embark on Haiti Response Mission , Army Forces Press Services, January 14, 2010)

Enquanto os presidente Obama e Préval falavam ao telefone, não havia discussões entre os dois governos respeitantes à entrada e instalação de tropas dos EUA em solo haitiano. A decisão foi tomada e imposta unilateralmente por Washington. A falta total de funcionamento do governo no Haiti foi utilizada para legitimar, com bases humanitárias, o envio de uma poderosa força militar, a qual de facto usurpou várias funções governamentais.

Activos militares dos EUA a serem enviados ao Haiti (de acordo com anúncios oficiais)

O navio de assalto anfíbio USS Bataan (LHD 5) e os navios anfíbios dock landing USS Fort McHenry (LSD 43) e USS Carter Hall (LSD 50).

Uma Unidade Anfíbia dos Marines com 2000 membros da 22ª Unidade Expedicionária da Marinha e soldados da 82ª divisão aerotransportada do exército . Novecentos soldados estão destinados a chegar ao Haiti em 15 de Janeiro.

O porta-aviões USS Carl Vison e os navios complementares de apoio (chegados a Port au Prince em 15/Janeiro/2010): USS Carl Vinson CVN 70

O navio hospital USNS Comfort.

Várias embarcações e helicópteros da Guarda Costeira dos EUA.

Os três navios anfíbios unir-se-ão ao porta-aviões USS Carl Vinson, ao cruzador com mísseis guiados USS Normandy e à fragata com mísseis guiados USS Underwood .


Papel preponderante do US Southern Command

O US Southern Command (SOUTHCOM) com sede em Miami é a "agência principal" no Haiti. O seu mandato como comando militar regional é executar a guerra moderna. A sua missão declarada na América Latina e no Caribe é "conduzir operações militares e promover cooperação de segurança para alcançar objectivos estratégicos dos EUA". ( Our Mission - U.S. Southern Command (USSOUTHCOM ) Os oficiais no comando são treinados para superintender operações no teatro, policiamento militar bem como "contra-insurgência" na América Latina e no Caribe, incluindo o recente estabelecimento de novas bases militares estado-unidenses na Colômbia, na proximidade da fronteira venezuelana.

O general Douglas Fraser, comandante do U.S. Southern Command definiu a operação de emergência no Haiti como uma operação de Comando, Controle e Comunicações (C3). O US Southern Command deve supervisionar uma instalação maciça de material militar, incluindo vários navios de guerra, um porta-aviões, divisões de combater aero-transportado, etc.

"Assim, estamos concentrados em ganhar comando e controle e comunicações ali de modo a que possamos realmente obter um melhor entendimento do que está a acontecer. O MINUSTAH [United Nations Stabilization Mission in Haiti], com a sua sede parcialmente em colapso, perdeu um bocado da sua comunicação e assim procuramos fortalecer aquela comunicação, também.

Estamos a enviar equipes de avaliação em conjunto com a USAID, apoiando os seus esforços, bem como cedendo alguns de nós para apoiar os seus esforços.

Estamos a movimentar vários navios que tínhamos na região – são navios pequenos, lanchas da Guarda Costeira, destróiers – naquela direcção, para proporcionar o que for preciso de assistência imediata no solo.

Também temos um porta-aviões da U.S. Navy, o USS Carls Vinson , a movimentar-se naquela direcção. Ele estava no mar ao largo de Norfolk e vai gastar um par de dias para chegar ali. Precisamos também reabastecê-lo e dar-lhe as provisões que precisa para apoiar o esforço no Haiti. E estamos à procura de agências internacionais para descobrir como apoiar os seus esforços bem como os nossos esforços.

Também estamos à espera de um grande navio anfíbio com uma Unidade Expedicionária Marine nele embarcada que num par de dias chegará após o USS Vinson.

E isso dá-nos um leque mais vasto de capacidade para movimentar abastecimentos e também para aumentar a capacidade para ajudar a apoiar o esforço.

O ponto principal é que não temos uma avaliação clara neste momento da situação no terreno, o que é preciso em Port-au-Prince, quão generalizada é a situação.

Finalmente, temos também uma equipe que se dirige para o aeroporto. No meu entendimento, porque o meu vice-comandante por acaso estava no Haiti quando surgiu esta situação, numa visita programada anteriormente. Ele tem permanecido no aeroporto. E afirma que a pista está funcional mas a torre não tem capacidade comunicações. O terminal de passageiros tem danos estruturais, não sabemos em que grau.

Assim, temos um grupo para verificar se podemos ganhar e assegurar o aeroporto e operar a partir dele, porque este é um daqueles locais que pensamos ter um papel no esforço imediato de uma ajuda internacional.

E então efectuamos todas as outras avaliações que considerarmos apropriadas neste esforço.

Também estamos a coordenar no terreno com a MINUSTAH, com pessoas que estão ali. O comandante do MINUSTAH aconteceu estar em Miami quando esta situação acontecer, de modo que agora ele está a viajar de volta e deveria chegar a Port-au-Prince a qualquer momento. Isso nos ajudará a coordenar nossos esforços porque, mais uma vez, as Nações Unidas sofreram uma perda significativa com o colapso – pelo menos o colapso parcial da sua sede.

De modo que estes são os esforços iniciais que temos em andamento. E quando obtivermos avaliações que vem a seguir, então ajustaremos como necessário.

O secretário da Defesa, o presidente, determinaram que isto é um esforços significativo e estamos reunindo todos os recursos dentro do Departamento da Defesa para apoiar este esforço" ( Defense.gov News Transcript: DOD News Briefing with Gen. Fraser from the Pentagon , January 13, 2010)"

Um relatório da Heritage Foundation resume a essência da missão da América no Haiti: "O terramoto tem tanto implicações humanitárias como de segurança nacional para os EUA [exigindo] uma resposta rápida que seja não só forte como decisiva, mobilizando capacidades militares, governamentais e civis dos EUA tanto para resgate e ajuda a curto prazo como para uma recuperação e programa de reforma a longo prazo no Haiti". (James M. Roberts and Ray Walser, American Leadership Necessary to Assist Haiti After Devastating Earthquake , Heritage Foundation, January 14, 2010).

No princípio, a missão militar estará envolvida em primeiros socorros e emergências.

A US Air Force tomou funções de controle de tráfego aéreo bem como a administração do aeroporto de Port au Prince. Por outras palavras, os militares estado-unidenses regulam o fluxo de ajuda de emergência e abastecimentos que estão a ser trazido para o país em aviões civis. A US Air Force não está a trabalhar sob as instruções dos responsáveis de aeroporto haitiano. Estes responsáveis foram deslocados. O aeroporto é dirigido pelos militares dos EUA (Entrevista com o embaixador haitiano nos EUA, R. Joseph, PBS News, January 15, 2010)

O navio hospital de 1000 camas da US Navy, o USNS Comfort, o qual inclui mais de 1000 médicos e pessoal de apoio, foi enviado ao Haiti sob a jurisdição do Southern Command. (Ver Navy hospital ship with 1,000 beds readies for Haiti quake relief , Digital Journal, January 14, 2010).

No momento do terramoto havia cerca 7100 militares e mais de 2000 polícias, nomeadamente uma força estrangeira de mais de 9000. Em contraste, o pessoal civil do MINUSTAH é de menos de 500. MINUSTAH Facts and Figures - United Nations Stabilization Mission in Haiti



TABELA 2
United Nations Stabilization Mission in Haiti (MINUSTAH)

Força actual (30 November 2009)

9,065 total de pessoal uniformizado

7,031 soldados
2,034 polícias
488 pessoal civil internacional
1,212 civis locais
214 Voluntários das Nações Unidas

MINUSTAH Facts and Figures - United Nations Stabilization Mission in Haiti

Estimativa das forças combinadas SOUTHCOM e MINUSTAH; 19.095*

* Excluindo compromissos da França (não confirmados) e do Canadá (confirmados 800 soldados), os EUA, França e Canadá foram "parceiros" no golpe de Estado de 29 de Fevereiro de 2004.

