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domingo, 5 de junho de 2011

Os "socialistas" do século XXI





Existem momentos que são únicos, existem imagens que valem por mil palavras, já aqui tinha publicado um video sobre a campanha do partido socialista, onde podemos ver Paquistaneses, Indianos, Moçambicanos, a apoiarem o partido socialista, agora publico duas fotos sobre o desespero do partido socialista, e um pequeno boy, um boy com tiques salazarentos, mas não fico surpreendido, no partido socialista vemos de tudo.

Quero também perguntar ao Augusto Santos Silva, o tal que acusou as autarquias pcp de pagar autocarros, para canalizar apoiantes para a campanha, para o Santos Silva, deixo aqui mais uma foto, para perguntar se estes têm vindo de charters ou se têm vindo de barco ilegalmente, e participam em campanha, pela chantagem da promessa de obterem a nacionalidade portuguesa.

Tinha vergonha de ser do partido socialista.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O humorista


Descobri ao fim destes meus jovens anos a observar a politica portuguesa, quem de facto é o homem que é o expert da mesma, ou afinal é o humorista de serviço.

É que um dos homens mais ricos deste país, colaboracionista do antigo regime, militante número um do PSD, agora anda a dar lições de esquerda aos portugueses.

Desde que vi Paulo Portas também a dar lições de esquerda ao PS, fiquei surpreendido, não pelo Portas, porque já de si o Paulinho já constitui um espectáculo degradante, mas porque cheguei à conclusão que o PS é o ninho da águia da direita.

Agora foi a vez
de Francisco Pinto Balsemão brilhar, pois este avisou esta terça-feira que não será o “esquerdismo tardio” de Paulo Portas, nem o “conservadorismo serôdio” de José Sócrates que farão o PSD “mudar de rumo”.

Ainda me lembro quando em Portugal ninguém dizia que era de direita e o CDS era um partido de Centro. Hoje esse mesmo partido é acusado de "esquerdismo" pelo Homem dos Bilderberg em Portugal. Ao que chegámos.

Já começaram as confissões

António Nogueira Leite, conselheiro económico de Passos Coelho, reconhece que Portugal tem pouca margem de manobra e adianta a possibilidade do país ter de renegociar a dívida. «Vamos ter de discutir isto mais à frente, mas a aritmética não oferece discussão. É assim mesmo. As contas são estas estas».

Todos sabem o que aí vem, todos sabem que o discurso da beira do precipício não funciona quando já se está a cair dele abaixo, todos sabem que isto não é solução e todos nos pedem que votemos em que defende que continue tudo na mesma. Não é um por cento no IVA ou mais uma ou menos uma privatização que fazem com que seja diferente.

Apontamentos sobre a história da URSS


Discurso de uma reunião da Duma (parlamento russo) pelo deputado V. I. Ilyujin.
Moscovo, 16 de Junho de 2010.
Na Duma Estatal da Federação da Rússia, Viktor Ilyujin, Vice-Presidente da Constitucional do Parlamento Europeu de Desenvolvimento e honorários advocatícios da Rússia, emitido em 16 de Junho de 2010, fez um discurso em nome do grupo parlamentar do PCFR, em sessão plenária da Duma. No seu discurso, V. I. Ilyujin relatou a falsificação em grande escala de registos russos. Ilyujin pediu novamente e formalmente à Duma Estatal o início de um inquérito parlamentar sobre as verdadeiras circunstâncias do caso Katyn. Além disso, Ilyujin propôs eliminar a lacuna existente na legislação russa e para alterar o Código Penal, de modo a prever a responsabilidade por fraude e falsificação de registos de significado histórico.
«Senhoras e senhores: há uma ideia geralmente aceite, segundo a qual a história é escrita e feita por jornalistas e escritores. De certa forma isso é correcto. Mas nós temos todas as evidências crescentes de que a história moderna do nosso país, também é escrita por falsificadores.
O nosso grupo tem a informação que, obviamente, precisa ser cuidadosamente analisada por um inquérito parlamentar. Na década de 90 do século passado, durante a posse do governo do presidente Yeltsin, criou uma poderosa equipa de especialistas em falsificação de documentos históricos da União Soviética, principalmente a partir de documentos relacionados com o período estalinista. O objectivo dessas actividades foi para desacreditar o governo soviético de gestão e equiparar o estalinismo com o fascismo.
Este grupo foi formado por membros dos serviços secretos russos, também envolvido o Instituto 6º do Estado Maior General das Forças Armadas do país. Este grupo ocupou o prédio da antiga casa do Comité Central do PCUS, na cidade de Nagorniy, nos arredores de Moscovo. É possível que este grupo, ou algumas das suas peças, continuem operacionais até hoje.
A sua maior actividade coincidiu com o período da desclassificação de documentos do Comité Central e do Bureau Político, realizado no início dos anos 90 por uma comissão governamental liderada por Mikhail Poltoranin. Segundo informações na nossa posse, esses manipuladores forjaram milhares de documentos que foram introduzidos nos arquivos.
Já foi determinado que o chamado “testamento de Lenine” foi uma farsa, e alguns outros documentos relacionados com a abdicação do czar Nicolau II em parte ou, por exemplo, documentos comprovativos de que Estaline foi um agente da polícia [Ojranka czarista, N.T.], bem como muitos outros documentos. Hoje podemos dizer que a famosa “Carta de Beria”, datada de Março de 1940, em que este supostamente afirma que o Politburo do VKP (b) abreviação [do Partido Comunista, antes de passar a chamar o PCUS, N. T.] deve dar o seu consentimento para executar 27.000 prisioneiros de guerra polacos, é uma falsificação. Nós apresentamos um relatório de um estudo realizado por especialistas (Ilyujin exibiu o documento) onde está documentado o que quero dizer. Também foi forjada a nota da resolução do Politburo do alegado consentimento para a execução dos polacos.
Eu apresento o relatório dos peritos sobre falsificação de documentos sobre a suposta colaboração entre a Gestapo e a NKVD. Aqui está o relatório (Ilyujin mostra os documentos.) Estamos extremamente alarmados e preocupados com uma série de razões, principalmente por causa da falsificação de documentos, que foram colocadas em circulação dita científica, estes documentos são apresentados como autênticos na literatura histórica, documentários e arte, criando na população uma visão distorcida do nosso passado recente.
Estamos cientes de que a início dos anos 90 muitos arquivos russos abriram as suas portas para que os documentos pudessem vagar livremente, e que o Estado não se opôs a estes factos mas que até incentivou essa bagunça.
A nossa tese é reforçada pelo facto de que o ex-assessor de Yeltsin, Dmitri Volkogonov, ter apresentado para a Biblioteca do Congresso centenas de registos, ambos originais e carimbados “top secret” e “segredo”. Estes documentos agora circulam por toda a Europa.
Temos provas de que foram forjados carimbos e notas, cópias falsas da assinatura de Estaline, Beria e outros (Ilyujin mostra um saco de carimbos). Também as formas “em branco” de 30 e 40 que foram usados para fazer documentos falsos.
Aqui eu apresento (Ilyújin mostra a pasta) o volume com os registos: esta é a correspondência da NKVD, a NKGB e do Comissariado do Povo da Defesa da URSS na era Estaline. Este volume foi criado com um propósito: legalizar documentos falsos, incluindo a letra criada em nome do Estado-Maior General do Exército Vermelho. Infelizmente, ocorreu que a legalização destes documentos falsos circulam livremente, mesmo entre os organismos científicos.
Este volume (Ilyújin mostra a pasta) tem um rótulo que diz “guardar para sempre”. Então a questão é: Como é possível que esses documentos não estejam nos arquivos? Mudou-se livremente o local e são acessíveis a um grande número de pessoas?
Em relação às minhas declarações à imprensa, o director dos Arquivos de Estado do país, Serguei Mironenko disse que isso era impossível e que, supostamente, estou a especular. Do alto desta tribuna, declaro: estou pronto a renunciar à minha posição como deputado, se Mironenko mostrar que nenhum documento deste volume refere os acontecimentos históricos dos anos 30 e 40 do século passado (aqui, cortaram o som do microfone) e não era obrigado a permanecer nos arquivos. E se ele não for capaz de o provar, deve renunciar ao cargo.
Revisitar a necessidade de um inquérito parlamentar sobre o fuzilamento de prisioneiros de guerra polacos perto de Smolensk (Katyn), bem como a falsificação de documentos históricos. No futuro próximo iremos propor alterações ao Código Penal em matéria de responsabilidade por fraude e falsificação de registos que têm importância histórica.

Este Domingo dia 5 é altura de fazer algo simples:

É por isto que muitas vezes tomei posições duras contra o B.E.


