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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Já chega de aldrabar.





Já começa a aldrabar....
Este já começa mal, pois como podemos ver em entrevista, já mente, pois primeiro diz que tem que racionalizar o estado, como diz que consta do seu programa, algo que já irei desmistificar, mas conforme o que diz o programa de ajuda internacional...

Agora vamos ás datase que no dia 4 de Maio, já sabíamos as "medidas", mas só no dia 8 é que o PSD apresenta o seu plano de governo, o seu programa eleitoral.

Temos por exemplo no dia 20 no ministério das finanças a confirmação sobre a confirmação das condicionantes da politica económica, é caso para perguntar, afinal quem governa isto é mesmo o estrangeiro.

Mas melhor ainda, a aldrabice é tão intensa é que no «Prós & Contras» da RTP, o senhor Nogueira Leite, do PSD, a disse que oitenta e tal por cento dos portugueses ou eleitores «referendaram, consciente ou inconscientemente, o acordo» com a troika estrangeira. Mas, meus queridos meninos e meninas: como é que podem querer apresentar as eleições de ontem como tendo sido um referendo aos memorandos se, em toda a campanha oficial, Sócrates, Passos Coelho e Paulo Portas não se referiram uma única vez a alguma medida concreta constante dos memorandos??

Já chega de este povo ser mesmo enganadinho ou de então ser mesmo....


Veja a entrevista AQUI

Análises


Os resultados quase finais falam por si e atestam: uma clara derrota e um severo castigo eleitoral do PS (perda de 8 pontos percentuais em relação a 2009 e da posição de partido mais votado), o que significa que o seu desgaste e relativo isolamento eram tão grandes que nem conseguiu aproveitar a série de tiros no pé dados na campanha do PSD, de nada adiantando que o PS venha culpar o PCP e o BE pelo ascenso da direita porque o PS é que foi vítima de si próprio e da sua política e, depois de ter andado anos e anos a alimentar tigres (a direita) com bifes, não se pode queixar que os bichos já não se contentassem com ossos ou cenouras; uma expressiva vitória eleitoral do PSD, que contando com o CDS lhe dá direito a formar governo, baseada mais no cansaço com Sócrates e o governo do PS do que nos méritos ou esperanças com o PSD e o seu programa; um crescimento eleitoral do CDS que acaba por ser afectado por ficar longe das expectativas criadas pelas sondagens e cavalgadas por Paulo Portas, que beneficiou outra vez da regular amnésia sobre o seu passado como governante e alguma coisa deve ter beneficiado da táctica de se distanciar da vertigem ultra-liberal do PSD (coisa que meterá rapidamente na gaveta em troca de umas pastas governamentais); atentas as difíceis circunstâncias destas eleições, um significativo e importante resultado da CDU que, nas forças à esquerda da direita, é a única que regista um crescimento eleitoral e que elege mais dois deputados (um dos quais por Faro, onde não elegia há 20 anos); uma séria quebra eleitoral do BE (menos 4,5 pontos percentuais do que em 2009) o que parece confirmar a volatlidade e outras características específicas de parte significativa do eleitorado deste partido.

Os presentinhos...


Agora que já sabemos os passos que vão ser dados e as portas que nos irão ser fechadas, aqui ficam os presentinhos que nos vão presentear o PSD e o CDS-PP:

gravamento da exploração
- Facilitação e embaratecimento dos despedimentos, reduzindo a indemnização paga pelo patronato de 30 para 10 dias (por ano de trabalho) e alargando as possibilidades de despedimento por “justa causa”;

- Redução da duração máxima do subsídio de desemprego para um máximo de 18 meses e limitação do seu montante a 2,5 IAS, com redução sistemática do seu valor após seis meses;

- Flexibilização do horário de trabalho por via do “banco de horas”, redução do valor pago pelas horas extraordinárias;

- Ataque à contratação colectiva e ao papel dos sindicatos na negociação



Ataque aos rendimentos de trabalhadores e reformados
- Congelamento do salário mínimo nacional e desvalorização geral dos salários por via da alteração da legislação de trabalho e do subsídio de desemprego;

- Diminuição real de todas as pensões e reformas durante três anos, incluindo as pensões mínimas, e corte das de valor superior a 1500 euros;

- Aumento do IVA, designadamente nas taxas de bens e serviços essenciais, e de outros impostos indirectos;