Por isso mais nada resta a escrever... Um dia o povo Haitiano ira se erguer deste Imperialismo imposto sobre circunstâncias históricas trágicas através de estratagemas Estado-Unidenses.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

HASHIM THAÇI : O Comandante Cobra ou a Serpente Assassina ?



Nascido 24 de Abril de 1968 na aldeia de Brocna na região de Drenica (Kosovo central), o "berço" do separatismo albanês,surgiram agora nos meios "Ocidentais" promovido a Democrata de serviço do poder Imperial da U.E. e dos E.U.A. vê agora a sua "figura" envolvida naquilo que já á bastante tempo se sabia mas que se teimava em omitir nos meios de comunicação sociais, que sempre promoveram a imagem de um país martirizado pelos Sérvios de Milosevic...
Agora podemos finalmente saber a verdade... os motivos que levaram os Sérvios a agir contra este bando do pior que anda por ai, com a conivência de governos ditos "Democráticos" incluindo o nosso.... Que reconheceu este bando de assassinos á solta.
É que pelos vistos os Sérvios foram apenas em auxilio da sua população, Membros do Exército de Libertação do Kosovo (UCK), o movimento separatista albanês do final dos anos 90, organizou uma rede de tráfico de órgãos retirados de prisioneiros sérvios executados entre 1999 e 2000, revela um relatório do Conselho da Europa.
"Numerosas informações parecem confirmar que foram retirados órgãos de prisioneiros em uma clínica no território albanês, próxima a Fushe-Kruje (20 km ao norte de Tirana), para vendê-los ao exterior para transplante", revelou o suíço Dick Marty, um dos autores do relatório divulgado nesta terça-feira, a pedido da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa.
"Esta actividade criminosa, que se desenvolveu em meio ao caos na região e graças à iniciativa de certos líderes das milícias do UCK ligados ao crime organizado persiste, de certa forma, até os dias de hoje", denunciou Marty.
Segundo testemunhas, os prisioneiros eram executados com um tiro na cabeça e, imediatamente "operados para a retirada de um ou vários órgãos", principalmente rins, destinados a clínicas particulares estrangeiras.
Marty afirma que a rede de tráfico de órgãos era controlada pelo chamado "Grupo de Drenica", que reunia líderes do UCK sob o comando de Thaci.
O suíço destaca que Thaci e vários outros membros do grupo "são qualificados constantemente como 'peças-chave' nos relatórios de inteligência consagrados às estruturas mafiosas e ao crime organizado em Kosovo".
Entre os membros da rede criminosa o relatório identifica ainda o cirurgião Shaip Muja, dirigente histórico do UCK e actual conselheiro político do próprio Thaci, especialmente na área de saúde.
O governo do Kosovo rejeitou imediatamente as acusações, qualificadas de "invenções" com o "objectivo de manchar a UCK e seus dirigentes".
Hashim Thaçi foi e é um terrorista albanês, ex-líder do ELK – o Exército de Liberação de Kosovo (UÇK – Ushtria Çlirimtare e Kosoves em albanês e KLA - Kosovo Liberation Army, em inglês), agora pomposamente e com conivência dos cegos (ou serão ingénuos?) poderes ocidentais travestido em “primeiro-ministro”.
Este “valoroso estadista” foi durante anos responsável por assassinatos, por tráfico de órgãos dos prisioneiros sérvios, por ignominiosos actos de intimidação contra civis, contra a polícia e mesmo contra as forças armadas sérvias. Personalidade de "elevada craveira moral", não hesitou mesmo na utilização de escudos humanos quando as autoridades impuseram o estado de emergência, sacrificando – numa encenação cuidada – centenas de terroristas do ELK às mãos das forças de segurança sérvias, levando a que, no dizer de Timothy Bancroft-Hinchey, “um Oeste crédulo e ávido para intervir a acreditar na matança de uns 50.000 civis, e o Presidente Clinton, na altura obcecado com os seus genitais e charutos, e desesperado para criar qualquer pretexto para esconder seus actos sórdidos, irresponsáveis, lascivos e depravados na sala Oval, a agarrar a ocasião para criar um acto para dispersar as atenções”.
Ao “estadista” Hashim Thaçi, há só uma palavra a lembrar: Prizren (embora lhe pudessemos recordar igualmente outras chacinas como Pec, Racak e mais recente, em 2003, o massacre de crianças em Gorazdevac), o massacre de Prizren em 1999 (tão convenientemente apagada pela imprensa ocidental). Nesse massacre o ELK, dirigido por Thaçi, atacou violentamente três centenas de civis sérvios indefesos, incluindo uma dezena sacerdotes ortodoxos e o bispo Artemije no mosteiro, urinando em efígies religiosas, destruíram estátuas, estupraram dezenas de freiras, destruíram a estátua do imperador Dusan e chacinaram todos quantos tentaram defender-se.
Hoje em dia, de fato vestido Thaçi – o “primeiro-ministro” – (foi candidato pelo partido Democrático do Kosovo [Partise Demokratike te Kosoves]), após uma eleição ganha não obstante o boicote pela quase totalidade da população sérvia, até parece um político (o que nem sempre se sabe se é boa adjectivação...) e enganar os comparsas ocidentais que embarcaram nesta louca aventura. A verdade, porém, é que por detrás desta polida fachada está o facínora de outrora e qualquer legitimação de um seu governo equivale a dar aval a actos assassinos e a avalizar uma aberração política. Portanto, não pode deixar de merecer reparo e estranheza como é que qualquer membro de uma comunidade internacional, que se pretende respeitável, se pode sentar com tal “estadista”, quanto mais ousar reconhecê-lo como chefe de um “governo”.
O titulo já esta dado: O CARNICEIRO DOS BALCÃS...
Afinal agora vemos quem era o Monstro... Á quem pense que a História do desmembramento da Jugoslávia terminou... Criando assim a própria Utopia... A História verdadeira demora tempo, a verdade também, mas não é sonegada para sempre.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Religiões.... É bom ser Ateu



