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terça-feira, 19 de abril de 2011

Eu e muitos queremos pagar 1%.


Quero ser breve neste artigo, apenas o escrevo para apontar uma solução para esta crise que vivemos, pagar o empréstimo a 1%, e não a taxas de 10% à malta da alta finança, aos grupos económicos e especulativos, que pretendem enriquecer com a nossa miséria.

Hoje muito se escreve sobre o FMI, sobre a sua vinda sobre os seus malefícios e impactos directos que terão sobre a nossa vida.
Sabemos que O FMI não vai a votos, mas faz capas em todos os jornais.
FMI quer aumentar o preço das casas… FMI quer menos câmaras municipais… FMI vai despedir funcionários públicos… FMI quer baixar salários e acabar com subsídios de férias…
Sinceramente, acho improvável que o FMI se tenha deslocado com uma prole de assessores de comunicação interessadíssimos pelo fenómeno da imprensa escrita em Portugal, ainda antes de assinar o contrato de transição de soberania.
Não será por esta via que estamos a conhecer o programa político real de PSD, PS e CDS para a próxima legislatura?


Quem se endividou escandalosamente foi a banca, é dela a maior parte da dívida. E fê-lo tão somente para ganhar facilmente e ganhou muito dinheiro. Os desgraçados que se foram obrigados a endividar-se a comprar casa, fizeram-no por absoluta necessidade e por pura racionalidade. Ninguém ignora que a partir dos anos 90 saia mais barato comprar do que alugar, aliás nem havia casas para alugar. E as que havia saiam mais caras que as prestações da compra.

E o que chamam “ajuda” não passa de garantias para a banca. A maior parte da massa nem cá entra. Mas todos vamos pagar com cortes salariais, aumentos de impostos e cortes nas prestações sociais. E principalmente com perda de direitos laborais, dos que ainda restam.

Só o Presidente da Républica tem o direito de convocar os partidos e compete ao governo dialogar com a oposição. Quem se julgam eles (FMI, UE, BCE) para convocarem partidos? Bem fez o Jerónimo de Sousa ao denunciar: “Ligaram de manhã para dizer que à tarde estariam na sede do PCP: reconhecemos este tom mandante”.


Outra coisa e também a propósito da entrevista na sic, de ontem da Clara de Sousa, Jerónimo de Sousa, errou ao não perguntar à jornalista laranjinha e saloia,digo até com frontalidade a roçar a provocação, ignorante, para sair da crise e das medidas leoninas do FMI, de exigir que o Banco Central empreste o dinheiro directamente, com o juro a que emprestam aos bancos?

Que neste caso seria de 1% em vez dos 6,7, 8, 9, 10 %, porque não?

Pensem nisso...

FMI: Resgate à banca e ao grande capital.


Ao anunciar a falência, Teixeira dos Santos ajudou os especuladores a ganharem mais uns milhões com os juros da nossa dívida soberana; mas, sobretudo, tornou claro que o Governo iludiu a situação real do país nos últimos meses e que a oposição falhou no seu papel fiscalizador. Não é por fazer 30 perguntas agora, quando sabemos que elas serão respondidas pelos técnicos estrangeiros instalados no Ministério das Finanças, que as supostas oposições o PSD,CDS-PP se redimem do seu rotundo fracasso.
A confissão de Teixeira dos Santos veio confirmar que quando José Sócrates rejubilava com os primeiros dados da execução orçamental de 2011, a bancarrota já estava iminente. E não seria o PEC 4 a impedi-la, dado que as principais medidas que ele consagrava só produziriam efeitos em 2012 e 2013.

Por exemplo aqui podem ouvir neste link http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1828896 o nosso ainda ministro das finanças a proclamar que ainda vai ajudar a banca, que com lucros de milhões ainda vai espremer o Estado, entenda-se todos os Portugueses, para aumentarem os seus lucros.


Portugal vive a crise mais grave depois do 25 de Abril, em que está em curso uma gigantesca operação de manipulação da opinião pública, levada a cabo pelo governo, pela direita, e pelos comentadores que têm acesso privilegiado aos grandes media, para levar os portugueses a pensar que existe apenas uma “solução” – a dos PEC´s e agora a da U.E., BCE e FMI- que devem aceitar e resignar-se, é fundamental mostrar que existe uma alternativa que, para ser mobilizadora, terá de ser global, coerente, consistente e exequível, não podendo se limitar a meras palavras de ordem, ou a propostas ou reivindicações isoladas ou desarticuladas. Mas para isso é necessário saber como se chegou e por que se chegou à actual situação.

A situação actual é muito diferente da que existia aquando das intervenções do FMI em1978/79 e em 1983/84. E isto porque foi a partir da última intervenção do FMI em Portugal, que se iniciaram, com Cavaco Silva, as privatizações em larga escala das empresas públicas, perdendo o Estado instrumentos importantes de politica macroeconómica, e passando o poder económico a dominar o poder politico e a condicionar toda a politica económica do País. Pode-se mesmo dizer que a situação actual do Pais resulta de uma politica económica orientada para servir os objectivos desses grupos de elevados lucros. Para o conseguir, face ao crescimento anémico da economia portuguesa, o País, o Estado, as empresas e as famílias endividaram-se profundamente.

O Estado endividou-se para construir, entre outras coisas, estádios de futebol, auto-estradas e adquirir submarinos, ou então cobrir gastos em que não existiu uma vontade politica séria para combater eficazmente o desperdício e a má gestão garantindo assim gigantes lucros aos grupos económicos. Promoveu-se o transporte rodoviário muito mais caro, poluente e criador de dependência externa, em prejuízo do transporte ferroviário e marítimo. O governo multiplicou Parcerias Público Privadas, a maioria auto-estradas, cujos custos atingirão nos próximos anos cerca de 60.000 milhões €, que asseguraram elevados lucros aos grupos financeiros e da construção civil.

Ainda quero acrescentar que a situação actual é também diferente e mais grave do que a existente em 1977/78 e em 1983/84, quando os governos de então pediram também a intervenção do FMI, porque Portugal, com a entrada no euro, perdeu o poder para alterar a taxa de câmbio e para emitir moeda.

Agora pergunto eu, se realmente é isto que querem? Se sim então votem na Troika PS, PSD, CDS-PP, se não, votem na Esquerda patriótica que nunca teve responsabilidades na situação que vivemos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

OTELO ou SERÁ MAIS O OTOLO??