- Aumento do IRS por via da redução/eliminação de deduções ficais (saúde, educação, habitação), incluindo o agravamento da tributação das reformas e pensões e introdução do pagamento de imposto sobre rendimentos de apoios sociais;

- Eliminação das isenções de IMI nos primeiros anos após a compra da casa, a par do aumento dos valores matriciais de referência e das taxas aplicadas;

- Aumento dos preços de energia eléctrica e do gás, por via da sua liberalização e do agravamento do IVA;

- Aumento do valor das rendas e facilitação dos despejos;

- Continuação dos cortes nas prestações sociais;

- Agravamento significativo das taxas moderadoras, diminuição das comparticipações dos medicamentos;



Ataque aos trabalhadores e às funções do Estado
- Cortes significativos na saúde, educação, justiça, administração local e regional;

- Encerramento e concentração de serviços (hospitais, centros de saúde, escolas, tribunais, finanças e outros serviços da administração central e regional);

- Congelamento durante três anos dos salários dos trabalhadores da administração pública; redução de dezenas de milhares de postos de trabalho na administração pública;

- Eliminação de freguesias e municípios em número significativo, afastando vastas zonas do território e largas camadas da população de serviços essenciais;



Privatizações
- Privatizações – aceleração da entrega de empresas e participações estratégicas ao capital privado;

- Já em 2011 privatização da participação do Estado na EDP, da REN e da TAP;

- Alienação dos direitos especiais do Estado (“golden shares”) em empresas estratégicas como a PT;

- Privatização da Caixa Geral de Depósitos no seu ramo segurador (mais de 30% da actividade financeira do grupo), bem como de outros sectores de actividade, designadamente no estrangeiro;

- Extensão do processo de privatizações às empresas municipais e regionais;

- Ofensiva contra o sector público de transportes de passageiros e mercadorias, designadamente com a privatização da ANA, CP Carga, Linhas ferroviárias suburbanas, gestão portuária, etc.;

- Venda generalizada de património público;

- Transferência para o sector privado, por via do encerramento e degradação de serviços públicos, de vastas áreas de intervenção até aqui asseguradas pelo Estado;



Mais apoios à banca e grupos económicos
- Banca e grupos económicos isentos de qualquer medida de penalização;

- Transferências de 12 mil milhões de euros para a banca, acrescida de garantias estatais no valor de 35 mil milhões de euros;

- Consumação da assunção pelo Estado dos prejuízos da gestão fraudulenta do BPN, através da sua privatização até Julho de 2011, sem preço mínimo e liberta de qualquer ónus para o comprador;

domingo, 5 de junho de 2011

Os "socialistas" do século XXI





Existem momentos que são únicos, existem imagens que valem por mil palavras, já aqui tinha publicado um video sobre a campanha do partido socialista, onde podemos ver Paquistaneses, Indianos, Moçambicanos, a apoiarem o partido socialista, agora publico duas fotos sobre o desespero do partido socialista, e um pequeno boy, um boy com tiques salazarentos, mas não fico surpreendido, no partido socialista vemos de tudo.

Quero também perguntar ao Augusto Santos Silva, o tal que acusou as autarquias pcp de pagar autocarros, para canalizar apoiantes para a campanha, para o Santos Silva, deixo aqui mais uma foto, para perguntar se estes têm vindo de charters ou se têm vindo de barco ilegalmente, e participam em campanha, pela chantagem da promessa de obterem a nacionalidade portuguesa.

Tinha vergonha de ser do partido socialista.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O humorista


Descobri ao fim destes meus jovens anos a observar a politica portuguesa, quem de facto é o homem que é o expert da mesma, ou afinal é o humorista de serviço.

É que um dos homens mais ricos deste país, colaboracionista do antigo regime, militante número um do PSD, agora anda a dar lições de esquerda aos portugueses.

Desde que vi Paulo Portas também a dar lições de esquerda ao PS, fiquei surpreendido, não pelo Portas, porque já de si o Paulinho já constitui um espectáculo degradante, mas porque cheguei à conclusão que o PS é o ninho da águia da direita.

Agora foi a vez
de Francisco Pinto Balsemão brilhar, pois este avisou esta terça-feira que não será o “esquerdismo tardio” de Paulo Portas, nem o “conservadorismo serôdio” de José Sócrates que farão o PSD “mudar de rumo”.

Ainda me lembro quando em Portugal ninguém dizia que era de direita e o CDS era um partido de Centro. Hoje esse mesmo partido é acusado de "esquerdismo" pelo Homem dos Bilderberg em Portugal. Ao que chegámos.