Em sentido corrente, ateu é quem não crê na existência de um ser superior, tal como o concebem as religiões teológicas, ou seja, no que se chama de "Deus", criatura omnipotente (ele pode tudo quanto quer), omnisciente (ele sabe tudo), omnipresente (ele acha-se em toda a parte), omnimisericordioso (é dotada de infinita bondade) e criador do universo e do ser humano. Neste sentido, todo positivista é ateu pois nenhum positivista acredita na existência de tal ser.
Ateu é quem nega a existência de deus. Enquanto no primeiro sentido, o ateu apenas não crê na sua existência,caracteriza-se pela ausência de uma convicção, nesta segunda acepção ele caracteriza-se por uma afirmação, a de que deus não existe.
Há duas formas de negação: a) a negação relativa, em que se nega por falta de prova em contrário, ou seja, por jamais se haver demonstrado faticamente, com base na observação, a existência da divindade, b) a negação absoluta, em que o ateu afirma a inexistência de Deus, mediante a confutação dos argumentos que pretendem provar-lhe a existência ou da formulação de outros, que demonstram a impossibilidade desta existência.
A negação relativa corresponde a uma certa indiferença à ideia de Deus; a negação absoluta, a uma atitude activa, de carácter negador. Na primeira, o indivíduo aguarda que os deístas provem a existência de deus, na segunda, empenha-se em negá-lo. A primeira é o que se chama também de agnosticismo (e então, é ser agnóstico), enquanto que na segunda, ateu em sentido activo, ateu "militante" ou "praticante".
Algumas pessoas declaram-se agnósticas, porque indiferentes à existência de Deus, da qual não cogitam nem para afirmá-la, nem para negá-la. Para estas pessoas, a ideia de Deus simplesmente não interessa, sob aspecto nenhum. Alguns positivistas declaram-se agnósticos, outros, ateus militantes.
Ateu é quem, rejeitando as soluções da teologia, ocupa-se das suas questões.
Mas porque raio os ateus são tão discriminados por esse mundo fora? Passemos a analisar. Várias pesquisas indicam que o termo “ateísmo” tornou-se tão estigmatizado no mundo e principalmente nos EUA que ser ateu virou um total impedimento para uma carreira política (de um jeito que ser negro, muçulmano ou homossexual não é). De acordo com uma pesquisa recente, apenas 37% dos americanos votariam num ateu qualificado para o cargo de presidente.
Ateus geralmente são tidos como intolerantes, imorais, deprimidos, cegos para a beleza da natureza e dogmaticamente fechados para a evidência do sobre natural.
Até mesmo algumas ‘mentes brilhantes’ deste mundo, defendem que o ateísmo “não deveria ser tolerado” porque, dizem eles, “as promessas, os pactos e os juramentos, que são os vínculos da sociedade humana, para um ateu não podem ter segurança ou santidade.”
Fantástico, vamos chamar intolerantes aqueles que usam o cérebro para pensar e não para absorver a propaganda que eles vomitam. Nos Estados Unidos ( a terra ‘livre’ mais intolerante de todas) uns impressionastes 87% da população alegam “nunca duvidar” da existência de Deus e menos de 10% identificam-se como ateus (e as suas reputações estão a ser destruídas).
Tendo em vista que sabemos que os ateus figuram entre as pessoas mais inteligentes e cientificamente alfabetizadas em qualquer sociedade, é importante derrubarmos os mitos que os impedem de participar mais activamente do nosso discurso nacional. Sendo os mitos mais conhecidos os seguintes.
Os ateus acreditam que a vida não tem sentido. Pelo contrário: são os religiosos que se preocupam frequentemente com a falta de sentido na vida e imaginam que ela só pode ser redimida pela promessa da felicidade eterna além da vida. Ateus tendem a ser bastante seguros quanto ao valor da vida. A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e completo. As nossas relações com aqueles que amamos têm sentido agora, não precisam durar para sempre para tê-lo. Ateus tendem a achar que este medo da insignificância é... bem... insignificante.
Os ateus são responsáveis pelos maiores crimes da história da humanidade. Pessoas de fé geralmente alegam que os crimes de Hitler, Mussolini e outros foram produtos inevitáveis da descrença. O problema com o fascismo , não era que eles eram demasiado críticos da religião, o problema é que eles eram muito parecidos com religiões. Tais regimes eram dogmáticos ao extremo e geralmente originam cultos a personalidades que são indistinguíveis da adoração religiosa. Os campos de concentração e os campos de extermínio não são exemplos do que acontece quando humanos rejeitam os dogmas religiosos, são exemplos de dogmas políticos, raciais e nacionalistas à solta. Não houve nenhuma sociedade na história humana que tenha sofrido porque seu povo ficou racional demais.
Os ateus são dogmáticos. Judeus, cristãos e muçulmanos afirmam que suas escrituras eram tão prescientes das necessidades humanas que só poderiam ter sido registradas sob orientação de uma divindade onisciente. Um ateu é simplesmente uma pessoa que considerou esta afirmação, leu os livros e descobriu que ela é ridícula. Não é preciso ter fé ou ser dogmático para rejeitar crenças religiosas infundadas. Como disse o Stephen Henry Roberts uma vez: “Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu”.
Os ateus acham que tudo no universo surgiu por acaso. Ninguém sabe como ou por que o universo surgiu. Aliás, não está inteiramente claro se nós podemos falar coerentemente sobre o “começo” ou “criação” do universo, pois essas ideias invocam o conceito de tempo, e estamos a falar sobre o surgimento do próprio espaço-tempo. A noção de que os ateus acreditam que tudo tenha surgido por acaso é também usada como crítica à teoria da evolução darwiniana, isto representa uma grande falta de entendimento da teoria evolutiva. Apesar de não sabermos precisamente como os processos químicos da Terra originaram a biologia, sabemos que a diversidade e a complexidade que vemos no mundo vivo não é um produto do mero acaso. Evolução é a combinação de mutações aleatórias e da selecção natural. Darwin chegou ao termo “selecção natural” em analogia ao termo “selecção artificial” usadas por criadores de gado. Em ambos os casos, selecção demonstra um efeito altamente não-aleatório no desenvolvimento de quaisquer espécies.
O ateísmo não tem ligação com a ciência. Apesar de ser possível ser um cientista e ainda acreditar em Deus (alguns cientistas parecem conseguir), não há dúvida alguma de que um envolvimento com o pensamento científico tende a corroer, e não a sustentar, a fé. Observando a população americana: A maioria das pesquisas mostra que cerca de 90% do público geral acreditam num Deus pessoal, no entanto, 93% dos membros da Academia Nacional de Ciências não acreditam. Isto sugere que há poucos modos de pensamento menos apropriados para a fé religiosa do que para a ciência.
Os ateus são arrogantes. Quando os cientistas não sabem alguma coisa (como por exemplo a criação do universo ou como a primeira molécula se formou), eles admitem. Na ciência, fingir saber coisas que não se sabe é uma falha muito grave. Mas isso é o sangue vital da religião. Uma das ironias monumentais do discurso religioso pode ser encontrado com frequência no facto de como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de factos sobre astronomia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a basear as suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual.
Os ateus não têm espirtualidade. Nada impede um ateu de experimentar o amor, o êxtase, e o temor, os ateus podem valorizar estas experiências regularmente. O que os ateus não fazem é afirmações injustificadas (e injustificáveis) sobre a natureza da realidade com base em tais experiências. Não há dúvida de que alguns cristãos mudaram suas vidas para melhor ao ler a Bíblia e a rezar. E isso prova o que? Que certas disciplinas de atenção e códigos de conduta podem ter um efeito profundo na mente humana. Será que essas experiências provam que Jesus é o único salvador da humanidade? A resposta correcta é: NÃO, até porque hindus, budistas e muçulmanos têm experiências similares regularmente. Não há, na verdade, um único cristão na Terra que possa adirmar com certeza de que Jesus usava barba, muito menos que ele nasceu de uma virgem ou ressuscitou dos mortos. Este não é o tipo de alegação que experiências espirituais possam provar.
Os ateus acreditam que não há nada para além da vida e do conhecimento humano. Os ateus são livres para admitir os limites do conhecimento humano de uma maneira que os religiosos não podem. É óbvio que nós não entendemos completamente o universo, mas é ainda mais óbvio que nem a Bíblia nem o Corão demonstram melhor conhecimento dele. Nós não sabemos se há vida complexa noutro lugar do cosmos, mas pode haver. E, se há, tais seres podem ter desenvolvido um conhecimento das leis naturais que vastamente excede o nosso. Ateus podem livremente imaginar tais possibilidades. Eles também poderão admitir que se existirem extraterrestres mais inteligentes que nós ou não, que o conteúdo da Bíblia e do Corão ainda será menos impressionante do que para nós humanos ateus. Do ponto de vista ateu, as religiões do mundo banalizam completamente a real força e imensidão do universo. Não é preciso aceitar nada com base em provas insuficientes para chegar a esta conclusão.
Os ateus desprezam o facto de que as religiões são extremamente benéficas para a sociedade. Aqueles que enfatizam os bons efeitos da religião nunca parecem perceber que tais efeitos falham em demonstrar a verdade de qualquer doutrina religiosa. É por isso que temos termos como “pensamento positivo” e “fé”. Há uma profunda diferença entre uma ilusão que nos consola e a verdade nua e crua. De qualquer maneira, os bons efeitos da religião podem e devem ser questionados. Na maioria das vezes, as religiões dão péssimos motivos para se agir bem, quando temos bons motivos disponíveis. Por exemplo: o que é mais moral? Ajudar os pobres por se preocupar com seus sofrimentos, ou ajudá-los porque acha que o criador do universo quer que você o faça e o recompensará por fazê-lo ou o punirá por não fazê-lo?
O ateísmo não fornece nenhuma base para a moralidade. Se uma pessoa ainda não entendeu que a crueldade é errada, não o vai descobrir lendo a Bíblia ou o Corão, já que esses livros transbordam de crueldade, tanto humana quanto divina. Não tiramos a nossa moralidade da religião. Decidimos o que é bom recorrendo a intuições morais que são (até certo ponto) embutidas em nós e refinadas por milhares de anos de reflexão sobre as causas e possibilidades da felicidade humana. Nós fizemos um progresso moral considerável ao longo dos anos, e não fizemos esse progresso lendo a Bíblia ou o Corão mais atentamente. Tudo que há de bom nas escrituras pode ser apreciado por seu valor ético, sem a crença de que isso nos tenha sido transmitido pelo criador do universo.
O ateismo é um dos caminhos para um futuro sem escravidão mental. É por isso que sou ateu, e mesmo sendo ignóbil lutarei sempre para fugir ao controlo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