OTELO ou SERÁ MAIS O OTOLO??

Como sempre, desde míudo, que desde que leio ou ouço qualquer palavra oriunda deste indivíduo, que um certo e determinado desprezo, acompanhado de uma certa vontade que não vou confessar aqui, porque prezo a justiça, não a comentando aqui, me invadem para dizer algo sobre este fulano,hoje cheguei a uma conclusão além de reaccionário e de ser apoiante de uma das "pérolas" do nosso Portugal, o Isaltino Morais, é mais um caso de doença psiquiátrica profunda e irreversível, por isso hoje e para calar alguns "catedráticos" da politica, findo aqui as últimas palavras sobre o Otelo.

A 12 dias do 37º aniversário do 25 de Abril, numa declaração com poderosíssimos efeitos mediáticos causando efeitos práticos , Otelo Saraiva de Carvalho resolveu declarar que se soubesse como o país ia ficar, não fazia a Revolução. Então hoje não poderíamos falar, os grandes dominavam na mesma, todos teríamos a 4ª classe, não nascíamos em Hospitais, a minha avó viúva viveria na miséria, tinha acabado de comer meia sardinha agora e logo comia outra meia sardinha, e não poderia ouvir José Afonso e Adriano como ouço agora, talvez já estivesse sido denunciado pelo Pachel. Felizmente que quem faz revoluções são os povos e não loucos. OTELO?? CALEM ESSE (O)TOLO agora e para sempre.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A receita para a sopa dos pobres. Agora pode sorrir... Está a ser gamado


Hoje é mais um dia negro na história do nosso país, digo mais um, porque nos últimos séculos o país tem regredido para a idade da pedra, em mentalidades, em práticas e vícios, uma corrupção legalizada e institucionalizada, outra nem por isso, formada por um poder politico podre, uma justiça sem moral nem virtude, um poder económico nacional e antinacional-internacional que em conivência estrita com as agência de rating espremem os euros do povo, para aumentar o lucro do rei-milhão, assim sendo apenas resta a sopa dos pobres, pois aqui está a receita para a sopa.


O INE, divulgou o "Procedimento dos Défices Excessivos" que enviou à Comissão Europeia, para esta controlar o défice orçamental português, onde revela que, contrariamente àquilo que constava do PEC-4 do governo, a Divida Publica em 2010 não era 142.178 milhões € (82,4% do PIB) mas sim 159.433 milhões € (92,4% do PIB), ou seja, mais 17.255 milhões €; e que, em 2011, a Divida Pública atingirá não 152.486 milhões € (87,9% do PIB) como dizia o governo no PEC-4, mas sim 168.793 milhões € (97,3 do PIB), ou seja, mais 16.203 milhões €. Este aumento da Divida Pública resulta (uma parte) de dívidas que até agora o governo tem procurado ocultar (desorçamentando-as), no seu intuito de iludir a opinião pública e que agora, por imposição da UE, foi obrigado a incluir.

Essas dívidas são os "buracos" de 1.800 milhões € do BPN e de 450 milhões € do BPP, consequências de uma gestão danosa, que o governo assumiu, e que agora os contribuintes terão de pagar; e de 3.169 milhões € de euros de dividas das empresas de transportes públicos que, como consequência da politica irresponsável que o governo tem seguido neste sector (até a esta data o governo não assinou um único contrato com qualquer uma delas, como recomendou o Tribunal de Contas, que definisse com rigor os direitos e obrigações dessas empresas, o que permitiu, por um lado, que o governo transferisse para elas uma parte dos défices orçamentais e, por outro lado, se multiplicassem nelas, com total impunidade, actos de má gestão dos "amigos" que nomeou como administradores, com elevados custos para o País); repetindo, o governo foi obrigado agora a incluir mais 5.419 milhões € de dividas, o que fez subir o défice orçamental, em 2009, dos 9,3%, que tinha anunciado anteriormente, para 10%, e, em 2010, dos 7,3% previstos para 8,6% do PIB. Como temos denunciado nos estudos que temos divulgado, existem ainda mais défices orçamentais que o governo tem transferido para as empresas públicas que ainda não foram incluídos. São, por ex., os casos da CP cujos prejuízos acumulados até ao fim de 2009 já eram superiores aos seus capitais próprios em 2.234 milhões €, e os dos Hospitais EPE de 1.341,3 milhões € de prejuízos até 1º sem. 2010.

Desta forma, está-se a criar uma situação que é incomportável para o País e para os portugueses. Segundo o INE, em 2010, os juros da Divida Pública atingiram 5.195 milhões €, o que representa uma taxa de juro média ponderada de 3,5% ao ano. Em 2011, a Dívida Pública consolidada das Administrações Públicas atingirá, segundo o INE, 168.756,6 milhões €. Se se tivesse de pagar uma taxa de juro de 8% por esta divida, que é aquela que os chamados "mercados" já estão a impor em certos empréstimos a Portugal, o País teria de pagar pela mesma, só de juros, 13.503 milhões € – o que é mais daquilo que, segundo o INE, existe em 2011 para investimento público (3.807 milhões €) e no OE de 2011 para transferir para o SNS (8.140 milhões €). Mesmo admitindo uma taxa de 6%, que é aquela que a Irlanda está a pagar ao FMI e à UE, Portugal teria de pagar por uma dívida com aquela dimensão 10.128 milhões € de juros por ano, o que continua a ser incomportável para um país em profunda crise económica (recessão económica) e social. E a banca que impõe estas taxas depois vende essa mesma dívida ao BCE (mas os Estados estão impedidos de o fazer) pagando uma taxa entre 1% e 1,75% e embolsando lucros especulativos. O BCE transformou-se assim num instrumento ao serviço dos bancos na exploração dos contribuintes europeus. É urgente acabar com esta espoliação. Na Islândia a população protestou e os credores tiveram de baixar a taxa de juro e de alargar o período de amortização para 37 anos. É necessário também que os portugueses ponham cobro a esta politica de desastre que Sócrates e, agora também Passos Coelho, querem prosseguir.

