Páginas

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A grande batalha de Khalkhin Gol





Porque farto de ignorância e de ler palha e vozes absurdas, aqui fica um pequeno ensinamento de história.

A decisiva batalha que viria a mudar o curso da II Guerra Mundial: Khalkhin Gol

Quase ninguém se sente motivado a falar de história, a não ser que seja para a falsear, muitos papagaios que repetem o que o dono lhes ensina, ainda que sem a veracidade e rigor que se exige, tentam no fazer, mas bem, hoje aqui fica mais uma lição e importante, sobre uma batalha importante, que sem qualquer sombra de dúvida mudou o curso da guerra a favor da URSS e da humanidade.


A batalha de Khalkhin Gol foi fundamental para a URSS não ter combatido em uma guerra de duas frentes, que seria muito mais difícil para a URSS e que teria como desfecho eventualmente a derrota da URSS.

A URSS na época, sabendo que o Japão estava lutando no rio Khalkhin-Gol, e que a derrota da Mongólia seria a porta aberta para a invasão oriental da URSS, lançou a URSS na defesa da soberania da Mongólia e da sua soberania logicamente. Portanto a URSS poderia facilmente ter acabado lutando uma guerra de duas frentes, então a velocidade com que os japoneses foram derrotados foi vital para a vitória da URSS.

As estratégias foram coordenadas com vigor e com ferocidade, sabia-se que tinha de ser uma guerra maciça e impiedosa, pois estavam em causa objectivos muito diferentes.

A estratégia de Tóquio estava dividida em duas: o Grupo de Ataque Norte, que queria tomar a Sibéria, e o Grupo de Ataque Sul, que buscava os ricos recursos do sudeste da Ásia. No fim, foi um russo que forçou a escolha japonesa.

Foi graças a Georgy Zhukov que os dois principais poderes do Eixo, Alemanha e Japão, nunca tiveram a chance de ligar suas áreas de conquista na Rússia. Zhukov preparou um ataque soviético de grandes proporções na fronteira mongol, mandando o esforço militar japonês e a história em caminhos diferentes.
A derrota forçou o Japão a escolha sua política de Ataque Sul, que infamemente resultou no ataque a Pearl Harbor.


A formidável barragem de artilharia Soviética contra os Japoneses no rio Khalkhin Gol conteve os Japoneses, para em seguida combater em toda a frente.
Os combates foram terríveis, foram um pesadelo, horrível em um pequeno pedaço de terra, de muitos quilómetros quadrados. Era impossível ver o chão devido à fumaça e às explosões, as metralhadoras derretiam naquelas planícies quentes, mas o povo passou por esse teste e defendeu sua terra.

No dia 23 de Agosto os Nipónicos tinham sido derrotados, sofrendo 61 000 baixas, o suficiente para dissuadi-los de voltar a atacar a URSS.

Estaline, na altura envolvido na assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop de não-agressão (aproximação…) entre a Alemanha e a União Soviética (assinado a 23 de Agosto de 1939 em Moscovo) não teve quaisquer dúvidas à força que quis atribuir à mensagem de resposta política e militar aos ensaios japoneses: entre 20 de Agosto e 31 de Agosto de 1939, apoiada por blindados e aviação, a contra-ofensiva soviética levou tudo à frente. A 23ª Divisão japonesa, por exemplo, teve 99% de baixas entre mortos, feridos e prisioneiros…

Mas os soviéticos pararam na fronteira. Numa perspectiva táctica, os japoneses haviam engolido os orgulhos históricos das vitórias de 1905. Mas, numa perspectiva estratégica, não era aquela a ameaça que verdadeiramente incomodava Estaline. A 16 de Setembro de 1939, depois de os japoneses haverem pedido, havia-lhes sido concedido um armistício. Na Europa, ninguém havia prestado atenção ao assunto: no dia 1 de Setembro de 1939 havia começado a Segunda Guerra Mundial…E a 17 de Setembro, dia seguinte ao da assinatura do tal armistício, a União Soviética invadia a Polónia oriental, já invadida pela Alemanha… Tinha que se começar a preparar a URSS para uma nova guerra no horizonte do ocidente da Europa.