És bastardo para não te chamar Filho da Catraia do Métier


Este senhor que é um bastardo, com isso entenda-se que isso significa filho nascido de uma relação extraconjugal ilegítimo, pelo que não estamos nada longe da verdade, isto porque este sonhor é filho de uma relação incestuosa,entre o Estado Novo e O Novo "Estado" fascista e autoritário florescido na Madeira, filho da mesma Besta Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira (Flama) andou estes anos a governar uma região a seu bel-prazer, nos mais variados insultos, violando a constituição da Republica Portuguesa constantemente, considerando o "inimigo" o "Countenente" (devendo se referir no singular a algum dos cães tenente da direita reaccionária do seu partido talvez, não sei bem.
O que eu sei é que este senhor mais uma vez nos brindou com a sua terrível opinião, desta vez sobre a Revisão Constitucional (RC) em que ele passo a citar "«Um acordo para uma revisão constitucional, porque vai suceder qualquer coisa de novo (...) vai ser possível mudar o sistema político-constitucional, aí, sim, vale a pena esta penitência deste Orçamento», acrescentou ainda que é imperiosa esta revisão...
Não fosse este senhor perito nestas "andanças", aliás já em outros tempos quando Duarte lima não viajava para o Brasil, ele disse que a R.C. na época era um golpe de estado...
Não muito diferente apresentado em papel, também não muito diferente do que o actual governo do engenheiro Sócrates faz diáriamente contra o Estado Social...
Pois bem como se não estivessemos todos fartos de tropelias como as que no ano passado sucederam na madeira,da investigação que foi conduzida pela PJ sobre a colocação de bandeiras flamistas na madrugada de 25 de Abril de 2009 em várias zonas da Madeira. Com esta acção, “para já de forma pacífica”, era atribuído ao movimento o propósito de reiniciar “a sua luta”. “Acho um atentado às liberdades, direitos e garantias andar a perseguir seja quem for por ideias políticas”, justificou Jardim. “Nós estamos num país livre e as pessoas são livres de se manifestarem”, Jardim diz ter “achado piada” da acção da atribuída à Flama, que incluiu o hastear da bandeira separatista no mastro do Palácio de São Lourenço. É a segunda vez que tal bandeira é hasteada neste monumento nacional, sede da representação da República, mas cuja posse é reivindicada pelo Governo regional.
Na madrugada de 20 de Julho de 1975, em vésperas de uma grande manifestação do PPD que abriu uma cruzada contra o “colonialismo de Lisboa”, o Funchal também amanheceu ornamentado com bandeiras do movimento a que foi atribuída a autoria de mais de 70 atentados bombistas contra bens do Estado (avião da Força Aérea, comando militar, Emissora Nacional e PJ) e viaturas de madeirenses conotadas com a esquerda. Os bombistas, disse-o Jardim no Parlamento da Madeira, “não são dignos de castigo, mas de recompensa”, uma vez que são “defensores da pátria e da democracia”. Por isso e por outras "coisas" vindas deste senhor e do Coelho "Bravo" é que devemos combater fortemente este projecto de revisão pois ao contrário do Jardim que disse "Nós temos que ser ousados, temos que ter a coragem de isto chegou a um ponto que só dando o salto é que se resolve esta questão".
Pois bem esta imagem vale por mil palavras... e o texto que sirva de reflexão... O pior vem dele e dos seus pares...

domingo, 19 de setembro de 2010

Cuba rien que pour faire bonne mesure ?


Pois bem, eis que a revolução da minha geração visto que não tinha compreensão dos factos e do alcance que representou a queda do socialismo do centro e leste da Europa, chega a uma situação preocupante. Sempre achei e torno assim a minha opinião que sou convicto das reformas em qualquer sociedade, reformas estas que conduzam a melhorias substantivas e qualitativas da melhoria de cada sociedade, isto é o socialismo em acção, não reformas que o ponham em causa.
É certo que sempre achei no caso de Cuba, que as medidas severas e restritivas impostas pelos E.U.A. que sacrificavam o regime socialista Cubano, e fundamentalmente o povo Cubano, punindo severamente um povo que quis escolher o seu destino, o seu modo de vida, e alcançando os resultados magníficos reconhecidos por todos nas áreas da saúde e da educação, sectores na minha opinião fundamentais e vitais para o desenvolvimento de um povo, eram bandeiras pelas quais valeria e vale sempre lutar.
A notícia da saída de 500 mil trabalhadores da função pública cubana são más. Não porque essa gente vai ficar desempregada, serão todos transferidos do sector público para o privado, mas porque o papel dos sindicatos reduz-se a dizer amém ao partido e ao Estado.
Qualquer sindicato devia primeiro consultar esses trabalhadores e defender os seus interesses, em vez de funcionar como uma repartição do Estado.
Temos que assumir que condenaríamos isso se isso fosse efectuado em Portugal, eu iria considerar inaceitável isso.
A independência dos sindicatos esta claramente posta de parte.
O presidente Cubano Raul Castro anunciou um novo modelo económico para Cuba, o qual vai passar por uma série de reformas. As primeiras medidas passam por uma reestruturação imediata a nível de emprego, eliminando mais de meio milhão de empregos públicos e estimulando a abertura de empresas privadas. Aguardo mais pormenores sobre estas reformas.
Espero que estas reformas não sejam as "reformas" á "Gorbi", pois espero que as conquistas da revolução Cubana se reforcem, não que se percam com "reformas", sim, todo os países devem reexaminar as suas fraquezas, as suas debilidades, mas devem igualmente mostrar ser capazes de as resolver e não se declararem "vencidos" pelas dificuldades.
Ao menos em esta questão estou convicto, o socialismo renova e mostra sempre as suas potencialidades.
Por isso aguardo com serenidade e novos dados para o desfecho destas "reformas".
Deixo a pergunta... Cuba rien que pour faire bonne mesure ?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Nunca existiu tanta actualidade... Cavaco Silva reforma-te