A situação em 2011 e nos anos seguintes será ainda mais grave. Irresponsavelmente, Sócrates comprometeu-se com a UE a reduzir o défice orçamental em, 2011, para 4,6% e, em 2112, para 2% do PIB. Passos Coelho, já foi a Bruxelas e à Alemanha de Merkel, em autêntica vassalagem, a comprometer-se com os mesmos objectivos. E isto quando em 2010 o défice foi de 8,6%. É certo que 1,8% do PIB dizem respeito às dívidas de 2.250 milhões € do BPP e BPN e 793 milhões € da REFER, Metro de Lisboa e Metro do Porto. Mesmo se retiramos aos 8,6% os 1,8% ainda ficam 6,8%. No entanto, uma parte da redução do défice de 2010 é ilusória pois foi conseguida através da transferência dos Fundos de Pensões da PT e da Marconi (2.693 milhões €, 1,6% do PIB). E esta redução sendo ilusória terá de ser somada aos 6,8% o que dá 8,4% do PIB. Assim, o que Sócrates e Passos se comprometeram em 2011 foi reduzir o défice de 8,4% para 4,6% do PIB em 2011, ou seja, em 6.592 milhões € (3,8% do PIB). É evidente, com a recessão económica e a consequente quebra de receitas fiscais que as medidas já aprovadas pelo governo não serão suficientes. Portanto, se a actual politica continuar, seja com Sócrates ou Passos Coelho, serão necessários mais PECs.

Como afirmou Paul Krugman, prémio Nobel da economia referindo-se a Portugal:
"A redução da despesa em períodos de desemprego elevado é um erro. Os defensores da austeridade prevêem que esta produza dividendos rápidos sob a forma de aumento da confiança económica, com poucos ou nenhuns efeitos negativos sobre o crescimento e o emprego; o problema é que não têm razão. Cortar na despesa numa economia em recessão acaba por ser contraproducente nem que seja em termos fiscais: quaisquer poupanças na despesa são anuladas pela redução da receita fiscal resultante da contracção da economia. É por isso que a estratégia correcta é emprego primeiro e défice depois".

Em Portugal, quem defenda a mudança da politica que está a ser seguida, que está a conduzir o País e os portugueses ao desastre, é acusado, pelo governo, por toda a direita e pelo pensamento económico neoliberal dominante nos media de pertencer à esquerda radical. Desta forma, procura-se isolar e desacreditar, perante a opinião pública, todo o pensamento diferente. O pensamento económico oficial, papagueado nos media, pelos comentadores oficiais, procura assim transformar-se na única verdade, ou seja, na cultura dominante. E, como referia já Pierre Bourdieu, em Poder simbólico, a cultura dominante procura impor " a legitimação da ordem estabelecida ", surgindo como um "poder quase mágico que permite obter o equivalente daquilo que é obtido pela força (física ou económica), contribuindo assim, segundo a expressão de Max Weber, para a "domesticação dos dominados", ou seja, para a sua passividade, resignação e aceitação. No entanto, quem não se deixe subjugar pela gigantesca operação de manipulação da opinião pública em curso ou pelas benesses do poder sabe bem que esta politica é um grande erro, é mesmo um autêntico suicídio.



É preciso dizer que este pedido de ajuda para pagar tão significativa Divida Pública fará aumentar os juros a pagar, o que acabará por determinar mais cortes nas despesas com as funções sociais do Estado (por ex., prestações sociais, pensões, SNS, etc), com consequências sociais e económicas desastrosas, se a actual politica de obsessão do défice e de juros especulativos se se mantiver.

Em 2010, a taxa de juros média ponderada foi 3,3% e a prevista pelo INE para 2011 é de 3,7%, o que fará subir a despesa do Estado com juros em 22%, pois passará de 5.195 milhões € para 6.327 milhões €. O valor de juros previstos pelo INE para 2011, é já superior a todo o investimento público previsto pelo INE para este ano, e representa 77,6% das transferências do OE para o SNS que, entre 2010 e 2011, diminuíram já de 8.699 milhões e para 8.140 milhões €. No entanto, Portugal já está a pagar pelos empréstimos que contrai taxas de juros muito superiores a 3,7%, que variam entre 5,7% (empréstimos a um ano) e mais de 9% (empréstimos a 3,5, 6 e 7 anos). Admitindo uma taxa de 8%, pela divida de 168.783 milhões €, Portugal teria de suportar uma despesa anual só com juros estimada em 13.500 milhões €, o que é incomportável. E com uma taxa de juros de 6%, que é a que a Irlanda esta a pagar ao FMI e à União Europeia, daria uma despesa anual de 10127,6 milhões €, o que continuaria a ser incomportável para um País que vai entrar em recessão económica prolongada como consequência da politica contraccionista que Sócrates e Passos Coelho pretendem seguir, pois foi esse o compromisso que ambos já assumiram perante a União Europeia e Merkel.

É certo que este ano, a substituição da divida antiga mais a divida nova soma cerca de 45.000 milhões €, e é só esta que estará sujeita a estas taxas, mas com o tempo e a substituição gradual de toda a divida, Portugal acabará por suportar juros especulativos incomportáveis. Para além disso, os bancos cobram ao Estado Português taxas entre 5,7% e 9%, e depois vendem essa mesma divida ao BCE pagando uma taxa de juros entre 1% e 1,75%, obtendo lucros especulativos à custa dos contribuintes portugueses, e o Estado português continua a não se poder financiar junto do BCE. Só aquela diferença de juros permite à banca obter, para 45.000 milhões €, um lucro de 2.500 milhões € extra. Agora pode sorrir... Está a ser gamado

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dois anos de blog


Pois é, seria insensato não mencionar os dois anos de blog, não quero aqui discutir qualidade ou quantidade, apenas fazer uma breve referência de dois anos a bloggar, onde não quero falar das dificuldades ou dos celeumas que este causou, isso é passado, afinal de contas o blog esta aqui, forte, vivo, actuante e coeso.

Quero agradecer aos leitores, pela paciência, pela leitura atenta e apaixonada, pelo encorajamento, que sem eles/ elas, seria impossível continuar com mais força e mais afinco.


OBRIGADO.

Eu quero sair da União Europeia: FINIS PATRIAE



Este título além de uma homenagem ao Finis Patriae de Guerra Junqueiro é uma opinião pessoal que considero imperativa e que a história se encarregara de confirmar a validade da opinião sobre a péssida adesão de Portugal à União Europeia.