Já começaram as confissões

António Nogueira Leite, conselheiro económico de Passos Coelho, reconhece que Portugal tem pouca margem de manobra e adianta a possibilidade do país ter de renegociar a dívida. «Vamos ter de discutir isto mais à frente, mas a aritmética não oferece discussão. É assim mesmo. As contas são estas estas».

Todos sabem o que aí vem, todos sabem que o discurso da beira do precipício não funciona quando já se está a cair dele abaixo, todos sabem que isto não é solução e todos nos pedem que votemos em que defende que continue tudo na mesma. Não é um por cento no IVA ou mais uma ou menos uma privatização que fazem com que seja diferente.

Apontamentos sobre a história da URSS


Discurso de uma reunião da Duma (parlamento russo) pelo deputado V. I. Ilyujin.
Moscovo, 16 de Junho de 2010.
Na Duma Estatal da Federação da Rússia, Viktor Ilyujin, Vice-Presidente da Constitucional do Parlamento Europeu de Desenvolvimento e honorários advocatícios da Rússia, emitido em 16 de Junho de 2010, fez um discurso em nome do grupo parlamentar do PCFR, em sessão plenária da Duma. No seu discurso, V. I. Ilyujin relatou a falsificação em grande escala de registos russos. Ilyujin pediu novamente e formalmente à Duma Estatal o início de um inquérito parlamentar sobre as verdadeiras circunstâncias do caso Katyn. Além disso, Ilyujin propôs eliminar a lacuna existente na legislação russa e para alterar o Código Penal, de modo a prever a responsabilidade por fraude e falsificação de registos de significado histórico.
«Senhoras e senhores: há uma ideia geralmente aceite, segundo a qual a história é escrita e feita por jornalistas e escritores. De certa forma isso é correcto. Mas nós temos todas as evidências crescentes de que a história moderna do nosso país, também é escrita por falsificadores.
O nosso grupo tem a informação que, obviamente, precisa ser cuidadosamente analisada por um inquérito parlamentar. Na década de 90 do século passado, durante a posse do governo do presidente Yeltsin, criou uma poderosa equipa de especialistas em falsificação de documentos históricos da União Soviética, principalmente a partir de documentos relacionados com o período estalinista. O objectivo dessas actividades foi para desacreditar o governo soviético de gestão e equiparar o estalinismo com o fascismo.
Este grupo foi formado por membros dos serviços secretos russos, também envolvido o Instituto 6º do Estado Maior General das Forças Armadas do país. Este grupo ocupou o prédio da antiga casa do Comité Central do PCUS, na cidade de Nagorniy, nos arredores de Moscovo. É possível que este grupo, ou algumas das suas peças, continuem operacionais até hoje.
A sua maior actividade coincidiu com o período da desclassificação de documentos do Comité Central e do Bureau Político, realizado no início dos anos 90 por uma comissão governamental liderada por Mikhail Poltoranin. Segundo informações na nossa posse, esses manipuladores forjaram milhares de documentos que foram introduzidos nos arquivos.
Já foi determinado que o chamado “testamento de Lenine” foi uma farsa, e alguns outros documentos relacionados com a abdicação do czar Nicolau II em parte ou, por exemplo, documentos comprovativos de que Estaline foi um agente da polícia [Ojranka czarista, N.T.], bem como muitos outros documentos. Hoje podemos dizer que a famosa “Carta de Beria”, datada de Março de 1940, em que este supostamente afirma que o Politburo do VKP (b) abreviação [do Partido Comunista, antes de passar a chamar o PCUS, N. T.] deve dar o seu consentimento para executar 27.000 prisioneiros de guerra polacos, é uma falsificação. Nós apresentamos um relatório de um estudo realizado por especialistas (Ilyujin exibiu o documento) onde está documentado o que quero dizer. Também foi forjada a nota da resolução do Politburo do alegado consentimento para a execução dos polacos.
Eu apresento o relatório dos peritos sobre falsificação de documentos sobre a suposta colaboração entre a Gestapo e a NKVD. Aqui está o relatório (Ilyujin mostra os documentos.) Estamos extremamente alarmados e preocupados com uma série de razões, principalmente por causa da falsificação de documentos, que foram colocadas em circulação dita científica, estes documentos são apresentados como autênticos na literatura histórica, documentários e arte, criando na população uma visão distorcida do nosso passado recente.
Estamos cientes de que a início dos anos 90 muitos arquivos russos abriram as suas portas para que os documentos pudessem vagar livremente, e que o Estado não se opôs a estes factos mas que até incentivou essa bagunça.
A nossa tese é reforçada pelo facto de que o ex-assessor de Yeltsin, Dmitri Volkogonov, ter apresentado para a Biblioteca do Congresso centenas de registos, ambos originais e carimbados “top secret” e “segredo”. Estes documentos agora circulam por toda a Europa.
Temos provas de que foram forjados carimbos e notas, cópias falsas da assinatura de Estaline, Beria e outros (Ilyujin mostra um saco de carimbos). Também as formas “em branco” de 30 e 40 que foram usados para fazer documentos falsos.
Aqui eu apresento (Ilyújin mostra a pasta) o volume com os registos: esta é a correspondência da NKVD, a NKGB e do Comissariado do Povo da Defesa da URSS na era Estaline. Este volume foi criado com um propósito: legalizar documentos falsos, incluindo a letra criada em nome do Estado-Maior General do Exército Vermelho. Infelizmente, ocorreu que a legalização destes documentos falsos circulam livremente, mesmo entre os organismos científicos.
Este volume (Ilyújin mostra a pasta) tem um rótulo que diz “guardar para sempre”. Então a questão é: Como é possível que esses documentos não estejam nos arquivos? Mudou-se livremente o local e são acessíveis a um grande número de pessoas?
Em relação às minhas declarações à imprensa, o director dos Arquivos de Estado do país, Serguei Mironenko disse que isso era impossível e que, supostamente, estou a especular. Do alto desta tribuna, declaro: estou pronto a renunciar à minha posição como deputado, se Mironenko mostrar que nenhum documento deste volume refere os acontecimentos históricos dos anos 30 e 40 do século passado (aqui, cortaram o som do microfone) e não era obrigado a permanecer nos arquivos. E se ele não for capaz de o provar, deve renunciar ao cargo.
Revisitar a necessidade de um inquérito parlamentar sobre o fuzilamento de prisioneiros de guerra polacos perto de Smolensk (Katyn), bem como a falsificação de documentos históricos. No futuro próximo iremos propor alterações ao Código Penal em matéria de responsabilidade por fraude e falsificação de registos que têm importância histórica.