«Nas esquerdas, o Bloco é o único partido que mostra estar em estado de necessidade, pois o PCP conserva a fidelidade das suas hostes na egolatria escapista do leninismo senil, viciada no protesto metódico, ritualizado, burocrático e inconsequente»


E pergunto eu… “Ó Samuel, e por que dianho foste interessar-te por uma frase tão imbecil?!”.
Porque mesmo ferida de uma hilariante tolice, tanto no conteúdo como no estilo, infelizmente mostra ao que eles vêm. Se não mostra ao que vem o BE, no discurso oficial, é bem clara quanto ao pensamento de muitos dos seus militantes e quanto ao seu ódio vesgo aos comunistas, como se pode ver, ouvir e ler por aí, todos os dias, em colunas de jornais, comentários televisivos, blogues...Isto vem mostrar que, independentemente do acerto e da importância das convergências pontuais, passadas e futuras, as (legítimas) vontades de alianças ou acordos mais vastos têm ainda um longo caminho a percorrer.

Espero que este bloquista esteja mais próximo do Partido Comunista, do que do Partido Socialista ou mesmo do Paulo Portas e do Coelho, em caso de querer mesmo mudar o país.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Fretes do Amaral


O professor Diogo Freitas do Amaral tem um percurso de vida notável. Uma espécie de viagem fascinante... que só não vai bem com pessoas que tenham tendência para enjoar com as curvas acentuadas e lombas vertiginosas.
Assim num simples esboço de resumo:
Desde «devoto de Salazar», como afirmava Marcelo Caetano, passando pela fundação do CDS, com um programa que ia “rumo ao socialismo” (na época rumavam todos!); passando por uma candidatura presidencial de direita, contra Soares... e depois passando a sentir-se muito bem ao lado do mesmo Soares; passando depois pela descoberta de Sócrates, com tal agrado que aceitou ser seu ministro... tendo agora passado a achar que Sócrates, afinal, tem «pouca cultura democrática» e acabar a achar que «Pedro Passos Coelho é que é a solução»... Freitas do Amaral já disse de tudo, já provou de tudo, já esteve com (quase) tudo, desde que isso lhe cheire a lugar ou sinecura.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mensagem importante.




"São as classes chamadas superiores que têm perdido Portugal, serão as classes trabalhadoras, as mais humildes, mas as mais úteis e activas, as de maior fé e de maior dedicação, as que contribuirão para o salvar".



Afonso Costa (discurso parlamentar de 06/02/1907)

Havia mais dignidade e honra nos que se rendiam antigamente em vez de se juntarem aos agressores.


«Se não forem os países "ajudados" a tomar a iniciativa da renegociação, acabarão por, na iminência da bancarrota, ser os próprios credores a fazê-lo (quando concluírem que sugaram todo o sangue que poderiam sugar e preferindo receber alguma coisa em vez de mais nada).

Paul Krugman proferiu esta frase a propósito da inveitável renegociação e subsequente reestruturação da dívida.

Pensem o que quiserem.

domingo, 29 de maio de 2011

Este é o feto que realmente deve ser mesmo abortado.

Jacinto Leite Capelo Rego


Jacinto Leite Capelo Rego pode vir a ser o próximo Ministro da Agricultura caso o PS se decida por uma coligação com o CDS-PP. Lembre-se que Jacinto Rego é um benemérito reconhecido do partido de Portas, tendo doado 300 euros – mais ou menos o preço que o PP cobra por este lugar no governo. Neste cenário, Paulo Portas ficaria com o Ministério da Administração Interna, e logo com a tutela das polícias, confirmando assim o seu fetiche por homens de farda.

Mas a missão de Portas dentro do governo irá mais fundo.
Tenho conhecimento que logo depois da contagem dos votos, em vez de festejar noite dentro, Paulo Portas continuou a trabalhar, tendo ido directo para o cinema ver o último filme de Quentin Tarantino, Sacanas Sem Lei. O líder do PP foi buscar inspiração para uma legislatura difícil onde terá de penetrar nas linhas socialistas nacionais e já prometeu que vai ser cruel. O objectivo de Portas será um e um só: dar cabo da paciência a Sócrates. Capelo Rego, assim que se tornar ministro do PP, já estará a dever a Portas, cem escalpes de socretinos.

Conseguiu sair dos escândalos que o afundaram, mas prevejo que novos irão chegar, é mais forte do que ele: Portas Dick em analogia à Moby Dick.

Monumentais barbaridades




Esta semana, para gáudio de televisões e jornais, todos muito imparciais, como é bom de ver, umas dezenas de jovenzitos, uniformizados a rigor nas suas vestes talares, mais parecendo seminaristas imberbes, esganiçaram as suas gargantas ainda não totalmente libertas das diatonais sonoridades da pobre idade, contra umas pinturas nas Escadas Monumentais de Coimbra. "Vandalismo" guincharam, esquecidos talvez, do que ainda há dias fizeram às ruas de Coimbra, que encheram de garrafas partidas de cerveja, cheiro a urina e vomitado.

Não saberão estes pobres ignorantes que essas mesmas escadas já foram pintadas centenas de vezes com propaganda a partidos, a listas para a Associação Académica, com palavras de ordem contra o regime fascista, a Pide, a política educativa do Estado Novo e de outros governos ditos democráticos? E centenas de vezes a tinta saiu e ninguém se indignou ou achou mal.

Estes pobres, vestidos de clérigos e com um QI a condizer, não se indignam com o que andam a fazer ao seu futuro, ao país que lhes pertence e que lhes paga os estudos. Não! Indignam-se, antes, com umas pinturas num local que, na sua ignorância, julgam ter um valor arquitectónico e cultural semelhante à Torre da Universidade; insultam quem lutou e luta pela Liberdade, por um país mais justo e mais próspero. Filhos família que, antes de uma lauta ceia regada com muita cerveja, acharam por bem irem ali provocar os "comunas" como os ouvem chamar, depreciativamente, nas suas burguesas casas.

E gritam "Coimbra é nossa e há-de ser". Nossa, de quem? Deles, que ali andam a passear as sebentas e a cantar a "Mulher gorda", exemplo máximo do apuramento cultural das suas cabecinhas, ou de tantos milhares de estudantes, e não só, que por lá passaram (passámos e continuamos), que lá deixaram a sua marca e por ela foram marcados para sempre?

A mim, meteram-me nojo, os pobres desgraçados.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Eu deixo já aqui uma proposta para a legislatura: Reforma Agrária!

Se o Paulinho for ministro do mar, ou da defesa a primeira pergunta que ira fazer é a seguinte:

O Paulinho das Feiras, ou o Paulinho Submarino, anda obcecado com o poder e a ganância de novamente usurpar o erário público.

Este deve ter recrutado as embaixadas Indiana, Paquistanesa e Moçambicana para aquela miséria que todos vimos. Porque não foi ele para dar número?

A Troika unida, algum dia será vencida!

Uma maioria, um Governo, um Presidente… e um Nobre... O sonho da carneirada que é pesadelo para nós.

A política, à maneira de Sócrates, tornou-se uma super-produção com milhares de figurantes exóticos (por serem mais baratos?) para encher os comícios.

Monumental pintura nas monumentais de Coimbra

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Memorando de políticas económicas e financeiras acordado entre FMI, UE, BCE e apoiado pelo PS, PSD, CDS-PP.



Pontos do «Memorando de Políticas Económicas e Financeiras» acordado entre o Governo, o FMI, a UE e o BCE e apoiado pelo PS, pelo PSD e CDS (desconte-se o paleio ilusionista e fixem-se as substâncias essenciais)


(...)Mercado de trabalho

38. As reformas focar-se-ão na criação de novos empregos, principalmente para os jovens. Temos de enfrentar os problemas fundamentais que impedem a eficiente transição dos trabalhadores através de diferentes ocupações, empresas e sectores e criam de privilégios socialmente injustos. Para este fim, em consulta com os parceiros sociais, adoptaremos as seguintes medidas:
Reforma da legislação de protecção do emprego para fomentar a flexibilidade e melhorar a equidade. Alinharemos as indemnizações por encerramento e despedimento para os contratos sem termo, apresentando até Setembro de 2011 legislação que as reduzam para todos os novos contratos para 10 dias por cada ano de trabalho, acrescidos de 10 dias financiados por um fundo financiado pelo patronato, e até ao final de 2011 apresentaremos uma para rever as indemnizações para os contratos anteriores em linha com a dos novos contratos, sem pôr em causa os direitos adquiridos. Como passo seguinte, até Março de 2012, apresentaremos uma proposta para alinhar o nível das indemnizações à média UE, e ao mesmo tempo melhorar o fundo de despedimento visando assegurar a sua portabilidade. Até Dezembro de 2011 apresentaremos uma proposta para ajustamentos no despedimento individual.