A história da adesão de Portugal ainda à denominada C.E.E. e da capitulação da nossa soberania nacional, representa e a história assim o irá confirmar como um dos capítulos mais vergonhosos que algum dia a nossa pátria assistiu, a par da entrega pela parte da nobreza da nossa soberania aos Espanhóis, da submissão aos Ingleses, do mapa cor-de-rosa.


Para quem não sabe ou finge não saber a adesão de Portugal à C.E.E. já estava a ser negociada no tempo da ditadura, no entanto existem "argumentos" que Portugal nunca seria admitido na dita C.E.E. porque não era um país democrático, mas afinal de contas Portugal também pertencia à muito democrática NATO, que no dia 4 de Abril de 1949 admitiu Portugal como seu membro fundador, apesar dos signatários estarem obrigados e determinados a salvaguardar a liberdade dos seus povos, a sua herança comum e a sua civilização, fundados nos princípios da suposta democracia.


Portugal pelo seu atraso económico nunca foi capaz nem de competir com os países mais desenvolvidos num mercado único, no qual ficamos privados de protecção aduaneira, somando a isso a destruição de importantes sectores do aparelho produtivo, e limitações à nossa independência nacional, e ninguém me convence que Soares e grande parte do Partido Socialista não passam de traidores puros, porque foi o mesmo PS de Mário Soares que introduziu o novo conceito de ««Soberania partilhada»».


A união económica e monetária criou a centralização e preponderância nas decisões da matéria monetária e económica e financeira nos países mais desenvolvidos, entenda-se a Alemanha e a França.


Deixamos de ter uma politica externa independente, ao sabor dos ditames da mesma União Europeia, também esta influenciada pelos E.U.A. criando sérias e graves limitações aos nossos interesses e a seguirmos uma politica de paz e amizade com os povos, respeitando a soberania das nações.


Estes ditos mercados e estes recentes eventos para agudizar os especulativos ataques financeiros nos mercados de dívida pública dos países do sul da Europa. As taxas de juro exigidas aos Estados atingem níveis recorde e arriscam chegar a níveis insustentáveis que põem em causa a capacidade de pagamento futura destes Estados. Devido ao natural aumento dos défices públicos, presentes em todos os países do centro capitalista, que evitaram que uma “grande depressão” se instalasse face à crise financeira de 2007-09, os mercados de financiamento público mais pequenos e vulneráveis viram-se como objectos apetecíveis da especulação de numerosos agentes financeiros que ainda há poucos meses tinham sido salvos pelos Estados. Este processo tem sido propulsionado pelas oligopolistas e descredibilizadas agências de notação internacionais (sediadas nos Estados Unidos da América e cuja incompetência na avaliação dos riscos foi fortemente evidenciada nos escândalos que abalaram o sistema financeiro ), alimentado pelos agentes financeiros que procuram ganhos imediatos.


Por estes motivos mais que suficientes, declaro, sou Português, sou patriota, quero continuar a ser e quero sair da União Europeia antes do FINIS PATRIAE:


FALAM POCILGAS DE OPERÁRIOS:

Crianças rotas, sem abrigo...
A enxerga é pobre e a roupa é leve...
Quarto sem luz, mesa sem trigo...
Quem é que bate ao meu postigo?
- A Neve!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Lobo com pele de cordeiro...




Existem pessoas neste Mundo que de uma forma muito particular, não vou dizer que sejam engraçadas,mas como de gente estúpida e fadadas para "currículos" invejáveis de idiotices estou eu cheio, também porque isso seria um insulto a milhares de pessoas que morreram, aos seus familiares, ao seu país, ao conceito inerente de liberdade, apelido de pessoas meramente hipócritas, asquerosas e fascistas.

Escrevo este artigo, porque na data em que o estou a escrever,a intitulada comunidade internacional, mostra-se muito preocupada com a situação dramática que se vive na Líbia de Kadhafi, onde também condeno a repressão violenta contra o seu povo, mas sei bem distinguir o que neste momento é uma clara ingerência dos E.U.A. e de alguns países, como não poderia faltar ao "baile" Israel...


Tzipi Livni escreveu sobre a obrigatoriedade dos Árabes cumprirem o direito internacional , mas recusou cumprir o próprio ainda por cima uma advogada que conhece bem o direito internacional, onde em uma ameaça disfarçada e uma ingerência
"pede" que as "democracias emergentes" e restantes países Árabes (resta saber onde ela viu democracias no Egipto e na Tunísia até ao momento...) para obedecer a um código internacional para a formulação de suas políticas, de modo a excluir o extremismo. A peça parecia idealista, ela invocou idéias da comunidade internacional e do direito internacional.


Mas os papéis da Tzipi Livni sobre a Palestina publicados pela Al Jazeera no mês passado mostram que Livni rejeitou e rasgou qualquer noção de comunidade internacional, especialmente aqueles que envolvem países Árabes, quando ela falou sobre a conduta de Israel, referiu-se assim... " Eu sou contra a lei - em lei específica. Direito Internacional em geral ", ela disse a um interlocutor palestiniano em 2007, quando se preparavam para a reunião de Annapolis convocada pela administração Bush.
Livni rejeitou explicitamente a ideia de que a iniciativa Árabe de Paz, aprovada por 22 países Árabes, que emolduraram a resolução do conflito.

E claro, escusado será dizer, que um ano depois, ela ajudou a lançar um ataque contra Gaza que matou mais de 1.300 pessoas e foi objecto de uma investigação jurídica internacional - o relatório Goldstone que também rejeitou.

Será que os E.U.A: e a NATO também irão bombardear Israel?

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Será que eu um simples servente de pedreiro posso me candidatar a um emprego de cirurgião plástico no Hospital da Universidade do Porto?


O problema reside em que, ao pretender aguda e concisamente situar, criticar, saudar ou de qualquer forma comentar um facto, a escassez das palavras acaba a corresponder a um afunilamento dos conceitos e das ideias que as suportam. A tendência vem assim a ser que é fácil escrever pouco na linha da ideologia, dos conceitos dominantes, mas já é bem complicado ter espaço para explicar ponto de vista que se situe no campo oposto. No primeiro caso, as ideias estão subjacentes na maioria dos leitores, no segundo, não há espaço para as desenvolver e - como hoje se escreveria, "contextualizar o problema, como se sabe, nunca é escrever sobre o que é importante": É descobrir sobre o que é que é importante escrever.