Tenho umas breves considerações a fazer, depois da apresentação oficial do candidato do PCP para as próximas presidenciais, Francisco Lopes, onde agora depois do candidato oficial apresentado, posso agora acrescentar a minha opinião pessoal a alguns acontecimentos que marcaram estes últimos meses.
Primeiro que tudo, depois do meu Irmão Pynguyn, Rui Namorado, em uma tentativa de adivinhar ou em uma tentativa de recolher informações, afirmou que o candidato pelo PCP seria um nome de inquestionável valor académico, já se sabia ou melhor desenhava-se uma candidatura forte, marxista-Leninista, coesa e unitária na lógica comunista, uma candidatura fortemente comprometida com os ideais de Abril, com o Socialismo, uma candidatura de esperança para os desafortunados, uma candidatura de inconformismo, de luta e defesa da Constituição, e de assumida oposição ás politicas de direita impostas pelo grande capital assumidas pelos cabeças de turco do PS, PSD e ajudados quando preciso pelo CDS-PP.
Aqui neste video que tenho a Honra de publicar, porque detenho esta entrevista de Cunhal, publico aqui um breve excerto da entrevista, onde as afirmações de Cunhal se mantêm actuais, na questão pessoal do medo de Cavaco, no beneficio para o país se este se tivesse reformado aqui quando deixou de ser primeiro-ministro,no desastre que este representou e representa depois de terminado em 2011 o seu mandato presidênciais.
Obviamente que na altura, com critica aqui fica a justeza da posição do PCP em ter apoiado Jorge Sampaio, para não ganhar este desastre com um nome bonito de Aníbal.
Mas depois no segundo mandato, este senhor conseguiu a "proeza" de colocar com maioria absoluta o "engenheiro", que neste últimos anos tem destruído este país, governado com suspeição, destruído o modelo social, atacando os direitos e as conquistas de Abril, em nome do "Socialismo" que nunca sequer saiu da gaveta...
Por isso mais do que nunca, sem cair em "menos males" não queremos nem Defensores, nem "Passeios Alegres", nem tão pouco o senhor "Silva" como dizia o Madeirense...
Enfim, para levar até ao fim, com o voto, e levar a luta ate ao voto... Francisco Lopes em 2011.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

É bom ser assim... Um "Cenoura" do piorio...




O "ex-Presidente de alguns Portugueses" aqui á uns tempos atrás, deu uma entrevista ao diário de noticias (DN)que mais devia ser motivo humoristico, do que motivo jornalistico ou opinativo, se é que pretendeu ser reflectivo...
Digo isto porque este brilhante senhor, consegui colocar no poder, com uma maioria absoluta um tal Engenheiro, agora sem maioria, mas ainda assim a cumprir e "bem" a politica de direita abrindo portas sagradas ao regresso desta (COM O "D" Á FRENTE NA SIGLA P.S.) ao poder, ainda por cima com o "piorio dos piorios" que é o Passos Coelho, ou não fossem as declarações desse senhor dr. Passos Coelho" daria, para alimentar a "filha raquítica" da competitividade das empresas, diminuir os impostos que as empresas pagam e baixar em "10% a 15%" os salários que lhe pagam a si e restantes trabalhadores. E dê-se o leitor por satisfeito, porque nas recentes Jornadas Parlamentares do PSD a "ideia" era levar-lhe, não 10% a 15%, mas 20% do salário. Depois das "ideias" para acabar com o SNS e com a escola pública e liberalizar os despedimentos, a "ideia", agora, é baixar os salários. De uma coisa não pode Passos Coelho ser acusado: de não dizer ao que vem. E todos sabemos ao que vem: VEM PARA NOS MASSACRAR A CARTEIRA, RETIRAR DIREITOS E PACIÊNCIA POR ATURAR UM TRASMONTANO SALOIO DO PIORIO, bem diferente dos restantes que tive a honra de conhecer.
Continuando esta história, devo de dizer que Jorge Sampaio, deve seguramente estar feliz, com esta "Estabilidade" que ele gerou, aliás tanto na economia, como no Défice, como a estabilidade politica, como na justiça, onde temos assistido a um brilhate desfile de coqueluche envolvendo o Pinto Monteiro (pgr) e a senhora Cândida Almeida que de "Cândida" nada me parece ter, com aquele negócio pouco transparente para a democracia e o esclarecimento da sociedade e o apuramento da verdade.
Isto para não falar dos atropelos entre a Maria José Morgado e o caso montado com fé em Prostituta "arrependida" para atingir o Pinto da Costa e as restantes pérolas que conviveram no mundo do futebol...
Claro que não poderíamos descurar o processo casa pia, entre outros, como por exemplo pairam os magistrados P.S (Para Salvar) arguidos militantes....
Não podemos deixar de pensar que o desenvolvimento e a mão "nunca-visível" do senhor Adam Smith, com o aparecimento do senhor Sócrates teima em não aparecer, mesmo nas manhas em que a bruma invade alguns jornais mais "Socialistas", ou mesmo a RTP...
Pois é Sampaio, antes de deixar a tua entrevista aqui pubicada, devo dizer que depois de estas bonitas credenciais quase excelentes para "gatos fedorentos" espero que também rapidamente abandones o cargo que ocupas na O.N.U. Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações nomear o Bush e o Cheney para pacificar o médio oriente em nome da "Estabilidade" como fizeste no Iraque... É assim... esperemos não mais gramar contigo... onde considero o poema de Saramago mais que aplicável a esta situação...
"Há mentiras de mais e compromissos
(Poemas são palavras recompostas)
E por tantas perguntas sem respostas
Mascara-se a verdade com postiços."

Entrevista de Sampaio ao DN: Tomemos o Nosso destino em mãos.

O debate sobre o estado da Nação é, a meu ver, uma excelente ocasião para reafirmar plataformas de entendimento e concertação entre todas as forças políticas disponíveis, actores e agentes sociais, mas também para reforçar os laços políticos entre representantes e repre- sentados, entre os órgãos do Estado e a Nação, o Governo e o País. Todos sabemos já que enfrentamos uma grave crise financeira, económica e social que só será ultrapassada se unirmos esforços, com determinação, responsabilidade, mas também ambição e sentido de futuro. Precisamos de sanear as finanças públicas, precisamos de criar condições para a nossa economia crescer, favorecer o investimento para que haja criação de emprego, qualificar melhor as pessoas para as novas oportunidades e consolidar padrões de justiça social que façam a diferença e sejam a marca deste Governo, por difícil que seja articular todas estas exigências.

O estado da Nação exige, a todos, esforços de compromisso, sacrifício e solidariedade, se quisermos enfrentar os desafios que temos pela frente e construir um futuro para os nossos filhos. Os partidos não se podem contentar em gerir o curto prazo e esgotar-se em afrontamentos porque o que está em causa é a governabilidade de Portugal. Os parceiros sociais não podem refugiar-se em reflexos corporativistas. Os agentes económicos não podem encerrar-se numa lógica defensiva e proteccionista, usando a incerteza para não ousar o risco. Não há negócio sem risco e sem risco não há investimento, é bem sabido de todos. Os órgãos do Estado e a administração pública - qualquer que seja - têm de mostrar que a contenção também se lhes aplica e que estão dispostos a liderar, pelo exemplo, a mudança de que precisamos para modernizar Portugal.

Porque a verdade é que os portugueses sempre souberam estar à altura das duras provas que ao longo da história tivemos de enfrentar, desde que percebam que está em jogo o seu futuro, que está em causa o nosso nome, o nosso lugar e o nosso papel como nação independente no contexto europeu e do mundo.

Sabemos que esta crise não é só nacional. Mas desenganem-se os que pretendem que é à Europa ou aos mercados só que temos de acusar e a quem temos de assacar todas as responsabilidades. Há, não tenho dúvida, uma agenda interna e desafios que só nós podemos enfrentar e ultrapassar com os meios, a coragem e a determinação de que formos capazes. Até porque só poderemos contribuir para a agenda externa e europeia, se os nossos problemas internos não nos roubarem voz e credibilidade. Por isso é bom que tomemos o nosso destino em mãos e que façamos o que ninguém por nós fará: trabalhar em conjunto para que o estado da nação melhore de forma sustentada e sustentável, sem desperdiçar energias e recursos, sem acrescentar a esta crise económica, financeira e social, uma crise política, que só acentuará o sentimento de desânimo dos portugueses e a imagem externa do desgoverno de Portugal. Os portugueses desejam e merecem melhor. Devemos aos nossos filhos uma democracia madura que das dificuldades faz oportunidades e, dos desafios, ocasiões de mudança. É isso que o debate sobre o estado da nação deve evidenciar: que todos queremos ganhar a batalha Portugal, que podemos ganhá-la e que vamos conseguir.

domingo, 18 de julho de 2010

A vida é assim: a verdade, na História, chega sempre tarde...


