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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Petição para a Alemanha pagar a divida à Grécia


Quando Hitler invadiu e ocupou a Grécia devastou o país, roubou e enviou para a Alemanha tudo a que as tropas deitavam a mão. Fábricas, equipamentos, produtos agrícolas, alimentos, dinheiro. Os nazis arrasaram e mataram como não fizeram em nenhum outro país ocidental. Procederam como na União Soviética. De 1941 a 1943 pelo menos 300 000 gregos morreram à fome. Só entre a população civil a Grécia teve mais de 500 mil mortos à fome, por doença ou a tiro. Ordens de Hitler: por cada ocupante alemão morto na Grécia pela resistência grega (guerrilheiros) seriam mortos 100 civis gregos, por cada alemão ferido, 50 gregos pagariam com a vida.

Por isso é que a Grécia espera desde à décadas, os pagamentos pela destruição, sofrimento e mortes causadas pela Alemanha. O valor da divida é de 575 mil milhões de euros em valores actuais.
(Atenção que a dívida grega aos "mercados", entre os quais avultam gestoras de activos, fundos soberanos, banco central e bancos comerciais alemães, é de 350 mil milhões).

Uma vergonha é o que se pode dizer sobre a situação que a Alemanha faz a Grécia passar!
Para quem quiser ler a petição, aqui está o link:


Os senhores dos direitos adquiridos


Já não existem direitos adquiridos pelos portugueses, foram tempos, tudo acabou... Ups... desculpem o esquecimento, parece que para Cavaco Silva, Miguel Beleza, Manuela Ferreira Leite, Campos e Cunha, Jacinto Nunes, Silva Lopes, Tavares Moreira, António de Sousa, entre mais algumas ilustres figuras que não se cansam de nos apontar que devemos colocar o "interesse do país" acima de qualquer outro. Estes são alguns dos responsáveis pela crise, mas nem por isso se redimem. Os privilégios são para manter.

Deve também ser por essa razão que Aguiar Branco disse o mesmo aos militares, acrescentando que quem não estiver bem que se ponha ao fresco, logo ele que todas as segundas feiras depois de almoçar no Books, entra no nº 110 da rua José Falcão, no Porto, no escritório da sociedade de advogados José Pedro Aguiar-Branco & Associados. Demora-se algumas horas, e, ao fim da tarde, um Mercedes com motorista vai buscá-lo de regresso a Lisboa (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/segundas-de-aguiar).

É impressionante como alguém dá um saltinho por um escritório de advogados (privado) e logo de seguida vai para o seu ministério (Estado-público).

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

As duas reformas de Cavaco


“Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações. Descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns 30 anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros por mês”, disse Cavaco, olhando o jornalista. “Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República”, disse Cavaco.
Porém, o Presidente da República não esclareceu o valor da pensão relativa ao Banco de Portugal (BdeP).
Mas uma fonte não oficial do Banco de Portugal assegurou ao PÚBLICO que Cavaco Silva nunca deixou de descontar para o fundo de pensões do BdeP. Está acima do nível 18, o que equivale a uma pensão entre os 4.000 e os 6.000 euros por mês.

Refira-se que a pensão máxima do Banco de Portugal ronda os 8.000 mil euros.

Há precisamente um ano, o chefe de Estado decidiu prescindir do seu vencimentos como Presidente da República, no valor de 6.523 euros, e hoje, em declarações aos jornalistas, no final de uma visita ao gabinete do munícipe da Câmara do Porto, Cavaco fez questão de referir que não recebia qualquer vencimento pelas suas funções.»


In jornal Público