segunda-feira, 24 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Pecados Capitais
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Miguel Leite
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David Cutter
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Miguel Leite
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domingo, 9 de setembro de 2012
Em grego significas mulher de poder
Fui jantar com uns amigos na sexta-feira, provando os agradáveis sabores da típica comida minhota e da expressão "caseira" num restaurante. Foi agradável devo confessar, mas adorei o que me esperava no fim de jantar.
Fui tomar a minha habitual Heineken ou eventualmente no caso de o vinho ser mais pesado, adoptar um digestivo com limão para "queimar gorduras" corporais. Ao chegar fui envolvido pela mistura de aromas, cores e burburinho, apesar de muita gente mover-se para cá e para lá, atarefada.
Estava lá a musa de todos os poemas, sonhos diurnos e nocturnos.
A noite estava quente, ela estava como o sol a abater-se ferozmente sobre tudo o que fosse meus sentidos, ofegando a minha respiração, ofuscando a minha razão, derretendo o meu coração. Já não sentia a habitual gente acumulada na berma da rua, misturada com o desagradável odor da urina, vindo dos becos transversais. Ela de facto impregnava o ar, aquele ar sufocantemente quente, com um odor suave e puro de alecrim violeta profundo .
Aliviado por rapidamente me esquecer do jantar e das demais imundices humanas, alegrei-me por ver que na fila se encontrava quem eu procurava. Dirigi-me com um rosto carregado de simpatia, atirando-lhe um largo e animado sorriso, algo que não é normal em mim, pois eu sabia que ela ia vacilar, embaraçada com a intimidade, mas sem perder a cordialidade.
Eu indaguei sobre as trivialidades e banalidades que caracterizam os primeiros encontros, não pretendia nada e pretendia tudo, desde as conversas mais profundas aos olhares mais penetrantes, ao sentir a sua bela e majestosamente divina cútis.
Ela sempre me respondia com alegria e a mesma intimidade cúmplice de “meu amor”, “meu lindo”, “meu querido”. Os meus e seus olhos brilhavam de simpatia, neste caso eu completamente lustrado pelos seus epítetos sedutores, arriscava-me a perder a sobriedade.
Afinal interroga-me onde estava eu, na Tessália no cume do Monte do Olimpo? Ou na presença da mais bela e majestosa Deusa terrestre?
Eu indaguei sobre as trivialidades e banalidades que caracterizam os primeiros encontros, não pretendia nada e pretendia tudo, desde as conversas mais profundas aos olhares mais penetrantes, ao sentir a sua bela e majestosamente divina cútis.
Ela sempre me respondia com alegria e a mesma intimidade cúmplice de “meu amor”, “meu lindo”, “meu querido”. Os meus e seus olhos brilhavam de simpatia, neste caso eu completamente lustrado pelos seus epítetos sedutores, arriscava-me a perder a sobriedade.
Afinal interroga-me onde estava eu, na Tessália no cume do Monte do Olimpo? Ou na presença da mais bela e majestosa Deusa terrestre?
Depressa a interrogação se diluiu perante a realidade. Afinal eu estava presente mas distante, caros leitores não derramem lamurias nem tão pouco se entusiasmem... Eu não estive ao lado ou à frente de tal musa.
Lamento vos informar, mas ela estava acompanhada... Pelas suas amigas e eu pelo meu amigo.
Nem sequer existiu um "Tchau, minha querida!”, onde arriscasse o meu primeiro envolvimento com esse à vontade no trato, que tão bem me sabe ao ego e amor-próprio.
Contudo... "Histórias com finais felizes, são aquelas que nunca terminam..."
Alberto Manuel Gonçalves e Melo
Contudo... "Histórias com finais felizes, são aquelas que nunca terminam..."
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Miguel Leite
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As escolhas divinas para o vosso Domingo
Herbert James Draper (1863-1920) O choro por Ícaro
Jean-Baptiste Mallet A Ninfa no banho rodeada por cúpidos
Norman Lindsay, Vénus na Arcádia
Jean-Baptiste Mallet A Ninfa no banho rodeada por cúpidos
Norman Lindsay, Vénus na Arcádia
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Miguel Leite
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
É assim...