Tenho o cuidado de hoje publicar um texto de Álvaro Cunhal, igualmente depois de reler "O Manifesto do Partido Comunista" que foi elaborado por Marx e Engels como programa da Liga dos Comunistas por decisão do seu II Congresso, realizado em Londres entre 29 de Novembro e 8 de Dezembro de 1847. Representava o triunfo dos defensores da nova linha proletária no quadro das discussões havidas no interior do movimento. Ainda em Londres e depois em Bruxelas, Marx e Engels trabalharam juntos na redacção do texto. Tendo Engels partido para Paris em finais de Dezembro, a versão definitiva foi elaborada por Marx fundamentalmente durante o mês de Janeiro de 1848 e remetida finalmente para Londres, onde viria a ser publicada, pela primeira vez, em fins de Fevereiro do mesmo ano. Transcrever este texto do camarada Álvaro Cunhal, divulgado no jornal Público (1 de Fevereiro de 1998) sobre o conteúdo e a importância histórica desta obra de Marx e Engels com vista a uma necessidade Histórica de refutar as "teses" essas sim gastas e quais Cd´s ou Dvd´s de repetição gastas em que pretendem criminalizar uma ideologia á qual aderiram milhões de seres humanos, outros milhares notáveis, que a história consagrou como exemplos. Hoje em dia, perante as dificuldades que temos assistido das sociedades a que o capitalismo obriga a sofrer essa maldita praga, em que tem que existir uma terra de "Amos" e "Escravos", onde neste neoliberalismo mortífero e destruidor de grandes conquistas sociais e do "dito estado-social Europeu", mais do que nunca plagiando Saramago, "ler Marx nunca foi tão actual", por isso mesmo é sempre importante invocar Marx e Engels, Lenine e Cunhal. Deixo aqui uma bela análise do nosso camarada Cunhal, onde tanto existe a dizer do Manifesto Comunista que, no espaço disponível, apenas alguns limitados aspectos seleccionados podem ser referidos num breve apontamento.

"1. Comemorar 150 anos do Manifesto Comunista de Marx e Engels é falar de um documento que - pelas suas análises, o seu conteúdo ideológico, o objectivo e a possibilidade que aponta de construir uma sociedade nova - lançou e promoveu uma luta revolucionária de alcance universal: a luta dos comunistas, que marcou e determinou as principais realizações e conquistas de transformação social desde então até aos dias de hoje.
Como anotavam as primeiras palavras do Manifesto, "andava pela Europa o espectro do comunismo". Ao longo do século e meio decorrido, continuou a "andar", agora pelo mundo, o mesmo espectro, a que as forças do capital chamaram "o perigo comunista". E, ao findar o século XX, ao mesmo tempo que proclamam que "o comunismo morreu", as campanhas violentas, constantes, universais, que lançam contra ele, mostram que não morreu mas está vivo e para viver.

2. O Manifesto Comunista é um extraordinário libelo acusatório contra o capitalismo.
Não apenas indicando a situação da classe operária e das massas trabalhadoras: os salários injustos, o desemprego, o tempo e intensidade de trabalho, as discriminações e falta de direitos da mulher, o trabalho infantil, os problemas da habitação e da saúde, o alastramento da pobreza e da miséria. Não apenas apontando medidas necessárias de carácter imediato. Mas também desvendando a natureza e as leis do capitalismo e apontando a necessidade e possibilidade histórica de superá-lo.
Esta simultaneidade da luta com objectivos a curto e a médio prazo e a luta pelo socialismo, caracterizou desde então a luta dos comunistas.
À luta dos comunistas, sempre estreitamente ligados à classe operária e às massas populares e promovendo as suas organizações unitárias, nomeadamente o movimento sindical, se devem, mesmo no quadro do sistema capitalista, importantes conquistas. A ela também se deve, com a revolução de Outubro de 1917 e outras revoluções socialistas, a prova na vida da actualidade histórica de construir uma sociedade nova, uma sociedade socialista.

3. É um marco fundamental dessa luta, a revolução de Outubro de 1917 e suas repercussões em todo o mundo.
A revolução de Outubro significou que, pela primeira vez, em milénios de história da humanidade, o ser humano se lançou audaciosamente à construção de uma sociedade sem exploradores nem explorados.
Significou a realização de profundas reformas nos domínios político, económico, social e cultural, com o melhoramento radical das condições de vida do povo e a eliminação de muitos dos flagelos sociais.
Significou, num curto período histórico, a transformação da velha, atrasada e tirânica Rússia dos czares, num país altamente desenvolvido, fazendo frente com êxito ao imperialismo.
Significou, pela sua influência e relações de solidariedade recíproca, uma nova e poderosa dinâmica do movimento operário internacional e suas conquistas.
Significou um papel determinante, pago com 20 milhões de vidas, para a derrota, na 2ª Guerra Mundial, da Alemanha hitleriana e da coligação fascista (Alemanha, Itália, Japão) que ameaçava impor ao mundo o seu domínio de terror.
Significou, em datas diversas, o estímulo a novas revoluções socialistas, - no leste da Europa, na China, em Cuba, no Vietname, na Coreia do Norte, no Laos - com características diferenciadas e contraditórias, mas inseridas durante décadas no mesmo sentido positivo da evolução mundial.
Significou, pelo exemplo e pela solidariedade, uma contribuição para a luta dos povos oprimidos, o desenvolvimento dos movimentos de libertação nacional, o ruir do sistema colonial e a conquista da independência por povos secularmente submetidos ao colonialismo.
A revolução de Outubro, pelo que foi e pelas suas repercussões mundiais, constitui o acontecimento histórico mais importante do século XX.
Não é por acaso que ataques, propaganda e campanhas anticomunistas têm tido sempre em todo o mundo dois alvos centrais: a revolução de Outubro de 1917 e a obra e papel de Lénine que, com o Partido Bolchevique, dirigiu a luta do proletariado russo e a revolução vitoriosa.
Ainda recentemente, quando do 80º aniversário da revolução, assistimos a uma furiosa, vil e orquestrada campanha, - com seminários, livros, programas nos grandes meios de comunicação social - apresentando a revolução de Outubro e a acção de Lénine, como histórias de odiosos crimes.
É natural que as forças do capital o façam. Sabem tudo quanto a Revolução de Outubro, Lénine, a URSS, e outras revoluções socialistas e nacional-libertadoras representaram na luta libertadora dos trabalhadores e dos povos.
Um partido comunista, para continuar a sê-lo, não pode, por atitude ou omissão, favorecer e ainda menos secundar tão reaccionárias campanhas. Outubro e Lénine são referências fundamentais.

4. Se a União Soviética, tal como outros países, sofreu uma evolução negativa, que a conduziu ao desastre, não foi por que tenha fracassado o ideal e projecto comunista. Foi sim porque, num complexo processo, cuja análise está por aprofundar, acabou por se instaurar um "modelo" que deixou de corresponder a esse ideal e projecto e em alguns aspectos o perverteu.
Poder centralizado e burocratizado em vez de poder dos trabalhadores. Estatização completa da economia. Perda de ligação viva do governo e do partido com a classe operária e as populações. Ouvidos fechados à crítica. Não realização da prometida democracia "mil vezes mais democrática que a mais democrática das democracias burguesas". Intolerável abuso de métodos repressivos. Dogmatização da ideologia do partido e sua imposição como doutrina do Estado.
Já num processo avançado de degradação, a "perestroika" prometeu correcção e viragem: com mais democracia "mais socialismo". Não cumpriu. Renegou a revolução. Renegou tudo quanto o povo havia realizado, alcançado e vitoriado. Renegou a luta heróica dos que deram a vida. Renegou democracia e renegou socialismo.
O desmoronamento da URSS e a evolução para o capitalismo - com o caos económico, a liquidação de direitos sociais, as guerras internas, os "gangs" de súbitos milionários, o proliferar de poderosas mafias, a vaga da corrupção do crime e da prostitituição - é uma terrível catástrofe e perda para os povos da ex-URSS. Perda terrível também para os povos do mundo, que deixa campo mais livre ao imperialismo para se lançar à ofensiva tentando liquidar à força todas as forças que se lhe oponham, e impor de novo o seu domínio mundial.
Explica-se que na ex-URSS e noutros países se observe o que já se chama "saudade do passado". Não no sentido de refazer um "modelo" condenado, mas para, rejeitando tudo quanto estava mal e muito era, recuperando direitos perdidos, valorizando realizações e experiência passadas, encontrando soluções novas, reempreender a construção do socialismo.