Contudo hoje decidi escrever sobre o Armando Vara, porque acredito que Varas existem aos pontapés neste país, aliás tal e qual um substantivo que muito se utiliza no Brasil popular ou chulo, por isso achei encantador falar sobre uma personagem fabulosa e exemplar deste nosso Portugal podre e decrépito de maus costumes.


Por exemplo no outro dia quando entrou abruptamente no consultório médico, onde aliás qualquer atrevido e mal-educado pode fazer sem que ninguém o impeça. E foi o caso desse senhor.
Deve estar convencido que é dono dos portugueses, que o Sr. Vara não vale a beata de um cigarro, isso todos nós sabemos, mas falta qualquer coisa neste filme.
A Dra. passou o atestado e qual é a justificação que dá para o ter feito? O cavalheiro estava doente? Exigiu um atestado médico e foi viajar de avião? Isto cheira-me a atestado falso, fraude, crime.
Nenhum médico é obrigado a passar um atestado dessa maneira. A menos que o ameacem ou lhe apontem uma pistola á cabeça. Poderá ser isto um indicador do ponto a que este país chegou? Será que já estamos tão habituados a uma justiça favorável aos poderosos que esta gente consegue mesmo "meter-nos medo"?

Mas enfim não foi isso que me levou a escrever este artigo hoje, mas sim o facto de me lembrar de uns números, números estes que se traduzem desta forma, depois da revolução dos cravos, 40 ministros e secretários de estado saíram directamente da política para cargos em grandes empresas, só a Caixa já empregou 23 ex-governantes na administração, de Cavaco a Ferreira Leite, de Vara a Celeste Cardona, PS-PSD-CDS, as Empresas Publícas são um covil de tachos.


Por exemplo, o Armando Vara é uma autêntica história de sucesso (daquelas que apregoa o António Carrapatoso)... De funcionário de balcão a administrador bancário, mas que luxo de promoção....
Começou como simples funcionário de balcão da Caixa Geral de Depósitos. Depois do 25 de Abril mergulhou a fundo na política, filiando-se no Partido Socialista. Com 30 anos, já representava o PS na Assembleia da República, chegando a vice-presidente do grupo parlamentar. "Por concluir ficou o curso de Filosofia."No governo de Guterres foi secretário de Estado da Administração Interna, depois secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna. Após a vitória do PS em 1999, tornou-se ministro-adjunto do primeiro-ministro, com os pelouros da juventude, toxicodependência e comunicação social. Em 2000, passou a ministro da Juventude e Desporto, viu-se forçado a pedir a demissão por alegadas irregularidades cometidas pela Fundação para a Prevenção da Segurança Rodoviária, que fundara, quando era secretário de Estado, (processo que seria arquivado).


Em 2004, antes de ter qualquer licenciatura, obteve um diploma de Pós-Graduação em Gestão Empresarial. Três dias antes da sua nomeação para a Administração da Caixa Geral de Depósitos obteve o diploma de licenciatura no Curso de Relações Internacionais.
É fantástico, uma história de sucesso, do grande amigo de Sócrates, conseguiu tirar uma pós-graduação ANTES da licenciatura. Recorde-se que Armando Vara teve de se licenciar 3 dias antes de tomar posse como administrador da Caixa Geral de Depósitos porque sem uma licenciatura, esse cargo estava-lhe vedado.


Deixou a administração da Caixa para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Português. Um mês e meio depois de ter abandonado a Caixa para assumir a vice-presidência do BCP foi promovido no banco público ao escalão máximo de vencimento, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma. Em Outubro de 2009, Armando Vara foi constituído arguido no âmbito da operação Face Oculta, seguiu-se, em Novembro do mesmo ano, a suspensão do seu mandato de vice-presidente do Millennium BCP, renunciou ao cargo a 2 de Julho e recebeu 260 mil euros de indemnização.


Uma vergonha exemplar.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O jornalismo em Portugal é papel higiênico


Em Portugal, faz-se um jornalismo de banda desenhada para ocupar papel. Jornalismo é noticiar os factos e não expor as notícias dá forma que melhor se vende. O Expresso mais uma vez, e já são centenas de vezes, faz tipo de jornalismo “saloio foleiro”, sobre um assunto que na realidade desconhece ou não quer conhecer. Porque é que não indica que o preso tem um passado violento, tendo anteriormente agredido o pessoal prisional e os presos da cela vizinha entraram em greve de fome, devido ao cheiro que vinha daquela cela.
O preso agride guardas, suja-se e espalha as fezes por tudo quanto é lado, vai ao psiquiatra, por várias vezes e não encontram nenhuma indicação para tratamento do foro psiquiátrico (nem um calmante), só dá entender que quer fazer dos outros parvos. No ambiente prisional tem de haver disciplina, o tal cavalheiro desafiou a sociedade cometendo crimes pelos quais foi condenado e agora na cadeia, provoca novamente a sociedade! O Bloco de Esquerda quer que o ministro da Justiça vá "já" ao Parlamento com os resultados do inquérito (e pode levar também o Primeiro ministro, pois para espalhar fezes estão altamente licenciados). No meio disto tudo, aparecem já associações a manifestar-se, contra o uso excessivo da força, e faltas de condições nas prisões, mas não se lembram que há portugueses que estão bem pior e não cometeram crime nenhum, trabalham para poder ter algo que comer, enquanto estes têm tudo à borla pago por todos nós, e nem sequer se querem dignar a manter a cela limpa.
Por muitos aproveitamentos políticos que queiram dar a este caso, isto não tem nada a ver com as torturas da PIDE antes do 25 de Abril.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ícones para a luta que continua



No pós-guerra, entre os anos 50 e 80, movimentos populares de auto-gestão que passaram pelo leste europeu, norte da áfrica e médio-oriente, como ventos de libertação.

Governos populares foram se estruturando em resposta a pressão dos movimentos, entre eles figuram o de Tito Broz no leste europeu e o de Gamal Abdel Nasser do norte da áfrica. Figuras potencializadoras, parecidas com o actual Hugo Chávez Frías, que se formaram no pós-guerra e no não-alinhamento crítico, sendo irreverentes tanto à U.R.S.S. quanto aos E.U.A. Potencializaram a fundamentação do bem público social, dentro dos limites do Estado.