Revisão do sistema de subsídio de desemprego, para alterar os incentivos, aumentar o emprego e fortalecer a rede social. Reduziremos a duração máxima do subsídio de desemprego para um máximo de 18 meses e limitado a tecto máximo de 2,5 IAS e introduzindo decréscimos no valor do subsídio após 6 meses (reduzindo pelo menos 10% o subsídio), sem prejuízo dos direitos adquiridos. Para estender a rede social, reduziremos o período contributivo para acesso ao subsídio de desemprego de 15 para 12 meses e apresentaremos uma proposta estender elegibilidade a categorias de trabalho por conta própria claramente definidas. Fortaleceremos as oportunidades de formação, especialmente para as baixas qualificações.

Assegurar que os custos do trabalho sustentam a criação de emprego e a competitividade. No período do Programa, o aumento do SMN só se verificará se as condições económicas o justificarem e obtiver acordo (do FMI/CE/BCE) no quadro das revisões regulares do Programa

Definir critérios claros de extensão dos contratos colectivos de trabalho, incluindo a representatividade das organizações negociadoras e as implicações da extensão para a posição competitiva das empresas não afiliadas. Para promover ajustamentos salariais em linha com a produtividade das empresas: (i) permitir às comissões de trabalhadores a negociação de condições de mobilidade e de horários de trabalho; (ii) reduzir para 250 trabalhadores o tecto abaixo do qual as comissões de trabalhadores ou outras organizações de trabalhadores não podem fazer acordos de empresa; (iii) incluir nos acordos colectivos sectoriais condições para as comissões de trabalhadores poderem, de forma independente, concluir acordos de empresa.

Desvalorização fiscal

39. Um objectivo crítico do nosso programa é promover a competitividade. Isto envolverá uma significativa redução das contribuições das empresas para a Segurança Social (TSU). Esta medida será totalmente “calibrada” até à data da primeira revisão. As medidas compensatórias necessárias para assegurar a neutralidade orçamental devem incluir alterações na estrutura e taxas do IVA, cortes definitivos de despesa adicionais e aumento de outros impostos que não tenham efeitos adversos na competitividade. (...)»

Rui Tavares novamente...


Confesso que nunca gostei do Rui Tavares, nem pensar, por muito que tente, o Rui teima em se arvorar alta sapiência, depois com os seus tiques e infindáveis erros, cai em uma espécie de proselitismo que lembra a direita, utilizando os seus artigos de opinião, não como uma tentativa de manifestar ideias próprias e pensamentos, mas sim para tentar manter "a casta" no poder.

Quando o meu camarada Vítor Dias escrevia no jornal o Público e um centésimo disto era considerado estreito proselitismo partidário e eram considerados como não pensando pela sua própria cabeça, assim fazendo campanha declaradamente: Supostamente o Bloco não defende também como o PCP a Independência dos meios de comunicação social?

Rui tem vergonha e ganha pelo menos mais estofo.

sábado, 14 de maio de 2011

Já que perguntar não ofende....


Se perguntar não ofende...

Caro cardeal Sean O'Malley porque motivo os padres de Boston empurraram o cócózinho das criancinhas para o anûs das mesmas com o seu pênis, sem no entanto o "Santo da CIA" as salvar, já que foi poupado para libertar o mundo da opressão politica, porque não do pénis dos padres pedófilos? Isto só porque perguntar não ofende...

terça-feira, 10 de maio de 2011

O triunfo dos Porcos




Poderiam os leitores pensarem, que eu estaria a falar do excelente livro do George Orwell, que aborda um universo que constitui uma condenação global de um universo maniqueísta, feito de mentiras, traições e terror. É sobre isso que quero escrever, sobre estes malditos adjectivos.


Mas afinal quem são os porcos? Pensam os leitores que falo da classe animal suína?

Nada mais distante, os porcos são os que protagonizam a manipulação mediática, para levar ao triunfo os restantes membros da vara.
Aqui deixo alguns exemplos de conceitos, que os porcos utilizam para manipular o pessoal:


Ditador – É a denominação que a comunicação social dá a um presidente eleito democraticamente e age de acordo com a Constituição, o exemplo concreto é Hugo Chavez.

Presidente – É a denominação que a comunicação dá a quem aprova leis ditatoriais, invade nações para apossar-se de suas riquezas, assassina mais de um milhão de seres humanos, constrói muros segregacionistas, é contra o Tribunal Penal Internacional e os protocolos de Kioto, exemplo de George W.Bush e Obama.

Incursão: Assim é a comunicação social a explicar a invasão de um país.

Tutela – É o sinônimo que comunicação social dá à ocupação do Iraque pelos Estados Unidos.

Terrorista – Assim as televisões denominam os patriotas que lutam contra o jugo colonialista e imperialista, sendo exemplo os Iraquianos, Afegãos e Palestinianos.

Suicida – É a denominação que a comunicação social dá ao prisioneiro assassinado pelos carrascos Estado-Unidenses nas prisões de Abu-Ghraib e Guantánamo.

Ataques cirúrgicos é a terminologia quando um míssil Estado-Unidense erra o alvo e causa a morte de civis, três exemplos:

1)-O assassinato da filha de cinco anos do presidente líbio Muammar Kadhafi, em 1986.
2)-O abate de um avião civil Iraniano com 298 passageiros e tripulantes em 1988. Não houve sobreviventes.
3)- A destruição de uma indústria farmacêutica no Sudão em 1998.

Sequestro – Se um soldado israelense é capturado quando invade o Líbano ou a Palestina, a comunicação social diz que foi sequestrado.

Captura – Se um Palestiniano ou Libanês são sequestrados pelas tropas invasoras, a comunicação social já diz que foi captura.

Incidente ou efeito colateral é quando as tropas de Israel ou dos Estados Unidos massacram centenas de civis Palestinianos, Iraquianos Líbios ou Afegãos.

Massacre – É quando Palestinianos, Iraquianos e Afegãos matam dois ou três soldados de Israel e Estados Unidos.

Assentamento – É a denominação que as televisões dão à usurpação de terras Palestinianas por invasores Israelitas.

Conflito- É assim que a comunicação social denomina a invasão e ocupação da Palestina por tropas de Israel.


Em Portugal e porque estamos em eleições, a questão é sempre esta, eu continuo a considerar um triste sinal de abdicação de espírito crítico que tantos jornalistas, politólogos e bloggers «papem» docemente os números finais de resultados oferecidos pelos media esquecidos de que esses números não sairam da boca ou opinião dos inquiridos mas sim de uma ditribuição matemática dos chamados «indecisos» que normalmente atingem entre 20 ou 30% e que são postos a escolher uando na verdade nada escolheram («46,2% dos eleitores que responderam a esta sondagem indicou a opção «não sabe/não responde» ou disse que não votaria em nenhum partido» - informa o Público sobre a sua sondagem de hoje).

Continuo a não perceber porque é que na noite das eleições (e na base de sondagens mais seguras feitas à boca das urnas) as televisões e as rádios dão projecções com intervalos para cada força concorrente e no resto do ano esse rigor e prudência (exigidos pela «margem de erro») são mandados às urtigas.



Ainda menos percebo que um jornal como o Público (e muitos outros órgãos de informação) que publica sondagens há tantos anos consegue ignorar, como acontece na sua edição de hoje, a imperativa obrigação legal de publicar um quadro dos resultados brutos, isto é, antes de qualquer extrapolação ou distribuição de «indecisos»



Importam-se de informar onde se arranja o boletim de voto só com as caras de Sócrates e Passos Coelho ? E essa eleição é no mesmo dia da eleição dos 230 deputados ou tem dia e hora própria ? E se, longe vá o agouro, um primeiro-ministro em exercício ficar incapacitado, morrer ou for defenestrado da liderança do seu partido tem obrigatoriamente de haver eleições legislativas antecipadas ?

Assim assistimos sempre ao Triunfo dos Porcos.

Deixou de ser menino para passar a ser o maior aldrabão e vendido da História


Começo com esta imagem, que é a leitura de uma declaração de voto de
Vital Moreira, em 1988, como juiz do TC no Acórdão nº 307/88 daquele Tribunal que
declarou insconstitucional um regulamento da Câmara Municipal de Lisboa sobre propaganda política (pag.252, do D.R., I Série, de 21.1.1988) onde fica a explicação para tanta cegueira, que todos nós já sabemos que o Vital Moreira é da pior ralé e escumalha que por ai anda, isso já todo o país sabe, agora que o Vital teima em fazer a dita figura de urso, onde não vale a beata de um cigarro, acho estupendo.


O Vital Moreira nunca para de me surpreender, é aquela pessoa que todos sabemos bem ( o que a cor do dinheiro gasta) vendido, mentiroso, provocador, limitado e a roçar o fascizante, assim anda o Vital, sem coerência nem moral.
Deixou a sua opinião jurídica no Diário de Noticias, como sempre no seu habitual anti-comunismo, o tal que é o espelho onde todos os fascistas se olham e se acham belos, sobre a questão de se pintar murais. Atenção caros leitores, porque esta é para se rirem.