5. Nos últimos 150 anos, o capitalismo conheceu um desenvolvimento em ritmo acelerado. Novos passos na expansão mundial. Descobertas e conhecimentos das ciências. Tecnologias revolucionárias. Inesperado e vertiginoso desenvolvimento das forças produtivas nos países mais desenvolvidos.
Ganhou assim novo fôlego. Manteve porém a sua natureza exploradora, opressora e agressiva.
Estes 150 anos de capitalismo são assinalados por duas guerras mundiais que sacrificaram uma centena de milhão de vidas e destruíram países inteiros. Por outras guerras, agressões e intervenções militares. Pelo terrorismo de Estado. Pelos crimes e genocídios de ditaduras fascistas e de regimes autocráticos. Por rapinas devastadoras de recursos e violentas agressões ecológicas. Pela exploração colonial e neo-colonial e guerras coloniais.
É certo que, depois de sofrer grandes derrotas históricas que, com os comunistas, lhe infligiram os trabalhadores e os povos, o capitalismo conseguiu, na segunda metade do século XX, inverter de momento a tendência da evolução mundial que vinha a processar-se a favor do socialismo. E, ao mesmo tempo que agrava ainda mais a exploração e opressão de classe, as desigualdades, injustiças e flagelos sociais, proclama-se como um sistema final, um "capitalismo civilizado", no qual desaparece a luta de classes através de soluções de consenso, e no qual imperará o "pensamento único", ou seja, a ideologia do capitalismo, que se acoberta na proclamação do "fim das ideologias".
A verdade é porém que o capitalismo, passados 150 anos do Manifesto Comunista, nem sequer resolveu um único dos graves problemas da classe operária e das massas oprimidas apontados no Manifesto. E, ao findar o século, mostra-se incapaz de resolver os grandes problemas da humanidade, está roído por crescentes contradições. O que tem por diante não é o fim da luta de classes mas um novo e inevitável fluxo da luta dos trabalhadores e dos povos e novas explosões revolucionárias na continuidade da luta anunciada e lançada há 150 anos pelo Manifesto Comunista.
Por muito difícil que seja o percurso, o socialismo, aprendendo com vitórias e derrotas, continua a ser a verdadeira alternativa.

6. As teorias de Marx e Engels, das quais o Manifesto Comunista faz uma primeira síntese, revolucionaram o pensamento e as sociedades no século XX.
A sua expansão mundial foi possível por explicar o que até então não tinha explicação. Sobre a relação do ser humano com a natureza que o envolve. Sobre as contradições e história das sociedades. Sobre a economia capitalista e suas leis. Sobre a actualidade da construção revolucionária de uma nova sociedade. Porque científicas e dialécticas, teorias abertas à reflexão e contrárias à própria cristalização.
As conquistas das ciências, as transformações provocadas pelas novas tecnologias, a internacionalização a nível mundial dos processos produtivos, as alterações na composição social das sociedades, incluindo na composição do proletariado, obrigaram e obrigam a novas respostas e a um novo rigor dos princípios teóricos.
Curioso que certos estudiosos, quando falam do marxismo, investigam o pensamento de Marx antes de este ter formulado as grandes conclusões teóricas. Ou seja: de quando Marx ainda não era marxista. O marxismo há que considerá-lo em movimento, acompanhando a vida.
Lembre-se que, apenas passados 50 anos do Manifesto Comunista, já o desenvolvimento do capitalismo exigia novos acertos teóricos. Lembre-se que coube a Lénine definir o capitalismo monopolista, "o imperialismo etapa suprema do capitalismo", como indica o título da sua obra célebre. Neste e noutros aspectos, negar ou recusar o pensamento de Lénine é negar o marxismo ao longo do século XX. Não foram infelizmente poucos os que, começando por negar Lénine acabaram por negar Marx.
A ideologia que inspirou as transformações e conquistas revolucionárias do século XX é correctamente designada por marxismo-leninismo.
Além do mais, porque a teoria adquiriu na sociedade força material quando amplas massas a tomaram como sua e, mesmo que conhecendo e assimilando apenas aspectos essenciais, sentem nela inspiração para lutarem com convicção, coragem e confiança. O marxismo-leninismo foi a grande ideologia revolucionária que inspirou e encaminhou as grandes lutas, realizações e experiências libertadoras de transformação social que marcam para sempre o século XX, na história da humanidade.
Não sem um percurso acidentado. Tanto tendências revisionistas como dogmáticas têm com frequência incapacitado de responder criativamente às transformações da realidade. Se muitas respostas têm sido dadas, muitas mais estão por dar.
Entretanto, princípios fundamentais continuam válidos e continuam não só a explicar o mundo, mas também a indicar como transformá-lo.

7. Uma breve referência:
Válidos os princípios fundamentais do materialismo dialéctico que, rejeitando verdades absolutas e eternas, confia no conhecimento científico.
Válida a confiança no conhecimento das realidades exteriores ao ser humano dispensando a imaginativa crença em forças sobrenaturais que testemunha a insuficiência do saber.
Válida a descoberta do modo de produção, das relações de produção, como determinante "em última instância" da vida social.
Válido, como o Manifesto Comunista proclama, que "a história de todas as sociedades até agora existentes é a história da luta de classes".
Válido que uma política de classe, de exploração e opressão de classe, é característica da política dos governos dos estados capitalistas.
Válidos os princípios fundamentais da teoria económica, nomeadamente da teoria da mais-valia "pedra angular da teoria económica de Marx".
Válido que o capitalismo, tal como sistemas anteriores, contêm contradições que, em determinado momento histórico, conduzem à sua substituição e que, como indica o Manifesto Comunista, entrámos num tal momento histórico.
Válido o objectivo, a necessidade e a possibilidade de construir uma sociedade nova, que liquide a exploração do homem pelo homem, que erradique as grandes desigualdades, injustiças e flagelos sociais.
Não é por insistência dogmática, mas porque a vida o comprovou nos 150 anos decorridos desde o Manifesto Comunista, que se afirma a validade e actualidade de princípios essenciais.