O Mundo sofrera influência das bases socialistas representadas antigamente por Gamal Abdel Nasser em processos de mudança social. A revolta popular no Egito eclodiu agora em 2011, atraindo olhares dos grandes órgãos de comunicação ocidentais. A mesma tenta enquadrar a revolta como se fosse uma simples petição democrática em um país primitivo de muçulmanos, porém os egípcios em combate apresentam sua cultura e suas alternativas ao modelão globalizado, aquilo a que chamamos pelo nome de lutas de classes, as lutas das massas oprimidas e exploradas.


A grande comunicação social escolheu o Egipto , para apresentar uma certa singularidade, mas pessoas do mundo inteiro estão atentas que o que acontece no Egito está acontecendo em outras partes do mundo, como na Grécia europeia - a qual a grande comunicação não divulga os seus grandes e vigorosos movimentos de massas, por medo da repercussão aqui pelos países da Europa, uma vez que as crises do capitalismo global (as boas crises) são uma resposta a globalização que sempre aumentos a exploração dos povos e gera mais crises em cima de crises.

Estas crises que estão longe de serem apenas económicas, são políticas, jurídicas, culturais pelo Médio-Oriente, Norte de África e por vários países do mundo ... E espero que esta crise social que possa ser radicalizada na projecção do protagonismo popular, para varrer este capitalismo doente, em agonia globalizado.


Tunísia, Egito, Grécia ( Líbia) ... quem sabe Tailândia, quem sabe o Níger, quem sabe se na Europa não vamos fazer o mesmo. Em todos os pontos do mundo existem povos que estão cheios do capitalismo, de sistemas corporativos e injustiças seculares.

Talvez posso dizer hoje com o meu conhecimento de história que Gamal Abdel Nasser, Vasco Gonçalves, Hugo Chavez, Tito, são o simbolismo para pessoas em movimento, é o que significa propostas para "Mundos" diferentes e mais próximos das pessoas. Haverá uma época em que as pessoas não precisarão mais de símbolos de força popular como foi Gamal Abdel Nasser, precisarão só de suas próprias competências e compreenderão que não será preciso Estado ou governança popular, porque seremos nós a governar, mas para isso serão ainda preciso séculos de luta.

Para dar novo rumo a luta das pessoas é necessário ter memória, recapitulando ícones complexos ( ainda mais antropológicamente para o nosso ocidente imbecilizado pelos grandes órgãos de comunicação social do século XXI ) transitórios da luta popular, como Gamal Abdel Nasser.
Temos que reconhecer e o povo do Egipto conhece Gamal Abdel Nasser, uma parte do fervor do que é a identidade popular egípcia do agora.

A luta continua.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O inútil execrável Miguel Sousa Tavares


Miguel Sousa Tavares é uma pessoa inenarrável, vaidoso e com a mania da intelectualidade, filho de uma grande escritora, honestamente partilho a opinião da professora Ana Maria Gomes apesar de eu não ser professor, a realidade é que Miguel Sousa Tavares através dos seus comentários a roçar o fascismo e a suprema arrogância mereceram da parte dos professores, que ele tristemente chamou de "inúteis", um insulto a uma classe prestigiada, uma clara confrontação, a professora Ana disse sabiamente... "Oxalá nunca nenhuma das
suas obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito
que nenhum dos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer.
Com prazer e paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete
anos de serviço, a obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen,
que reverencio".


Justamente a professora Ana na sua carta continua a defender a honra e a virtude dos professores dizendo o que qualquer pessoa de bom senso pensa sobre Miguel Sousa Tavares "O senhor é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e
bela árvore dá são e belo fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que
tenha sido ela quem o ensinou a escrever. A sua ilustre mãe era uma
humanista convicta. Que pena não ter interiorizado essa lição! A lição
do humanismo que não julga sem provas",



Depois agora num claro insulto a milhares de comunistas, pregou mais um prego no seu caixão de intelectual, ao afirmar que "O eleitorado do BE não é igual ao do PCP que engole qualquer coisa que o Comité Central decida. O do BE, teoricamente, é mais politizado e não vive em 1917".


Miguel Sousa Tavares parece querer provocar em muitas pessoas uma vontade forte de vomitar depois de ler ou ouvir alguma das suas opiniões, sem fundamento, sem lógica alguma, apenas com o intuito de se arvorar em dono e senhor de uma moral que eu pelo menos não lhe reconheço.



No Semanário, em vinte e tal de Agosto de 1991, disse que "o PCP acabou e ainda bem" e anda portanto há vinte anos a constatar a falência da sua sentença com a sofrida constatação da existência e intervenção do PCP, o que, convenhamos, é provação que só pode trazer rugas, papos e cabelos brancos a qualquer um.



Se, como insinua Miguel Sousa Tavares, o eleitorado comunista ainda vive em 1917, então apetece-me dizer que, apesar disso, boa parte dele lida com a Net com uma tranquilidade e naturalidade que todo em todo faltam a Miguel Sousa Tavares que, por causa de um certo assunto, passou a ter em relação à Net uma hostilidade perfeitamente paranóica.



Diz o sabido jornalista e pelos vistos escritor, que agora com o acordo vamos dizer fato em vez de facto. Pois nada mais errado Nas palavras em que as dizemos, continuamos a escrevê-las, claro! Assim, é obrigatório escrevê-las em:
•secção facto pacto opção apto.

Há ainda aquelas palavras em que essas letras tanto são pronunciadas como não. Por exemplo: •recepção (no Brasil) e receção (em Portugal) •acepção e aceção• conceptual e concetual.
Aqui fica a explicação para o Miguel Sousa Tavares.


É sabido que o existem pessoas que têm a clarividência de um javali perante a grelha frontal de um jipe a 120 quilómetros-hora.


Depois foi o triste espectáculo degradante com que ele e Vasco Pulido Valente se envolveram devido ao romance “Rio das Flores”, lidando muito mal com a crítica.


Enfim... Existem pessoas que gostam de criticar, mas nunca se olharam ao espelho...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Papão


Começo este artigo, mais um sobre o tema que se tem desenvolvido nos últimos dias a propósito sobre o regresso da direita ao poder PSD em detrimento da saída da "esquerda"...
Engraçado ter que explicar isto mais uma vez, porque este blog se auto-denomina progressista e não esquerdista,justamente porque nos dias de hoje não faltem pessoas que se intitulem de esquerda, embora isso não passe mesmo de uma fantasia que gostam de exibir, uma fantasia surreal, apenas isso.