Vital Moreira
no Diário de Noticias:



Reminiscência - "A pichagem não é afixar propaganda no sentido em que a lei o refere - só se pode afixar ou pintar numa propriedade com consentimento dos interessados. Não tenho dúvidas em dizer que se assim não for é ilícito. Se estou a estragar a pintura ou revestimento ou a deteriorar é o crime de dano, claramente. E não creio que haja uma excepção legal para a propaganda política, nem que causar danos esteja coberto pela liberdade de expressão. Até agora tem-se tolerado essa prática. É uma coisa portuguesa. Outros sítios têm espaços dos municípios e não há essa prática de pichar tudo. É entre nós uma reminiscência do pós-25 de Abril - o país estava integralmente coberto de pichagem, incluindo estátuas e monumentos. Como se distingue a mensagem política das outras? A diferença é irrelevante. Não há nenhuma excepção legal que permita 'viva o PCP' escrito numa casa particular ou propriedade pública. Seria extraordinário que todos os partidos só por o serem tivessem o direito de pintalgar o País todo."

Este artista passou ao lado de uma grande carreira de humorista...

A intervenção da verdade e da realidade económica.


Hoje leitores e a propósito da crise e do défice do Estado, aqui fica uma sugestão forte (Nacionalizar)os grandes grupos económicos para o Estado obter as receitas que tanto precisa, para isso aqui fica a muito actual intervenção na Assembleia da República do deputado Lino de Carvalho:

Alteração da Lei nº 91/97, de 1 de Agosto,
Intervenção do Deputado
Lino de Carvalho



««Sr. Presidente,
Queria começar por assinalar um facto bem significativo da forma como o Governo encara esta proposta de lei, esta privatização, esta alienação para privados, esta passagem do domínio público para o domínio privado do Estado, da rede fixa de telecomunicações.
O que sublinha bem a forma como o Governo vê este processo é o facto de ser o Sr. Secretário de Estado do Orçamento a apresentar a proposta de lei e não quem tutela as telecomunicações. Isto confirma, de forma indesmentível, a razão de ser desta proposta de lei. Trata-se de um negócio, um negócio para o operador que vai receber a rede fixa, cujo presidente, aliás, já disse que o preço é interessante, um negócio para o Estado, porque tem absoluta necessidade de obter receitas extraordinárias para equilibrar o Orçamento. Mas, seguramente, trata-se de um mau negócio para o País e de um mau negócio – se quisermos usar esta expressão – relativamente a aspectos que têm a ver com os nossos interesses estratégicos e a nossa soberania.
Não se trata, portanto, de uma operação imposta por razões tecnológicas mas de uma operação imposta unicamente por razões financeiras, por razões de negócio para quem vai receber e para quem vai vender.
Sr. Secretário de Estado, já que estamos a falar em «negócio», afinal, qual é o valor do mesmo, a ponto de o Sr. Presidente Horta e Costa já ter dito que é um preço interessante? São 300 milhões? São 400 milhões? São 600 milhões de euros? Qual é o valor deste negócio?
Em segundo lugar, faço-lhe uma outra pergunta para a qual gostaria de obter um esclarecimento.
Quando, em 1994, se iniciou o processo de privatização da PT, quando se deu a passagem de uma grande parte da empresa para o domínio privado do Estado, o então governo do PSD decidiu manter a rede fixa na propriedade do Estado. Na altura, o PSD explicou porquê, dizendo ser um imperativo nacional, por razões de soberania, de independência e de defesa nacional, a manutenção da rede fixa como propriedade do Estado. Repito que isto era o que o PSD defendia, em 1994, quando a PT era pública e se procedeu à transferência para o domínio privado do que era propriedade directa do Estado.
O que mudou desde então, Sr. Secretário de Estado?
Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Srs. Deputados
Já percebemos, pelas intervenções, que estamos aqui a tratar de negócios, e nada mais do que isso! Mas, enfim…
Esta não é, seguramente, uma qualquer proposta de lei e, por isso, deve ser tratada mais do que um mero negócio entre os operadores ou entres estes e o Estado. É um problema mais importante, Srs. Deputados. Isto porque, o que o Governo nos propõe, e que, de facto, como já foi dito aqui pelo próprio Partido Socialista e pelo Governo, é a cópia integral daquilo que, uma vez, o Partido Socialista já tinha agendado na anterior Legislatura mas que acabou por não se concretizar, briga com o interesse nacional, como, aliás, o próprio PSD reconhecia em 1994.
Trata-se tão-só de alienar, transferindo do direito público do Estado para o direito privado, a rede fixa de telecomunicações. A razão é simples: o Governo precisa de umas dezenas de milhões de contos de receitas extraordinárias e a PT está interessada num bom negócio. E, Sr. Secretário de Estado do Orçamento, nesta matéria, não desvalorize a questão da avaliação.
O Sr. Secretário de Estado deve estar recordado que, aquando da avaliação da PT para efeitos de privatização, foi o grupo económico que a subavaliou quem depois também participou e adquiriu acções na 1.ª fase do processo de privatização da PT. Portanto, Sr. Secretário de Estado, há razões para temer e desconfiar quando ouvimos o Sr. Presidente da PT dizer, desde já, que isto é um bom negócio para a própria PT.
Mas a questão é mais de fundo e tem a ver com o facto do interesse público, por esta proposta de lei, abrir mão de uma infra-estrutura estratégica, da única rede capilar, de qualidade segura, que leva as comunicações ao mais longínquo lugar do País.
Já disse, há pouco, que, quando a PT era pública, em 1994, o então governo do PSD e o então Primeiro-Ministro, Cavaco Silva entenderam que constituía imperativo nacional, por razões de soberania — esta, aliás, não era uma expressão muito normal no discurso do PSD, mas disse que era por razões de soberania —, a manutenção da rede fixa como propriedade do Estado no domínio do seu direito público, como, aliás, há seis meses, em plena campanha eleitoral (e o Partido Socialista recordou aqui), o então Presidente do PSD afirmou que não lhe passava pela cabeça que a rede fixa fosse vendida.
Por isso, Sr. Deputado Pinho Cardão, volto a perguntar: o que mudou desde então? Isto porque, não foi o que mudou no plano tecnológico desde 1994, já que as alterações tecnológicas não são incompatíveis com a manutenção da rede no domínio público do Estado e de o Estado manter a sua mão, o seu plano estratégico, o seu interesse de soberania sobre uma rede que, obviamente todos estaremos de acordo, briga com o interesse nacional. E muito menos de há seis meses a esta parte, Sr. Deputado Pinho Cardão, porque não se deu qualquer evolução tecnológica. Não foi por qualquer evolução tecnológica ocorrida desde o momento em que o então Presidente do PSD, Durão Barroso, disse que não alienaria a rede pública, não lhe passaria pela cabeça fazê-lo, que agora, que passou a Sr. Primeiro-Ministro, traz esta proposta de lei.
O que mudou desde então, Srs. Deputados e Srs. Membros do Governo, foi seguramente o facto de a PT deixar de ser pública desde 1994. Acentuou-se a óptica neoliberal do Governo — pelos vistos o Sr. Primeiro-Ministro Durão Barroso, é mais neoliberal do que era o Sr. Presidente do PSD Durão Barroso, e os dois mais ainda do que era o Primeiro-Ministro Cavaco Silva, em matéria de questões estratégicas para o País — e agravou-se também a dependência do País face aos imperativos de Bruxelas, não tenho dúvidas sobre isto, e, portanto, é preciso fazer este negócio para que o Estado tenha uma receita extraordinária.
Esta é a questão. E, Sr. Secretário de Estado, mesmo que isto fosse o que se passa no resto da Europa não era por isso que nos contentaríamos e ficaríamos silenciosos. Mas não é verdade, Sr. Secretário de Estado! Não é verdade!
Na Holanda, o controlo total é do Estado; na Alemanha, está num operador, mas a Deutsch Telecom tem uma participação de um terço do Estado no seu capital; na França, está no operador, mas a France Telecom é controlada em 55% pelo Estado; em Portugal, isto vai para a PT, que está praticamente fora da posse do Estado, à excepção das poucas acções tipo A que ainda mantém.
Portanto, a situação não é a mesma, Sr. Secretário de Estado. A situação é diferente, e ao entregarmos a um operador privado, que se rege, obviamente, pela lógica legítima do interesse privado, mas não pela lógica do interesse público, estamos a entregar a interesses alheios ao interesse público aquilo que é o domínio desta rede de infra-estrutura estratégica por razões — e recupero as palavras proferidas pelo PSD em 1994 — de soberania e de independência nacional que deveriam estar nas mãos e sob o controlo do Estado.
Assim, em vez de se apostar num desenvolvimento sustentado do País e de se manter, sob responsabilidade pública, sectores e infra-estruturas estratégicas, o Governo envereda por um caminho suicida. «Foram-se os anéis», agora «vão-se os dedos»!
Para terminar, Sr. Presidente, devo dizer que esta é a questão fundamental, e pouco mais há a dizer sobre esta matéria. O núcleo da razão que motiva esta proposta de lei já está detectado. Não há qualquer razão, ou justificação técnica, que sustente a opção de desafectação da rede básica de telecomunicações do domínio público para poder ser objecto de alienação a privados, passando a conduzir-se por uma lógica que não é a do interesse público.
Aliás, mesmo para quem defende este processo, não se compreende que não sejam garantidas as tais condições de concorrência aos operadores privados, mas, aliás, o Sr. Deputado Pinho Cardão explicou aqui com clareza a situação. Eles não têm meios financeiros, eles estão com prejuízos, portanto, o melhor é fazer-se o negócio entre aquilo que é o Estado e o que foi investimento do Estado e o operador de serviço universal e depois eles entender-se-ão, de acordo com os interesses de cada um.
De facto, é tudo uma questão de negócio…
Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Srs. Deputados,
É politicamente muito significativo que o Sr. Ministro Marques Mendes tenha sentido a necessidade de intervir no debate!
Era sinal de que o debate estava a correr mal para o Governo! Não é verdade, Sr. Ministro?! E também se percebe perfeitamente a razão por que o Sr. Primeiro-Ministro o nomeou Ministro dos Assuntos Parlamentares... Quando é preciso vir «apagar fogos», o Sr. Ministro está cá presente! Elogio lhe seja feito!
Mas, Sr. Ministro, se o debate estava a correr mal, não vai acabar melhor, com toda a certeza! Ó Sr. Ministro, o senhor criticou-me por eu referir a palavra «negócio», dizendo que «negócio» significa suspeição, falta de seriedade. Só que quem usou estas expressões, foi o Sr. Ministro! Não fui eu!
Eu só disse que havia aqui um negócio em que o Governo vendia, por razões de encaixe financeiro, e a PT recebia…
É um «negócio», porque a PT recebe essa rede fixa. Portanto, Sr. Ministro, não fui eu que disse! O presidente da PT é que disse que isto é um negócio interessante!…
Como é que ele pode saber que é um negócio interessante se os senhores vêem aqui dizer que ainda nem sabem se vão alienar a rede e ainda não sabem quais são os valores da rede?! E já se fala em valores da ordem dos 500 ou 600 milhões de euros?!… Ó Sr. Ministro, quem fala em negócios não somos nós! E os senhores não trouxeram aqui quaisquer critérios.
Aliás, o Sr. Ministro acabou por dizer aquilo que estava à vista de todos, que é o seguinte: de facto, o problema da venda da rede fixa só se coloca por razões de encaixe financeiro e por razões de desequilíbrio das contas públicas.
Esse debate foi feito, está feito, é feito e, se calhar, será feito no Orçamento. Aliás, é a «pedra» que vocês vão transportar, com todo o cuidado, durante os próximos quatro anos, se se mantiverem no Governo. Mas não é isso que está aqui em discussão, Sr. Ministro! E se a razão é essa, Sr. Ministro, então diga-me por que é que não há uma linha sobre essa matéria no preâmbulo da proposta de lei?! Por que é que se escondem atrás de pretensos argumentos tecnológicos, Sr. Ministro?! Esta, sim, é que é a questão!
Sr. Ministro Marques Mendes, quero crer que o senhor partilha desta nossa reflexão e : não estamos perante uma venda qualquer, não estamos perante uma alienação qualquer, e quero acreditar que o próprio Sr. Ministro não defende a tese de que o Estado deve alienar tudo.
O Estado tem responsabilidades perante o País, tem a responsabilidade de intervir e de manter no seu controlo sectores estratégicos.
Alienar uma rede básica de telecomunicações da propriedade pública, do domínio público, para a entregar por razões de encaixe financeiro e por razões de negócio para o Estado, Sr. Ministro, não é, seguramente, o caminho para resolver os problemas da economia! Vendem-se os anéis! E depois vendem-se os dedos, Sr. Ministro?!…
De facto, como se dizia recentemente no congresso mundial dos economistas, o problema dos países foi erradamente centrado no défice, quando deve ser centrado — e bem! — na economia, no desenvolvimento da economia, na promoção de investimentos e na melhoria da qualidade de vida, porque é isso que resolve os problemas estruturais do défice.
Ao vendermos e ao alienarmos sectores estratégicos do País, sectores de soberania e de interesse nacional, podemos estar a hipotecar o próprio futuro do País, por razões de curto prazo!»