Uma mulher para mim não devia ter modos, devia de agir indiscriminadamente, não saber usar talheres e não seguir um padrão social, entenda-se da nossa sociedade. Não gosto de mulheres padronizadas, para mim não se pintava nas unhas, usa vestido, usa brincos, mas não usa anéis ou maquiagem , nem vive obcecada com o penteado. Tem que ser descoordenada, esquisita, habitualmente em estado de embriaguez. Precisamente é na óptica tudo o que uma mulher não é. Mas por isso mesmo, não deixa de ser uma mulher.Quero sim, um olhar penetrante, que seja um olhar à Al Pacino, fulminante, que me dispa com o seu olhar. Um olhar difuso que procura sempre os ângulos diferentes.
Dispenso os grandes atributos corporais, mas não dispenso o sentido do humor, ela ser comediante. Uma certa timidez, mas porque não também ser nas horas próprias escandalosa?
Até que espero que ela me diga que sabe sempre o que quer, iniciar um diálogo, mas que saiba ao mesmo tempo, integrar-se no assunto fazendo uma contraposição a mim. Tenho que a ver a rir sem pudor,aquele sorriso genuíno e cândido, ficando deliciada com o momento, e suspirar com um "Ah" profundo.
Que goste de detalhes, que até se enrole e aprisiones aos detalhes. Que me diga sempre a data dos aniversários de todos que conhece e lhe são íntimos , que saiba também todas as datas que marcaram sua vida.O corpo que seja flexível, também problemático, para sentir as cócegas. Que sinta o arrepio do toque, suave e aveludado, os calafrios quando se beija o pescoço, fechando os olhos e aproveitando o momento.
Acontece que sendo assim, vou sempre correr para os seus braços, não hesitarei em abraçar e, nunca mais a soltar. Aprendeu comigo diariamente e ensinou-me que a cada dia, preciso dela.
Espero que seja pouco sentimental, mas que não tenha nenhuma dificuldade chorar por motivos fortes e humanos, restando-me a mim lhe lamber as lágrimas, dando o meu ombro como se fosse sua almofada, sendo os meus braços a cama que a transporta para a "boa noite". Que seja uma ternura, amorosa e materna.Os beijos na testa lpara lhe confirmar o meu sentimento, os beijos no lábio para lhe aquecer a alma, sem usar a língua, para ela poder dizer que é minha e apenas minha. É assim...
Dispenso os grandes atributos corporais, mas não dispenso o sentido do humor, ela ser comediante. Uma certa timidez, mas porque não também ser nas horas próprias escandalosa?
Até que espero que ela me diga que sabe sempre o que quer, iniciar um diálogo, mas que saiba ao mesmo tempo, integrar-se no assunto fazendo uma contraposição a mim. Tenho que a ver a rir sem pudor,aquele sorriso genuíno e cândido, ficando deliciada com o momento, e suspirar com um "Ah" profundo.
Que goste de detalhes, que até se enrole e aprisiones aos detalhes. Que me diga sempre a data dos aniversários de todos que conhece e lhe são íntimos , que saiba também todas as datas que marcaram sua vida.O corpo que seja flexível, também problemático, para sentir as cócegas. Que sinta o arrepio do toque, suave e aveludado, os calafrios quando se beija o pescoço, fechando os olhos e aproveitando o momento. Acontece que sendo assim, vou sempre correr para os seus braços, não hesitarei em abraçar e, nunca mais a soltar. Aprendeu comigo diariamente e ensinou-me que a cada dia, preciso dela.
Espero que seja pouco sentimental, mas que não tenha nenhuma dificuldade chorar por motivos fortes e humanos, restando-me a mim lhe lamber as lágrimas, dando o meu ombro como se fosse sua almofada, sendo os meus braços a cama que a transporta para a "boa noite". Que seja uma ternura, amorosa e materna.Os beijos na testa lpara lhe confirmar o meu sentimento, os beijos no lábio para lhe aquecer a alma, sem usar a língua, para ela poder dizer que é minha e apenas minha. É assim...
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Miguel Leite
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Why my blog is so sexy?
Não existe nada melhor do que viajar. Mas também não existe nada pior do que ficar "afastado" da nossa Tâgide. São as dificuldades, sem os defeitos, mas com proibições, algumas restrições, a que temos que estar sujeitos: O amor é mesmo assim, forte, suave e agridoce. Mas a saudade, essa sim parecia imortal, inesgotável, invencível, eterna, mortal, causava dor. É uma barreira espacial que causa tristeza e dúvida.