O Rui Tavares e os seus companheiros Bloquistas que também fantasiam sobre a sua suposta intelectualidade, a sua suposta idoneidade de esquerda, pelos vistos muito duvidosa, onde eu sem querer adivinhar o futuro, porque não sou adivinho ou bruxo, mas creio que o Rui daqui a uns anos deve estar a militar no PS, será um bom militante do Partido Socialista, assim como muitos bloquistas.



Sempre preocupado com o regresso da direita ao poder (lembro o Rui que a direita já esta no poder desde 1976), eu queria lembrar o Rui das politicas de "esquerda" do Partido Socialista mais uma vez, porque pelos vistos o Rui deve julgar que tenho pachorra para tanta e tão celestial ingenuidade da sua parte, ou então é mentiroso até à medula...



Convém dizer aqui que o PS foi o partido que mais longe foi na desestruturação do Estado Social desde o 25 de Abril, mesmo partido esse que aprofundou as piores condições políticas, sociais e de opinião para fazer o trabalho sujo desejado pela direita e, consequentemente, ir mais longe na política de direita do que um governo do PSD e do CDS, onde o podemos facilmente comprovar pelo Código do Trabalho, contra-reforma da segurança social, privatizações, injustiça fiscal e absurdos benefícios fiscais aos PPR's, benefícios escandalosos à banca, etc. etc. etc. etc. entre uma longa listagem negra de politicas que o PS fez prejudicando o nosso país.



O Rui e o Bloco são a mesma "coisa" são o O bicho-papão, explico que o significado de bicho-papão é a personificação do medo, um ser mutante que pode assumir qualquer forma de bicho, um ser ou animal frequentemente de aspecto monstruoso comedor de crianças. O bicho-papão está sempre à espreita e é atraído por crianças desobedientes.
Querem colocar o medo sobre algo que não existe, que é a SUPOSTA EXISTÊNCIA DE UM PARTIDO DE ESQUERDA NO GOVERNO!!!


Por isso ao Rui e ao Bloco vou cantarolar a cantiga popular:

Vai-te papão, vai-te embora
de cima desse telhado,
deixa dormir o menino
um soninho descansado.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Francisco Carmelo: AMIGOS DA UNIVERSIDADE



Quero aqui mais uma vez homenagear o poeta professor Francisco Carmelo, onde todas as homenagens são poucas para a grande pessoa que era o Francisco:

AMIGOS DA UNIVERSIDADE 25 Anos depois

O amor brilhava contra os bolsos, no fundo das calças
Os corpos iluminavam-se mesmo sem paixões
Havia o valor do saber, o gosto pela erudição
Consumíamos apontamentos, fotocópias, sebentas, sem tempo para livros
A noite irradiava como uma miríade qualquer
Tínhamos fome das mulheres, contra a solidão, um abismo sideral
Queríamos o mar para partilhar, rios opíparos cheios de sonhos
Espreitávamos curiosos os romances uns dos outros
Permanecíamos fiéis à História, mas torcíamos pelas Ciências Sociais
Achávamos graça às pedagógicas
Havia mestres no ensino e na investigação
Saudávamos salpicadamente as frequências, ou exames uns dos outros
Havia jogos que discordávamos
Tínhamos o sentido apurado da justiça e da utopia
Dávamos tudo por uma boa mulher, o resto é conversa
Éramos capazes das maiores rivalidades e maiores comunhões
Preparávamos o futuro mais brilhante
E o amor era o bastante
Sabíamos das palavras e dos silêncios uns dos outros
Raramente não nos ríamos
Mas só o amor nos revelava
Vinha dos campos a natureza apaixonada
E é a ela que devemos iluminar
Fomos um exemplo de partilha.


Francisco Carmelo, 16/11/10

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Francisco Carmelo


Hoje é um dia triste, jamais irei esquecer um professor que deu o melhor de si próprio, a generosidade, a amizade sincera, a simpatia, o encorajamento, que partilhou a sabedoria comigo enquanto aluno. Jamais te irei esquecer: PROFESSOR E AMIGO FRANCISCO.

FRANCISCO CARMELO


busco pretextos
para naufragar na tua recordação
a desfazer-me no teu olhar

prendo-me à verticalidade dos gestos
porque amo-te desconhecida por desfiares amor na cortina da tarde
onde desvendas o mar do rosto
e eu ligo-me à dádiva de te sonhar
se exprimo o fogo aberto na saudade
que crias luz no teu caminho



busco pretextos
para naufragar na tua recordação
a desfazer-me no teu olhar

prendo-me à verticalidade dos gestos
porque amo-te desconhecida por desfiares amor na cortina da tarde
onde desvendas o mar do rosto
e eu ligo-me à dádiva de te sonhar
se exprimo o fogo aberto na saudade
que crias luz no teu caminho.




Sobre ele queria deixar a homenagem que um amigo fez, justa a uma pessoa que mereceu estas palavras: "O Francisco é uma alma grande. Desejei muito este livro. Adivinhava nas margens dos livros que ele lia, os poemas que ele escrevia, numa letra minúscula, quase indecifrável. O Francisco não trai. Ouve um amigo... faz uma longa pausa e depois é que nos responde. O Francisco é a única pessoa que eu conheço que desliga a televisão depois de uma emoção forte. O Francisco sempre foi um poeta".


Para onde quer que tenhas ido, que seja bem melhor do que a perspectiva que aqui encontraste, que esquecido jamais iras ser, por isso serás imortal nos que te queriam bem.

BEM HAJA Francisco

Vários disparates....



Hoje no blog, quero publicar um artigo sobre o inenarrável Bloco de esquerda , mas quero dizer que não sou um anti-bloquista fervoroso, apenas quero é fazer um reparo para que o Bloco deixe o seu anti-comunismo, para que deixe de ser um pássaro que coloque o seu bico para onde sopre o "vento", quero que o Bloco deixe o seu oásis politico, a fantasia, crie de facto um programa politico e ideológico, em detrimento de as causas pouco ideológicas: o aborto (felizmente aprovado mas já defendido pela tese de Álvaro Cunhal décadas antes), as drogas, os direitos LGBT, as preocupações ecológicas, liberdade religiosa, etc. Isto não são causas ideológicas. Metade são direitos humanos sagrados (como os direitos LGBT) e a outra metade é bom-senso pos-moderno como as drogas.