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Actriz porno quer ser autarca. Ex-concorrente do Big Brother quer ser deputado! É só artistas!


Depois de saber que existe em Espanha um actriz porno que quer ser autarca. Agora é a vez de um Ex concorrente do Big Brother querer ser deputado!
É só artistas!
O PSD foi buscar o Nobre, o PS este, só falta o Portas ir buscar o Castelo Branco.

A mim o que me surpreendo é que existindo pessoas inteligente no Partido Socialista, pessoas que conheço que considero inteligentes e com um grau de pensamento interessante, se deixem afundar neste partido, que se teima em insinuar de "socialista", não entendo mesmo... Como é que se podem deixar ir ao fundo assim, agarrados e teimosos, sectários em torno deste Sócrates e deste partido cada vez mais aberrante.


A actriz de filmes pornográficos Maria Lapiedra apresenta-se como candidata a presidente da câmara municipal da sua terra natal, Les Borges Blanques, Lérida (Espanha).
"Se for eleita, haverá prostitutas grátis e a possibilidade de masturbação em público (entre a meia-noite e as 06h00)", garante. Saliente-se que a actriz, de 22 anos, que fundou o Partido do Desejo, participa nua em acções de campanha e deixa-se apalpar pelos possíveis votantes.
“in Correio da Manhã”


Telmo Ferreira, que ficou conhecido depois de concorrer ao Big Brother , é candidato a deputado pelo PS e prepara-se para concorrer à liderança da concelhia da Batalha.
Para o programa levou um cachecol do Sporting e ficou quase até ao fim, devido ás suas saídas engraçadas, como foram o caso de," há cão ", das " órgias " ou dos "ácaros ".
O povo português precisa cada vez mais de gente engraçada a divertir-se com o nosso dinheiro!
Se já não se lembra, aqui ficam algumas das frases de Telmo no Big Brother, ou melhor: Pérolas...


-“Hoje apanhei um acidente pelo caminho, o camião estava desfeito e o gajo que o vinha a conduzir estava todo morto”
-“O antebraço? Como o próprio nome indica é o que está antes braço, ou seja, o ombro"
-“O que apetece no grupo é... sexo em grupo... muitas órgias... muitas órgias"
-“Uma pessoa vira-se para um lado e se for preciso desvira-se"
-“O Sporting foi fundado em 1906. Eh pá, tem quase mil anos!”
-“Vou encarar isto da maneira mais naturalista possível”
-“As opiniões pessoais de cada um são muito próprias”
-“A pessoa mais próxima é a que descarrego mais tudo"
-“O desporto é a manutenção do meu corpo humano”
-"Quem é que quer partir esta lata de atum mais eu?"
-“Quero todos nus a fazer strip-tease!”
-“Eu encaixo-me melhor nos homens! “
-“Vou fazer uma cirurgião plástica”
-“Para mim foi um desalívio”
-“Não cabeu a carapuça! “

Sem comentários caro leitor.

domingo, 8 de maio de 2011

O PSD não quer ser governo. Aqui também temos mau cheiro e não é do lixo.


Hoje ficamos todos a saber qual é o programa eleitoral do PSD,vou tecer umas breves considerações sobre o mesmo, sobre um programa nefasto, perigoso e ultrajante para o povo Português.

Hoje ficamos a saber que o objectivo do PSD é o fim dos Governos Civis, a redução em 4 pontos(!) da Taxa Social Única, a redução do número de deputados, o rácio de entradas e saídas na função pública (1/5), a privatização de um canal da RTP que é um disparate de todo o tamanho, o que há é transformá-la numa TV de qualidade, sem preocupações de fazer concorrências aos canais privados, com programas diferentes do futebol,concursos e telenovelas que nos invadem, teatro, concertos, jazz, ballet, recitais, ópera,enfim, um mundo a que não temos tido acesso. Privatizar é gramar mais uma igual às outras. Para estupidificar a gente já bastam duas,a SIC e a TVI.
Temos também o inicio da privatização da caixa geral de depósitos,um pilar estratégico e fundamental para o Estado.
O fim das autarquias monocolores, fim do serviço nacional de saúde e da educação pública, enfim, tristezas e mais podridão para todos os Portugueses.
Depois também o abuso de privatizar as Águas de Portugal, um bem que é de todos, parece intenção deste fulano entregar aos privados.