Farto de ouvir e ler palha já ando eu, quando me dizem que a URSS colaborou com a Alemanha e o Eixo, por isso aqui fica uma resposta a esses factos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

87 euros roubados frontalmente


O muro de Jerusalém


Bande Annonce Un Mur à Jerusalem por SECOURS_CATHOLIQUE

Os futuros prémios Nobel da Economia II


Depois de ficarmos a saber que a descida no défice seja quase toda conseguida no reinado do Sócrates e o aumento no do Passos Coelho e do seu Vítor Gaspar. As culpas atiram-nas para as receitas que não subiram tanto como o esperado. Não subiram e vão ainda diminuir mais, porque há sempre um momento em que por mais que espremam já não há mais sumo para sair. Austeridade e sacrifícios colossais sobre uma recessão é o que dá. Empobrecem o país, destroiem a economia e a dívida sempre a crescer.

Combate e exercício de memória.


Quero hoje vos contar uma história real sobre Adriano Alves, reformado, de 81 anos, cultiva uma horta num terreno municipal há mais de 40 anos na Calçada de Santo Amaro, em Lisboa, tendo pago, no ano passado, 108,30 euros. No entanto, este valor vai subir para 3687,50 euros em 2014, de acordo com uma carta enviada pela Câmara de Lisboa no início do mês.


José Sá Fernandes propôs em 2007 o para aumentar as receitas municipais, criar uma marca de vinhos e azeites de Lisboa e comercializar as amêijoas e as corvinas que se pescam no Tejo.
O vereador do Bloco de Esquerda na época, que pouco depois se vendeu para garantir o lugar, entenda-se o TACHO descobriu mesmo que «se pescam no Tejo mais de quarenta toneladas [?!] de amêijoa por dia, e em matéria de vinho e azeites, está a contar com as cepas e as oliveiras da Tapada do Instituto de Agronomia.

Aqui chegado, não sei se hei-de rir ou de chorar mas, num caso ou noutro, assaltam-me algumas dúvidas que a peça de de teatro ilumina. Primeira: se o criativo vereador do PS na CML diz que se «pescam» carradas de toneladas de amêijoa, isso quer dizer que alguém as «pesca» e alguém faz alguma coisa com elas e delas obtém algum rendimento. Estará o criativo vereador a pensar «municipalizar» a apanha de amêijoas e a pesca de corvinas, como se a CML tivesse uma sua ZEE (Zona Económica Exclusiva)?. Segunda dúvida: por acaso, saberá o dr. José Sá Fernandes que há no país centenas de agricultores que deixam a azeitona ficar nas oliveiras porque o custo da mão-de-obra para as apanhar não é compensado pelo rendimento que delas obtêm ?

E quanto à questão da horta do senhor Adriano Alves? O problema é que num momento de crise como esta o cultivo de uma pequena horta no quintal ou, as Hortas comunitárias, que agora têm surgido um pouco por todo o lado, pode ser crucial para a sobrevivência dos que menos têm. Uma vergonha que mostra bem os governantes que temos.

Ou agora também quer municipalizar a desgraça? Tenham vergonha!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Evangelho segundo D. José Policarpo


"Está a fazer-me muita confusão ver, neste anúncio das medidas difíceis que até nos foram impostas por quem nos emprestou dinheiro, que os grupos estejam a fazer reivindicações grupais, de classe, não gosto", afirmou D. José Policarpo na homilia de uma missa que celebrou em Alvorninha, Caldas da Rainha.

Então a solução que o Sr. Policarpo preconiza é comer e calar? Para mim, não obrigado, vou continuar a fazer o que me compete para alterar esta situação, não vou fazer como muitos que assobiam para o lado como se não fosse nada com eles. Isso dos carneirinhos mansos e calados é o sonho dos senhores do dinheiro, comer calar e agradecer a Deus, mas não confunda Policarpo desejos com certezas.

Que ninguém duvide, que salvo raras excepções, todos os padres são a favor da miséria dos pobres para aumentar o capital dos ricos.