Minto caro leitor, não senti nada disso, a minha musa esteve sempre presente em emoções, dentro co coração, sentindo a minha presença sempre, os meus dedos ganharam calos com a escrita estóica que lhe dediquei. Haverá fim? Depois haverá recomeço? Não, porque isso significava que haveria uma distância entre nós, algo que não vai acontecer.
Não haverá alguma vez novidades, porque o que ela em mim cativa é impressionante, arrepiante e apaixonante.
Seduz-me cada mais, como se todos os dias fosse uma descoberta. No futuro quero presente da minha condição, quero ser como os navegadores portugueses que olhavam para o infinito do mar na época dos descobrimentos, ela é a minha ambição, serei sempre o seu visionário. Os seus passos serão como danças elegantes, tanto argentino, atraído pela voz doce que brevemente ouvi e me ficou no ouvido como o fantasma da ópera de Gaston Leroux, momento sublime e perfeito, onde se lança a interrogação já feita "Para que quero eu abraçar o mundo se a única coisa que eu quero é abraçar-te musa resplandecente.
Voltei hoje, apenas para te ter nos meus braços, para te beijar, sem cerimónias e com afinco, para a beliscar, para a morder suavemente no pescoço, para lhe segredar ao ouvido...
Já sabem porque o meu blog é muito sexy?
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Miguel Leite
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As prodigiosas pinturas nutricionistas de Ivan Khrutsky
Retrato de uma família 1854
Alimentação quotidiana 1839
Vegetais, frutas e jogos mortos 1830
Vista de S. Petersburgo 1839

Auto-retrato 1834

Mulher desconhecida saboreando frutas 1838
Hoje é indispensável homenagear um pintor injustamente desconhecido da maior parte dos portugueses e mesmo da cultura mundial, continua a representar um marco na pintura, um ícone nos retratos e auto-retratos, na descrição pormenorizada ambiental, bucólica e quotidiana, segundo a sua visão. Nasceu na actual Bielorrússia, descende de uma família polaca.Foi estudar para a Real Academia de Artes em S. Petersburgo onde se tinha fixado em 1987.text Especializou-se em pintar interiores da alta casta nobreza russa, onde fazia a ostentação plástica das luxuosas casas e palácios da "Veneza do Oriente".Os retratos que fazia da natureza, consistiam numa visão "entediante", da natureza "morta" e sem contacto humano.Ganhou especial atracção por géneros, retratos e auto-retratos seus.Na parte final da sua vida, inclina-se para a arte sacra. Através de uns poderosos mecenas que se instalaram na região de Polotsk, findou sua vida na pintura de quadros profundamente religiosos.Aqui fica a minha homenagem a um vulto da pintura, esquecido pelo tempo.
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Fotografia homónima
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domingo, 2 de setembro de 2012
Os esquemas de cores de Miháli Munkácsy
Hoje gostaria de colocar aqui um tributo a um grande pintor realista, desconhecido por muitos infelizmente mas do agrado de quem tem bom gosto estético e cultural. Falo pois de Michael Von Lieb, que adoptou o nome de Miháli Munkácsy, diga-se que "Munkácy", advém do facto do pintor ter nascido na Hungria em 20 de Fevereiro de 1844 na localidade de Munkács.
Seguindo os fundamentos do realismo, Munkácsy pintou a pobreza, o quotidiano dos camponeses e escassos operários da época. O esquema de cores que ele utiliza, foi uma influência directa da pintura Moderna que tomou contacto na "Universal Exposítíon" de 1867 em Paris.
A partir dessa data, a sua pintura foi de facto mais "leve", utilizando pinceladas mais largas proporcionado assim "espaço", mas também um esquema de cores diferente e inovador.
Conhecido também pelas suas pinturas de salão, ou imagens de salão, que adornavam as luxuosas casas e palácios da nobreza ociosa, retratavam geralmente os momentos de "felicidade" da vida doméstica, da maternidade, mas também crianças e animais para retratar a paisagem.
Espero que gostem e apreciem.

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Miguel Leite
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