Como alguns leitores se recordarão, eu já tinha muitas suspeitas mas, hoje depois de uma série de tiros no pé, o Programa Eleitoral apresentado pelo PSD deu-me uma inabalável certeza: o PSD não quer ser o partido mais votado, o PSD não quer ser governo, o PSD só quer colaborar numas das principais linhas de propaganda eleitoral do PS. Suspeito que algumas velhas raposas do PSD terão explicado a Passos Coelho que muito melhor do que, com o PS na oposição, não terem força social e política para aplicar metade do seu programa, é continuarem a tirar proveito do «trabalho sujo» que o PS tem vindo a fazer e quer continuar a fazer. Desculpem lá mas não há outra explicação.

Cheio de moral este tipo pensa que engana todos os Portugueses, pode enganar a maioria, mas não todos felizmente, porque se fazendo se passar por honesto, ainda tem de explicar isto:

As empresas de resíduos do grupo Fomentinvest, onde Pedro Passos Coelho desempenha responsabilidades de gestão directa, têm como sócios figuras envolvidas em escândalos financeiros: os construtores Irmãos Cavaco, acusados de burla qualificada no caso BPN e Horácio Luís de Carvalho, que está a ser julgado por corrupção e branqueamento de capitais no processo do aterro da Cova da Beira.

Horácio Luís de Carvalho possui 20% da Tejo Ambeinte, que detém duas empresas de resíduos presididas por Pedro Passos Coelho. Está a ser julgado por ter depositado 59 mil euros numa conta offshore de António Morais, o célebre professor de José Sócrates na Universidade Independente. Segundo a acusação, António Morais terá favorecido Horácio de Carvalho através da sua consultora que prestava assessoria no concurso para o aterro da Cova da Beira na segunda metade dos anos 90.

O candidato à liderança do PSD não quis prestar declarações sobre a empresa onde trabalha. Mas Ângelo Correia, presidente do grupo Fomentinvest, explicou à SÁBADO que Horácio de Carvalho se faz representar no conselho de administração pelo seu sócio Jorge Raposo de Magalhães. "Não temos qualquer relação com ele, nem está nos órgãos sociais"

Os construtores de Santa Maria da Feira, António e Manuel Cavaco, são parceiros da Fomentinvest na SDEL (uma empresa de mini-hídricas) e foram sócios na Ecoambinete (segunda maior empresa do Pais na recolha de lixo).

Digam lá, não parece a empresa do Tony Soprano? Cheira muito mal e não é do lixo...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eu e muitos queremos pagar 1%.


Quero ser breve neste artigo, apenas o escrevo para apontar uma solução para esta crise que vivemos, pagar o empréstimo a 1%, e não a taxas de 10% à malta da alta finança, aos grupos económicos e especulativos, que pretendem enriquecer com a nossa miséria.

Hoje muito se escreve sobre o FMI, sobre a sua vinda sobre os seus malefícios e impactos directos que terão sobre a nossa vida.
Sabemos que O FMI não vai a votos, mas faz capas em todos os jornais.
FMI quer aumentar o preço das casas… FMI quer menos câmaras municipais… FMI vai despedir funcionários públicos… FMI quer baixar salários e acabar com subsídios de férias…
Sinceramente, acho improvável que o FMI se tenha deslocado com uma prole de assessores de comunicação interessadíssimos pelo fenómeno da imprensa escrita em Portugal, ainda antes de assinar o contrato de transição de soberania.
Não será por esta via que estamos a conhecer o programa político real de PSD, PS e CDS para a próxima legislatura?


Quem se endividou escandalosamente foi a banca, é dela a maior parte da dívida. E fê-lo tão somente para ganhar facilmente e ganhou muito dinheiro. Os desgraçados que se foram obrigados a endividar-se a comprar casa, fizeram-no por absoluta necessidade e por pura racionalidade. Ninguém ignora que a partir dos anos 90 saia mais barato comprar do que alugar, aliás nem havia casas para alugar. E as que havia saiam mais caras que as prestações da compra.

E o que chamam “ajuda” não passa de garantias para a banca. A maior parte da massa nem cá entra. Mas todos vamos pagar com cortes salariais, aumentos de impostos e cortes nas prestações sociais. E principalmente com perda de direitos laborais, dos que ainda restam.

Só o Presidente da Républica tem o direito de convocar os partidos e compete ao governo dialogar com a oposição. Quem se julgam eles (FMI, UE, BCE) para convocarem partidos? Bem fez o Jerónimo de Sousa ao denunciar: “Ligaram de manhã para dizer que à tarde estariam na sede do PCP: reconhecemos este tom mandante”.


Outra coisa e também a propósito da entrevista na sic, de ontem da Clara de Sousa, Jerónimo de Sousa, errou ao não perguntar à jornalista laranjinha e saloia,digo até com frontalidade a roçar a provocação, ignorante, para sair da crise e das medidas leoninas do FMI, de exigir que o Banco Central empreste o dinheiro directamente, com o juro a que emprestam aos bancos?

Que neste caso seria de 1% em vez dos 6,7, 8, 9, 10 %, porque não?

Pensem nisso...

FMI: Resgate à banca e ao grande capital.


Ao anunciar a falência, Teixeira dos Santos ajudou os especuladores a ganharem mais uns milhões com os juros da nossa dívida soberana; mas, sobretudo, tornou claro que o Governo iludiu a situação real do país nos últimos meses e que a oposição falhou no seu papel fiscalizador. Não é por fazer 30 perguntas agora, quando sabemos que elas serão respondidas pelos técnicos estrangeiros instalados no Ministério das Finanças, que as supostas oposições o PSD,CDS-PP se redimem do seu rotundo fracasso.
A confissão de Teixeira dos Santos veio confirmar que quando José Sócrates rejubilava com os primeiros dados da execução orçamental de 2011, a bancarrota já estava iminente. E não seria o PEC 4 a impedi-la, dado que as principais medidas que ele consagrava só produziriam efeitos em 2012 e 2013.

Por exemplo aqui podem ouvir neste link http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1828896 o nosso ainda ministro das finanças a proclamar que ainda vai ajudar a banca, que com lucros de milhões ainda vai espremer o Estado, entenda-se todos os Portugueses, para aumentarem os seus lucros.


Portugal vive a crise mais grave depois do 25 de Abril, em que está em curso uma gigantesca operação de manipulação da opinião pública, levada a cabo pelo governo, pela direita, e pelos comentadores que têm acesso privilegiado aos grandes media, para levar os portugueses a pensar que existe apenas uma “solução” – a dos PEC´s e agora a da U.E., BCE e FMI- que devem aceitar e resignar-se, é fundamental mostrar que existe uma alternativa que, para ser mobilizadora, terá de ser global, coerente, consistente e exequível, não podendo se limitar a meras palavras de ordem, ou a propostas ou reivindicações isoladas ou desarticuladas. Mas para isso é necessário saber como se chegou e por que se chegou à actual situação.

A situação actual é muito diferente da que existia aquando das intervenções do FMI em1978/79 e em 1983/84. E isto porque foi a partir da última intervenção do FMI em Portugal, que se iniciaram, com Cavaco Silva, as privatizações em larga escala das empresas públicas, perdendo o Estado instrumentos importantes de politica macroeconómica, e passando o poder económico a dominar o poder politico e a condicionar toda a politica económica do País. Pode-se mesmo dizer que a situação actual do Pais resulta de uma politica económica orientada para servir os objectivos desses grupos de elevados lucros. Para o conseguir, face ao crescimento anémico da economia portuguesa, o País, o Estado, as empresas e as famílias endividaram-se profundamente.

O Estado endividou-se para construir, entre outras coisas, estádios de futebol, auto-estradas e adquirir submarinos, ou então cobrir gastos em que não existiu uma vontade politica séria para combater eficazmente o desperdício e a má gestão garantindo assim gigantes lucros aos grupos económicos. Promoveu-se o transporte rodoviário muito mais caro, poluente e criador de dependência externa, em prejuízo do transporte ferroviário e marítimo. O governo multiplicou Parcerias Público Privadas, a maioria auto-estradas, cujos custos atingirão nos próximos anos cerca de 60.000 milhões €, que asseguraram elevados lucros aos grupos financeiros e da construção civil.

Ainda quero acrescentar que a situação actual é também diferente e mais grave do que a existente em 1977/78 e em 1983/84, quando os governos de então pediram também a intervenção do FMI, porque Portugal, com a entrada no euro, perdeu o poder para alterar a taxa de câmbio e para emitir moeda.

Agora pergunto eu, se realmente é isto que querem? Se sim então votem na Troika PS, PSD, CDS-PP, se não, votem na Esquerda patriótica que nunca teve responsabilidades na situação que vivemos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

OTELO ou SERÁ MAIS O OTOLO??


OTELO ou SERÁ MAIS O OTOLO??