Este senhor esquece-se de que a igreja é o povo e se o povo não luta pelos seus direitos a igreja fica mais pobre e se calhar é isso que ele quer, que o povo fique resignado e não lute.

Ninguém se pode esquecer tempos idos em que a igreja pactuou, e educava, que o céu é dos pobres, mesmo levando chicote no lombo, fome, e exploração inclusiva infantil, se deveria aceitar com resignação as injustiças sociais. Queria igualmente lembrar que os sindicatos não são as direcções, são os trabalhadores que elegem democraticamente os seus representantes.

O que para mim é "muito estranho" é a troika não ter obrigado o governo a parar de sustentar (pagar) os colégios católicos e a não cobrar impostos a suas eminências.

Então segundo segundo a regra áurea e segundo a liberalidade do Senhor, que "se fez pobre, embora fosse rico, para nos enriquecer com sua pobreza".... Onde ficou isso na mente do nosso evangelizador Policarpo?

A arte de fazer desaparecer dinheiro de João David Copperfield Rendeiro...


Não faz oposição porque não sabe o que dizer, ou porque simplesmente concorda com as medidas do governo?


domingo, 21 de agosto de 2011

Contra o mau gosto II: Nada melhor que Joaquim Namorado


Legenda para a Vida de um Vagabundo


Nasci vagabundo em qualquer país,
minhas fronteiras são as do mundo.
Esta sina vem-me no sangue:
não me fartar...

O caminho é longo e distante
quando se quer realmente…
E nunca o cansaço, é tão grande
que um passo mais se não possa dar.


Joaquim Namorado

Porque nos dias de hoje é preciso declarar guerra ao mau gosto, aqui fica um poema brilhante de Joaquim Namorado.


Aviso à navegação



Alto aí!
Aviso à navegação!
eu não morri:
Estou aqui
na ilha sem nome,
sem latitude nem longitude,
perdida nos mapas,
perdida no mar Tenebroso!



Sim, eu,
o perigo para a navegação!
o dos saques e das abordagens,
o capitão da fragata
cem vezes torpedeada,
cem vezes afundada,
mas sempre ressuscitada!



Eu que aportei
com os porões inundados,
as torres desmoronadas,
os mastros e os lemes quebrados
- mas aportei!
e não espereis de mim a paz...


Aviso à navegação
Não espereis de mim a paz!
Que quanto mais me afundo
maior é a minha ânsia de salvar-me!
Que quanto mais um golpe me decepa
maior é a minha ânsia de luar!
Não espereis de mim a paz!
Que na guerra
só conheço dois destinos
ou vencer - ai dos vencidos!
ou morrer sob os escombros
da luta que alevantei!



- (foi jeito que me ficou,
não me sei desinteressar
do jogo que me jogar.)
Não espereis de mim a paz.
aviso á navegação!
Não espereis de mim a paz
que vos não sei perdoar!


Joaquim Namorado

Mas que RICO socialista... "Eu cavaconço me confesso mais uma vez"



Mas não era suposto a NATO salvar e proteger a população civil?




Primeiro que tudo os EUA e a NATO dizem que combatem o terrorismo mas na realidade estão a apoiá-lo e a financiá-lo. Conduzem uma guerra santa contra o "terrorismo islâmico" mas apoiam forças jihadistas filiadas na Al-Qaeda que fazem parte da oposição a Kadhafi e que estão representadas no Conselho Nacional de Transição (CNT).

As Nações Unidas já os tinham criticado, bem como ao regime de Kadhafi, de crimes de guerra.
O brutal assassinato de Younes, que poderá ser o rastilho para uma guerra entre tribos, é revelador destas práticas. Que a continuarem retirarão qualquer réstea de "legalidade" à intervenção da NATO ao abrigo da resolução 1973 da ONU. Resolução que ainda hoje foi usada para justificar a destruição de torres de televisão sírias para que o povo líbio e o resto do mundo fiquem despojadas de uma das versões sobre este conflito (dizia na TV o general o general americano seraficamente que esta acção foi para se evitar que o regime continuasse a fazer apelo às morte de inocentes.

O modus operandi lembra as SS de Hitler e o III Reich... Também não está longe seguramente.