8. Não foi apenas a escolha de um nome, mas uma declaração programática, ter sido editado o Manifesto Comunista com o título de Manifesto do Partido Comunista.
O projecto, não só de luta com objectivos a curto e médio prazo, mas de superação do capitalismo e de construção do socialismo continha, como um elemento central, a existência e acção não só de um novo partido, mas de um partido novo.
Um partido independente dos interesses, dos objectivos, da ideologia das forças do capital. Um partido da classe operária, como sublinhou Engels, "constituído, não como a cauda de qualquer partido burguês, mas sim como partido independente, que tem o seu próprio objectivo, a sua própria política".
Grandes e pequenas vitórias da causa comunista, a capacidade de resistência às mais violentas perseguições, pressões e tentativas de liquidação, devem-se à existência de partidos assim concebidos, embora com diferenças resultantes de lutarem em diferentes condições e terem diferentes percursos e história.
Inversamente muitas derrotas resultaram do facto de partidos se terem afastado dos ideais comunistas. Da ligação viva com a classe operária e as massas populares. Da sua natureza e independência política e ideológica de classe. Dos seus objectivos revolucionários. Do património histórico da luta. Da sua identidade que diferencia um partido comunista dos outros partidos. Seguindo tais caminhos, alguns partidos acabaram por dissolver-se ou converter-se noutra "coisa". Outros, evoluindo nesse sentido, absorvem-se em conflitualidades internas susceptíveis de conduzir a rupturas.
Neste findar do século XX, tal como quando foi proclamado o Manifesto Comunista, tanto a luta por objectivos a curto e a médio prazo, como a luta pelo socialismo, continuam a não poder dispensar partidos comunistas, com este ou outro nome, mas convictos e confiantes nos traços essenciais da sua identidade.
Concretamente: A natureza e política de classe. A ligação à classe operária e às vastas massas populares. A defesa dos seus interesses e direitos. O objectivo da construção da sociedade socialista. A firmeza ideológica. A solidariedade internacionalista tendo como raiz o internacionalismo proletário. E também respeito pela verdade, convicção, confiança e coragem.

Leia-se ou releia-se o Manifesto Comunista. Passe-se em revista, sem ideias feitas nem preconceitos, a história dos 150 anos decorridos. Não se apresente como novo o que já é velho e revelho nem se diga ser velho o que é historicamente novo. Não se insista em proclamar que morreu o que está vivo e que viverá para sempre um sistema social já historicamente condenado. A história indica e a vida mostrará que o futuro não pertence ao capitalismo mas ao socialismo e ao comunismo."

"O Militante" Nº 233 - Março / Abril - 1998

domingo, 4 de julho de 2010

Questões...





Liberdade

“Estou condenado a ser livre” escrevia Sartre como a síntese de um paradigma existencialista transversal. Esta concentração da racionalidade sobre o homem, vem recentrar o debate filosófico sobre a Humanidade. Aliás, Jean-Paul Sartre afirmou mesmo que “o humanismo é o existencialismo”.

Independentemente do impacto inegável que o contributo desse pensador nos trouxe, particularmente tendo em conta o momento histórico em que o fez, é importante relativizar a absolutização da liberdade que acaba por, de alguma forma, estar latente no pensamento sartriano.

Se o pensamento lógico, o raciocínio do ser humano, é baseado em premissas que partem de conceitos e, de acordo com o existencialismo ateu de Sartre, é essa propriedade humana que lhe confere a liberdade, então não poderemos absolutizar os graus de liberdade a que Sartre alude na sua obra e legado filosófico. Também é certo que Sartre bem distingue entre o acto e o não-acto, assim eliminando confusão entre a liberdade e a não-liberdade, relacionando essa distinção com a presença ou ausência de consciência da acção, ou com a presença ou ausência de vontade da acção.
E também não existe na obra de Sartre uma eliminação das assimetrias de classe e sua repercussão nas estruturas racionais do Ser Humano. Porém, também não lhe é dada a dimensão que julgo ser justo atribuir a essas anisotropias sociais. Pois que o conceito de liberdade, se absolutizado, esbarra na evidência de uma realidade que diariamente o nega.

Pois que se a liberdade é o resultado da soma das operações racionais e se traduz na possibilidade inalienável de escolha do Ser Humano, então a quantidade de variáveis disponíveis condiciona o grau de liberdade. Essa análise não é hoje suficientemente consolidada pelos acólitos burgueses do existencialismo pós-Sartre. A absolutização do conceito de liberdade, a sua dramatização como forma de constatação de eloquência intelectual, reflecte-se afinal na supressão das diferenças inerentes ao facto de existirem diferentes graus de cultura, de consciência e de acesso à informação. Em sentido figurado, se o raciocínio humano fosse um puzzle, ele só pode ser construído se o sujeito tiver à sua disposição todas as peças. Nessa analogia, as peças serão precisamente a informação, a cultura, o conhecimento, a experiência. A partir do momento em que existe uma condicionante à disponibilidade de cada uma das peças, então também o resultado final do puzzle está condicionado.

Obviamente que o pensamento humano não pode ser simplificado ao ponto de uma equação ou de um algoritmo simples. No entanto, com a necessária consideração das óbvias diferenças no grau de complexidade, podemos comparar o condicionamento do pensamento humano como a condição dos resultado s de uma equação. Claro que a caracterização de uma função matemática está condicionada pelo universo a que pertencem as variáveis. Da mesma forma, o resultado de um equação pode ser determinado em função do universo de trabalho. Por exemplo, se x^2=2, x E R é uma equação de resultado simples, com x=(raíz de 2) ou (simétrico da raíz de 2), já a mesma equação mas com x E N não tem solução possível.

Ora, sem querer obviamente comparar a estrutura racional humana a uma mera equação linear, certo é que mesmo a criatividade e inteligência (capacidades que determinam soluções onde aparentemente são impossíveis) estão condicionadas ao estímulo ou ausência dele. Caso contrário, a evolução tecnológica, artística, científica e cultural da Humanidade não seria um processo gradual, mas sim absoluto e momentâneo.

Ou seja, o conjunto das peças, dos elementos, das variáveis culturais, sociais e económicas, à disposição da capacidade intelectual de cada Ser Humano determina em grande parte a amplitude da sua liberdade. Independentemente da sua inteligência, das suas capacidades intelectuais, o grau de acesso à informação e ao conhecimento, condiciona o grau de liberdade para a acção e para a escolha.

Daí a forma tentacular e fortemente controladora como o sistema capitalista, as corporações e os estados subservientes, condicionam a disponibilidade de informação e impedem a difusão da consciência dialéctica e bloqueiam o raciocínio materialista através dos meios de comunicação e educação de massas. A limitação do conjunto de variáveis disponíveis para o pensamento, determina assim uma gradação de liberdades em função do posicionamento de cada indivíduo no tabuleiro da luta de classes. Não nos referimos aqui à liberdade legalmente considerada, nem tampouco à liberdade económica que está manifestamente afectada de brutais constrangimentos e garrotes em função da posição económica de cada um. Não é necessário grande estudo para rapidamente verificar que essa liberdade material está inteiramente dependente do papel de cada um na sociedade capitalista.
O Explorador detém um grau de liberdade material infinitamente superior à do Explorado. O patrão detém um conjunto de liberdades materiais que o seu empregado não detém, nem poderá alguma vez deter enquanto for trabalhador e não se tornar ele próprio em patrão. Mas no que à liberdade intelectual diz respeito, o processo não é tão diferente quanto isso.

É certo que Sartre tem razão quando afirma que o Ser Humano não pode escolher não escolher, pois essa a única liberdade que não lhe assiste. Está, pois, condenado a ser livre. Mas há toda uma hierarquização dos graus de liberdade que, incontornavelmente, se verifica entre os homens e impede a absolutização do conceito. Por exemplo, um trabalhador ofendido nos seus direitos laborais pode optar, no plano intelectual e racional, pela luta ou pela capitulação. É um facto, ele pode. Não podemos é, no entanto, negar que existem diversas formas de limitar essa capacidade de escolha. Se o trabalhador em causa não tiver acesso a dados sobre lutas de trabalhadores noutros casos, se o trabalhador não tiver acesso a informação sobre organização sindical dos trabalhadores, sobre os mecanismos de exploração capitalista, sobre os resultados de outras situações semelhantes, e se o mesmo trabalhador apenas dispuser de informação sobre trabalhadores que capitularam e que não se organizaram, negociando posições menos favoráveis mas mais favoráveis que o desemprego, então esse trabalhador terá certamente uma tendência para optar pela capitulação. Isso significa objectivamente que o grau de liberdade desse trabalhador está limitado.
Como tal, existindo limitação, e sendo essa limitação diferente de indivíduo para indivíduo, e em função da hegemonia cultural de classe em vigor em cada momento histórico, então a liberdade de escolha, sendo real, não é absoluta.