Como sempre, desde míudo, que desde que leio ou ouço qualquer palavra oriunda deste indivíduo, que um certo e determinado desprezo, acompanhado de uma certa vontade que não vou confessar aqui, porque prezo a justiça, não a comentando aqui, me invadem para dizer algo sobre este fulano,hoje cheguei a uma conclusão além de reaccionário e de ser apoiante de uma das "pérolas" do nosso Portugal, o Isaltino Morais, é mais um caso de doença psiquiátrica profunda e irreversível, por isso hoje e para calar alguns "catedráticos" da politica, findo aqui as últimas palavras sobre o Otelo.

A 12 dias do 37º aniversário do 25 de Abril, numa declaração com poderosíssimos efeitos mediáticos causando efeitos práticos , Otelo Saraiva de Carvalho resolveu declarar que se soubesse como o país ia ficar, não fazia a Revolução. Então hoje não poderíamos falar, os grandes dominavam na mesma, todos teríamos a 4ª classe, não nascíamos em Hospitais, a minha avó viúva viveria na miséria, tinha acabado de comer meia sardinha agora e logo comia outra meia sardinha, e não poderia ouvir José Afonso e Adriano como ouço agora, talvez já estivesse sido denunciado pelo Pachel. Felizmente que quem faz revoluções são os povos e não loucos. OTELO?? CALEM ESSE (O)TOLO agora e para sempre.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A receita para a sopa dos pobres. Agora pode sorrir... Está a ser gamado


Hoje é mais um dia negro na história do nosso país, digo mais um, porque nos últimos séculos o país tem regredido para a idade da pedra, em mentalidades, em práticas e vícios, uma corrupção legalizada e institucionalizada, outra nem por isso, formada por um poder politico podre, uma justiça sem moral nem virtude, um poder económico nacional e antinacional-internacional que em conivência estrita com as agência de rating espremem os euros do povo, para aumentar o lucro do rei-milhão, assim sendo apenas resta a sopa dos pobres, pois aqui está a receita para a sopa.


O INE, divulgou o "Procedimento dos Défices Excessivos" que enviou à Comissão Europeia, para esta controlar o défice orçamental português, onde revela que, contrariamente àquilo que constava do PEC-4 do governo, a Divida Publica em 2010 não era 142.178 milhões € (82,4% do PIB) mas sim 159.433 milhões € (92,4% do PIB), ou seja, mais 17.255 milhões €; e que, em 2011, a Divida Pública atingirá não 152.486 milhões € (87,9% do PIB) como dizia o governo no PEC-4, mas sim 168.793 milhões € (97,3 do PIB), ou seja, mais 16.203 milhões €. Este aumento da Divida Pública resulta (uma parte) de dívidas que até agora o governo tem procurado ocultar (desorçamentando-as), no seu intuito de iludir a opinião pública e que agora, por imposição da UE, foi obrigado a incluir.

Essas dívidas são os "buracos" de 1.800 milhões € do BPN e de 450 milhões € do BPP, consequências de uma gestão danosa, que o governo assumiu, e que agora os contribuintes terão de pagar; e de 3.169 milhões € de euros de dividas das empresas de transportes públicos que, como consequência da politica irresponsável que o governo tem seguido neste sector (até a esta data o governo não assinou um único contrato com qualquer uma delas, como recomendou o Tribunal de Contas, que definisse com rigor os direitos e obrigações dessas empresas, o que permitiu, por um lado, que o governo transferisse para elas uma parte dos défices orçamentais e, por outro lado, se multiplicassem nelas, com total impunidade, actos de má gestão dos "amigos" que nomeou como administradores, com elevados custos para o País); repetindo, o governo foi obrigado agora a incluir mais 5.419 milhões € de dividas, o que fez subir o défice orçamental, em 2009, dos 9,3%, que tinha anunciado anteriormente, para 10%, e, em 2010, dos 7,3% previstos para 8,6% do PIB. Como temos denunciado nos estudos que temos divulgado, existem ainda mais défices orçamentais que o governo tem transferido para as empresas públicas que ainda não foram incluídos. São, por ex., os casos da CP cujos prejuízos acumulados até ao fim de 2009 já eram superiores aos seus capitais próprios em 2.234 milhões €, e os dos Hospitais EPE de 1.341,3 milhões € de prejuízos até 1º sem. 2010.

Desta forma, está-se a criar uma situação que é incomportável para o País e para os portugueses. Segundo o INE, em 2010, os juros da Divida Pública atingiram 5.195 milhões €, o que representa uma taxa de juro média ponderada de 3,5% ao ano. Em 2011, a Dívida Pública consolidada das Administrações Públicas atingirá, segundo o INE, 168.756,6 milhões €. Se se tivesse de pagar uma taxa de juro de 8% por esta divida, que é aquela que os chamados "mercados" já estão a impor em certos empréstimos a Portugal, o País teria de pagar pela mesma, só de juros, 13.503 milhões € – o que é mais daquilo que, segundo o INE, existe em 2011 para investimento público (3.807 milhões €) e no OE de 2011 para transferir para o SNS (8.140 milhões €). Mesmo admitindo uma taxa de 6%, que é aquela que a Irlanda está a pagar ao FMI e à UE, Portugal teria de pagar por uma dívida com aquela dimensão 10.128 milhões € de juros por ano, o que continua a ser incomportável para um país em profunda crise económica (recessão económica) e social. E a banca que impõe estas taxas depois vende essa mesma dívida ao BCE (mas os Estados estão impedidos de o fazer) pagando uma taxa entre 1% e 1,75% e embolsando lucros especulativos. O BCE transformou-se assim num instrumento ao serviço dos bancos na exploração dos contribuintes europeus. É urgente acabar com esta espoliação. Na Islândia a população protestou e os credores tiveram de baixar a taxa de juro e de alargar o período de amortização para 37 anos. É necessário também que os portugueses ponham cobro a esta politica de desastre que Sócrates e, agora também Passos Coelho, querem prosseguir.

A situação em 2011 e nos anos seguintes será ainda mais grave. Irresponsavelmente, Sócrates comprometeu-se com a UE a reduzir o défice orçamental em, 2011, para 4,6% e, em 2112, para 2% do PIB. Passos Coelho, já foi a Bruxelas e à Alemanha de Merkel, em autêntica vassalagem, a comprometer-se com os mesmos objectivos. E isto quando em 2010 o défice foi de 8,6%. É certo que 1,8% do PIB dizem respeito às dívidas de 2.250 milhões € do BPP e BPN e 793 milhões € da REFER, Metro de Lisboa e Metro do Porto. Mesmo se retiramos aos 8,6% os 1,8% ainda ficam 6,8%. No entanto, uma parte da redução do défice de 2010 é ilusória pois foi conseguida através da transferência dos Fundos de Pensões da PT e da Marconi (2.693 milhões €, 1,6% do PIB). E esta redução sendo ilusória terá de ser somada aos 6,8% o que dá 8,4% do PIB. Assim, o que Sócrates e Passos se comprometeram em 2011 foi reduzir o défice de 8,4% para 4,6% do PIB em 2011, ou seja, em 6.592 milhões € (3,8% do PIB). É evidente, com a recessão económica e a consequente quebra de receitas fiscais que as medidas já aprovadas pelo governo não serão suficientes. Portanto, se a actual politica continuar, seja com Sócrates ou Passos Coelho, serão necessários mais PECs.

Como afirmou Paul Krugman, prémio Nobel da economia referindo-se a Portugal:
"A redução da despesa em períodos de desemprego elevado é um erro. Os defensores da austeridade prevêem que esta produza dividendos rápidos sob a forma de aumento da confiança económica, com poucos ou nenhuns efeitos negativos sobre o crescimento e o emprego; o problema é que não têm razão. Cortar na despesa numa economia em recessão acaba por ser contraproducente nem que seja em termos fiscais: quaisquer poupanças na despesa são anuladas pela redução da receita fiscal resultante da contracção da economia. É por isso que a estratégia correcta é emprego primeiro e défice depois".

Em Portugal, quem defenda a mudança da politica que está a ser seguida, que está a conduzir o País e os portugueses ao desastre, é acusado, pelo governo, por toda a direita e pelo pensamento económico neoliberal dominante nos media de pertencer à esquerda radical. Desta forma, procura-se isolar e desacreditar, perante a opinião pública, todo o pensamento diferente. O pensamento económico oficial, papagueado nos media, pelos comentadores oficiais, procura assim transformar-se na única verdade, ou seja, na cultura dominante. E, como referia já Pierre Bourdieu, em Poder simbólico, a cultura dominante procura impor " a legitimação da ordem estabelecida ", surgindo como um "poder quase mágico que permite obter o equivalente daquilo que é obtido pela força (física ou económica), contribuindo assim, segundo a expressão de Max Weber, para a "domesticação dos dominados", ou seja, para a sua passividade, resignação e aceitação. No entanto, quem não se deixe subjugar pela gigantesca operação de manipulação da opinião pública em curso ou pelas benesses do poder sabe bem que esta politica é um grande erro, é mesmo um autêntico suicídio.