Este Domingo dia 5 é altura de fazer algo simples:

É por isto que muitas vezes tomei posições duras contra o B.E.


«Nas esquerdas, o Bloco é o único partido que mostra estar em estado de necessidade, pois o PCP conserva a fidelidade das suas hostes na egolatria escapista do leninismo senil, viciada no protesto metódico, ritualizado, burocrático e inconsequente»


E pergunto eu… “Ó Samuel, e por que dianho foste interessar-te por uma frase tão imbecil?!”.
Porque mesmo ferida de uma hilariante tolice, tanto no conteúdo como no estilo, infelizmente mostra ao que eles vêm. Se não mostra ao que vem o BE, no discurso oficial, é bem clara quanto ao pensamento de muitos dos seus militantes e quanto ao seu ódio vesgo aos comunistas, como se pode ver, ouvir e ler por aí, todos os dias, em colunas de jornais, comentários televisivos, blogues...Isto vem mostrar que, independentemente do acerto e da importância das convergências pontuais, passadas e futuras, as (legítimas) vontades de alianças ou acordos mais vastos têm ainda um longo caminho a percorrer.

Espero que este bloquista esteja mais próximo do Partido Comunista, do que do Partido Socialista ou mesmo do Paulo Portas e do Coelho, em caso de querer mesmo mudar o país.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Fretes do Amaral


O professor Diogo Freitas do Amaral tem um percurso de vida notável. Uma espécie de viagem fascinante... que só não vai bem com pessoas que tenham tendência para enjoar com as curvas acentuadas e lombas vertiginosas.
Assim num simples esboço de resumo:
Desde «devoto de Salazar», como afirmava Marcelo Caetano, passando pela fundação do CDS, com um programa que ia “rumo ao socialismo” (na época rumavam todos!); passando por uma candidatura presidencial de direita, contra Soares... e depois passando a sentir-se muito bem ao lado do mesmo Soares; passando depois pela descoberta de Sócrates, com tal agrado que aceitou ser seu ministro... tendo agora passado a achar que Sócrates, afinal, tem «pouca cultura democrática» e acabar a achar que «Pedro Passos Coelho é que é a solução»... Freitas do Amaral já disse de tudo, já provou de tudo, já esteve com (quase) tudo, desde que isso lhe cheire a lugar ou sinecura.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mensagem importante.