É preciso dizer que este pedido de ajuda para pagar tão significativa Divida Pública fará aumentar os juros a pagar, o que acabará por determinar mais cortes nas despesas com as funções sociais do Estado (por ex., prestações sociais, pensões, SNS, etc), com consequências sociais e económicas desastrosas, se a actual politica de obsessão do défice e de juros especulativos se se mantiver.

Em 2010, a taxa de juros média ponderada foi 3,3% e a prevista pelo INE para 2011 é de 3,7%, o que fará subir a despesa do Estado com juros em 22%, pois passará de 5.195 milhões € para 6.327 milhões €. O valor de juros previstos pelo INE para 2011, é já superior a todo o investimento público previsto pelo INE para este ano, e representa 77,6% das transferências do OE para o SNS que, entre 2010 e 2011, diminuíram já de 8.699 milhões e para 8.140 milhões €. No entanto, Portugal já está a pagar pelos empréstimos que contrai taxas de juros muito superiores a 3,7%, que variam entre 5,7% (empréstimos a um ano) e mais de 9% (empréstimos a 3,5, 6 e 7 anos). Admitindo uma taxa de 8%, pela divida de 168.783 milhões €, Portugal teria de suportar uma despesa anual só com juros estimada em 13.500 milhões €, o que é incomportável. E com uma taxa de juros de 6%, que é a que a Irlanda esta a pagar ao FMI e à União Europeia, daria uma despesa anual de 10127,6 milhões €, o que continuaria a ser incomportável para um País que vai entrar em recessão económica prolongada como consequência da politica contraccionista que Sócrates e Passos Coelho pretendem seguir, pois foi esse o compromisso que ambos já assumiram perante a União Europeia e Merkel.

É certo que este ano, a substituição da divida antiga mais a divida nova soma cerca de 45.000 milhões €, e é só esta que estará sujeita a estas taxas, mas com o tempo e a substituição gradual de toda a divida, Portugal acabará por suportar juros especulativos incomportáveis. Para além disso, os bancos cobram ao Estado Português taxas entre 5,7% e 9%, e depois vendem essa mesma divida ao BCE pagando uma taxa de juros entre 1% e 1,75%, obtendo lucros especulativos à custa dos contribuintes portugueses, e o Estado português continua a não se poder financiar junto do BCE. Só aquela diferença de juros permite à banca obter, para 45.000 milhões €, um lucro de 2.500 milhões € extra. Agora pode sorrir... Está a ser gamado

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dois anos de blog


Pois é, seria insensato não mencionar os dois anos de blog, não quero aqui discutir qualidade ou quantidade, apenas fazer uma breve referência de dois anos a bloggar, onde não quero falar das dificuldades ou dos celeumas que este causou, isso é passado, afinal de contas o blog esta aqui, forte, vivo, actuante e coeso.

Quero agradecer aos leitores, pela paciência, pela leitura atenta e apaixonada, pelo encorajamento, que sem eles/ elas, seria impossível continuar com mais força e mais afinco.


OBRIGADO.

Eu quero sair da União Europeia: FINIS PATRIAE



Este título além de uma homenagem ao Finis Patriae de Guerra Junqueiro é uma opinião pessoal que considero imperativa e que a história se encarregara de confirmar a validade da opinião sobre a péssida adesão de Portugal à União Europeia.

A história da adesão de Portugal ainda à denominada C.E.E. e da capitulação da nossa soberania nacional, representa e a história assim o irá confirmar como um dos capítulos mais vergonhosos que algum dia a nossa pátria assistiu, a par da entrega pela parte da nobreza da nossa soberania aos Espanhóis, da submissão aos Ingleses, do mapa cor-de-rosa.


Para quem não sabe ou finge não saber a adesão de Portugal à C.E.E. já estava a ser negociada no tempo da ditadura, no entanto existem "argumentos" que Portugal nunca seria admitido na dita C.E.E. porque não era um país democrático, mas afinal de contas Portugal também pertencia à muito democrática NATO, que no dia 4 de Abril de 1949 admitiu Portugal como seu membro fundador, apesar dos signatários estarem obrigados e determinados a salvaguardar a liberdade dos seus povos, a sua herança comum e a sua civilização, fundados nos princípios da suposta democracia.


Portugal pelo seu atraso económico nunca foi capaz nem de competir com os países mais desenvolvidos num mercado único, no qual ficamos privados de protecção aduaneira, somando a isso a destruição de importantes sectores do aparelho produtivo, e limitações à nossa independência nacional, e ninguém me convence que Soares e grande parte do Partido Socialista não passam de traidores puros, porque foi o mesmo PS de Mário Soares que introduziu o novo conceito de ««Soberania partilhada»».


A união económica e monetária criou a centralização e preponderância nas decisões da matéria monetária e económica e financeira nos países mais desenvolvidos, entenda-se a Alemanha e a França.


Deixamos de ter uma politica externa independente, ao sabor dos ditames da mesma União Europeia, também esta influenciada pelos E.U.A. criando sérias e graves limitações aos nossos interesses e a seguirmos uma politica de paz e amizade com os povos, respeitando a soberania das nações.


Estes ditos mercados e estes recentes eventos para agudizar os especulativos ataques financeiros nos mercados de dívida pública dos países do sul da Europa. As taxas de juro exigidas aos Estados atingem níveis recorde e arriscam chegar a níveis insustentáveis que põem em causa a capacidade de pagamento futura destes Estados. Devido ao natural aumento dos défices públicos, presentes em todos os países do centro capitalista, que evitaram que uma “grande depressão” se instalasse face à crise financeira de 2007-09, os mercados de financiamento público mais pequenos e vulneráveis viram-se como objectos apetecíveis da especulação de numerosos agentes financeiros que ainda há poucos meses tinham sido salvos pelos Estados. Este processo tem sido propulsionado pelas oligopolistas e descredibilizadas agências de notação internacionais (sediadas nos Estados Unidos da América e cuja incompetência na avaliação dos riscos foi fortemente evidenciada nos escândalos que abalaram o sistema financeiro ), alimentado pelos agentes financeiros que procuram ganhos imediatos.


Por estes motivos mais que suficientes, declaro, sou Português, sou patriota, quero continuar a ser e quero sair da União Europeia antes do FINIS PATRIAE:


FALAM POCILGAS DE OPERÁRIOS:

Crianças rotas, sem abrigo...
A enxerga é pobre e a roupa é leve...
Quarto sem luz, mesa sem trigo...
Quem é que bate ao meu postigo?
- A Neve!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Lobo com pele de cordeiro...




Existem pessoas neste Mundo que de uma forma muito particular, não vou dizer que sejam engraçadas,mas como de gente estúpida e fadadas para "currículos" invejáveis de idiotices estou eu cheio, também porque isso seria um insulto a milhares de pessoas que morreram, aos seus familiares, ao seu país, ao conceito inerente de liberdade, apelido de pessoas meramente hipócritas, asquerosas e fascistas.

Escrevo este artigo, porque na data em que o estou a escrever,a intitulada comunidade internacional, mostra-se muito preocupada com a situação dramática que se vive na Líbia de Kadhafi, onde também condeno a repressão violenta contra o seu povo, mas sei bem distinguir o que neste momento é uma clara ingerência dos E.U.A. e de alguns países, como não poderia faltar ao "baile" Israel...


Tzipi Livni escreveu sobre a obrigatoriedade dos Árabes cumprirem o direito internacional , mas recusou cumprir o próprio ainda por cima uma advogada que conhece bem o direito internacional, onde em uma ameaça disfarçada e uma ingerência
"pede" que as "democracias emergentes" e restantes países Árabes (resta saber onde ela viu democracias no Egipto e na Tunísia até ao momento...) para obedecer a um código internacional para a formulação de suas políticas, de modo a excluir o extremismo. A peça parecia idealista, ela invocou idéias da comunidade internacional e do direito internacional.


Mas os papéis da Tzipi Livni sobre a Palestina publicados pela Al Jazeera no mês passado mostram que Livni rejeitou e rasgou qualquer noção de comunidade internacional, especialmente aqueles que envolvem países Árabes, quando ela falou sobre a conduta de Israel, referiu-se assim... " Eu sou contra a lei - em lei específica. Direito Internacional em geral ", ela disse a um interlocutor palestiniano em 2007, quando se preparavam para a reunião de Annapolis convocada pela administração Bush.
Livni rejeitou explicitamente a ideia de que a iniciativa Árabe de Paz, aprovada por 22 países Árabes, que emolduraram a resolução do conflito.

E claro, escusado será dizer, que um ano depois, ela ajudou a lançar um ataque contra Gaza que matou mais de 1.300 pessoas e foi objecto de uma investigação jurídica internacional - o relatório Goldstone que também rejeitou.

Será que os E.U.A: e a NATO também irão bombardear Israel?