"São as classes chamadas superiores que têm perdido Portugal, serão as classes trabalhadoras, as mais humildes, mas as mais úteis e activas, as de maior fé e de maior dedicação, as que contribuirão para o salvar".



Afonso Costa (discurso parlamentar de 06/02/1907)

Havia mais dignidade e honra nos que se rendiam antigamente em vez de se juntarem aos agressores.


«Se não forem os países "ajudados" a tomar a iniciativa da renegociação, acabarão por, na iminência da bancarrota, ser os próprios credores a fazê-lo (quando concluírem que sugaram todo o sangue que poderiam sugar e preferindo receber alguma coisa em vez de mais nada).

Paul Krugman proferiu esta frase a propósito da inveitável renegociação e subsequente reestruturação da dívida.

Pensem o que quiserem.

domingo, 29 de maio de 2011

Este é o feto que realmente deve ser mesmo abortado.

Jacinto Leite Capelo Rego


Jacinto Leite Capelo Rego pode vir a ser o próximo Ministro da Agricultura caso o PS se decida por uma coligação com o CDS-PP. Lembre-se que Jacinto Rego é um benemérito reconhecido do partido de Portas, tendo doado 300 euros – mais ou menos o preço que o PP cobra por este lugar no governo. Neste cenário, Paulo Portas ficaria com o Ministério da Administração Interna, e logo com a tutela das polícias, confirmando assim o seu fetiche por homens de farda.

Mas a missão de Portas dentro do governo irá mais fundo.
Tenho conhecimento que logo depois da contagem dos votos, em vez de festejar noite dentro, Paulo Portas continuou a trabalhar, tendo ido directo para o cinema ver o último filme de Quentin Tarantino, Sacanas Sem Lei. O líder do PP foi buscar inspiração para uma legislatura difícil onde terá de penetrar nas linhas socialistas nacionais e já prometeu que vai ser cruel. O objectivo de Portas será um e um só: dar cabo da paciência a Sócrates. Capelo Rego, assim que se tornar ministro do PP, já estará a dever a Portas, cem escalpes de socretinos.

Conseguiu sair dos escândalos que o afundaram, mas prevejo que novos irão chegar, é mais forte do que ele: Portas Dick em analogia à Moby Dick.

Monumentais barbaridades




Esta semana, para gáudio de televisões e jornais, todos muito imparciais, como é bom de ver, umas dezenas de jovenzitos, uniformizados a rigor nas suas vestes talares, mais parecendo seminaristas imberbes, esganiçaram as suas gargantas ainda não totalmente libertas das diatonais sonoridades da pobre idade, contra umas pinturas nas Escadas Monumentais de Coimbra. "Vandalismo" guincharam, esquecidos talvez, do que ainda há dias fizeram às ruas de Coimbra, que encheram de garrafas partidas de cerveja, cheiro a urina e vomitado.

Não saberão estes pobres ignorantes que essas mesmas escadas já foram pintadas centenas de vezes com propaganda a partidos, a listas para a Associação Académica, com palavras de ordem contra o regime fascista, a Pide, a política educativa do Estado Novo e de outros governos ditos democráticos? E centenas de vezes a tinta saiu e ninguém se indignou ou achou mal.

Estes pobres, vestidos de clérigos e com um QI a condizer, não se indignam com o que andam a fazer ao seu futuro, ao país que lhes pertence e que lhes paga os estudos. Não! Indignam-se, antes, com umas pinturas num local que, na sua ignorância, julgam ter um valor arquitectónico e cultural semelhante à Torre da Universidade; insultam quem lutou e luta pela Liberdade, por um país mais justo e mais próspero. Filhos família que, antes de uma lauta ceia regada com muita cerveja, acharam por bem irem ali provocar os "comunas" como os ouvem chamar, depreciativamente, nas suas burguesas casas.

E gritam "Coimbra é nossa e há-de ser". Nossa, de quem? Deles, que ali andam a passear as sebentas e a cantar a "Mulher gorda", exemplo máximo do apuramento cultural das suas cabecinhas, ou de tantos milhares de estudantes, e não só, que por lá passaram (passámos e continuamos), que lá deixaram a sua marca e por ela foram marcados para sempre?

A mim, meteram-me nojo, os pobres desgraçados.