A retórica do BE, citada pelos documentos oficiais, é efetivamente de um esquerdismo radical. Mas a sua prática política, consubstanciada nas medidas que propõe na Assembleia da República e fora dela, está muitíssimo afastada dessa retórica. Na prática, o BE não anda longe de um partido social-democrata clássico dos anos 70, acrescentado de uns pozinhos de modernidade. A prática política do BE nada tem a ver com a sua retórica radical.



Por exemplo por razões de ética e de forma de estar na política têm que ser coerentes, porque por exemplo quando o Expresso revelou que Francisco Louçã e outros elementos do Bloco de Esquerda investiram em PPR, enquanto deputadas bloquistas compraram acções em privatizações, apesar de o programa eleitoral do partido defender o fim dos planos-poupança reforma e das privatizações.


Então como defendem o sistema da Segurança Social, com um conteúdo universal e geral. Seria obviamente no sistema público que teriam de encontrar respostas que hoje são devidas a muitos portugueses, particularmente a reformados e trabalhadores que eles tanto dizem defender.


Fizeram um Rebranding é uma expressão em inglês do âmbito do marketing, que pretende traduzir a ideia de um processo através do qual um qualquer produto ou serviço que era produzido e/ou comercializado através de uma marca ou associado a uma determinada empresa passa a sê-lo através de uma nova marca ou através de uma outra organização. Quase sempre, essa transição envolve mudanças significativas na sua designação comercial, no seu logótipo, na imagem, na embalagem ou na publicidade. O objectivo é o de eliminar as conotações negativas que estivessem associadas a qualquer das características do produto ou serviço original…

Com a reputação de o detestar visceralmente, não sei como Francisco Louçã lidará com a subdisciplina do capitalismo que dá pelo nome de marketing… Uma coisa é certa: não se impressionando com as aparências e com os aspectos litúrgicos do seu discurso, o marketing, como se lê na definição acima, tem uma definição precisa da operação que ele, mais os seus correligionários da UDP e da Política XXI montaram há 10 anos para transformar três organizações marginais da extrema esquerda política portuguesa numa nova entidade, que se pretendia substancialmente desligada da carga de radicalismo associada a elas.



Se a Política XXI é um grupo de intelectuais e uma dissidência de dissidentes do PCP, aparecido em 1994, 5 anos antes dessa fusão, tanto o PSR (que foi fundado em 1978), como a UDP (fundada em finais de 1974) vão buscar a sua origem a organizações também de intelectuais que haviam sido criadas antes do 25 de Abril: em 1970, 1971 ou 1973. Há ali, pelo menos, uns 35 anos de história, e, na essência, quando aparece, nada é novo no Bloco de Esquerda, a não ser, como as técnicas de rebranding preconizam, o logótipo, a imagem, a embalagem e a publicidade… E, muito importante em política, as pessoas (aparentemente).


Para atingir o ridículo assinaram assim na sua VI convenção um vazio, um fantasma, apenas um marasmo na ociosidade ideológica aqui vos deixo a pérola no curriculum:

"Os activistas de um movimento-partido como o nosso necessitam de debates políticos, sem a presença das câmaras de TV e dos microfones dos jornalistas, que lhes permitam colocar, entre si, com clareza, as suas dúvidas e as suas preocupações.

Foi assim que nos apercebemos das dúvidas existentes em alguns camaradas, preocupados com aquilo que dizem ser a fragilidade da identidade ideológica do Bloco e a necessidade de um programa político consistente. Aquilo a que alguém chamou uma "Bíblia" que nos permita confrontarmo-nos com os programas dos outros partidos, na luta pelo poder.

Também aqui nos parece estarmos perante preocupações que têm a ver com a falta de debate político permanente dentro do nosso movimento.


A identidade ideológica do Bloco de Esquerda está claramente definida desde há dez anos e consta do artigo 1.º dos Estatutos por nós aprovados. Diz lá que somos um movimento de cidadãos e cidadãs que assume a forma de partido político, comprometendo-nos na luta intransigente pela liberdade e na busca de alternativas ao capitalismo, na perspectiva do Socialismo.

Quanto a um "programa político" para o Bloco, consideramos que este vai sendo construído pelos contributos de cada um de nós em colectivo, na perspectiva da resolução dos problemas que se vão colocando na sociedade portuguesa. Não pretendemos nenhuma "Bíblia" ditada por quem quer que seja, por melhores que sejam as intenções. Não temos que nos confundir com nenhum outro partido ou movimento, não por pretendermos ser os melhores, mas porque queremos ser diferentes.


No âmbito de um movimento que se pretende abrangente e de tipo novo, mais definições do que as que são apresentadas serão particularismos que só podem restringir a participação dos nossos concidadãos.

Dentro do BE nunca foram colocadas as peias dos diferentes "ismos" que poderiam provocar divergências artificiais. É nesse sentido que esperamos continuar a ver prosseguir o Bloco como um movimento inclusivo e plural, onde não se pergunte a quem chega de onde vem, mas para onde quer ir."


Assim sendo podemos constatar aqui o Bloco é:
(atenção deixei o espaço em branco para traduzir o conteúdo que possuem)



Agora esta questão da moção de censura, mais um disparate, onde nem sabemos bem se é um frete ao Partido Socialista para garantir que a moção de censura nunca ira vencer de futuro, se é mais uma tentativa de lutar contra o PCP, se é como diz Daniel Oliveira no Expresso "o Bloco queria eleições antecipadas, queria que o PSD clarificasse a sua posição em relação ao Governo, queria antecipar-se ao PCP, queria pedir desculpas por ter apoiado Manuel Alegre ou apenas queria aparecer na televisão durante um mês"


Quando assistimos ao maior absurdo da politica Portuguesa de todos os tempos, o maior disparate alguma vez visto na história da politica, onde o Bloco pediu aos deputados do PSD para não votarem a sua moção. Acho que nunca tinha visto um partido fazer campanha pelo voto contra uma proposta sua.



Tenho dito....

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Bancos com lucros pagam menos impostos.



Os quatro maiores bancos privados portugueses mantiveram no ano passado os lucros de 2009, mas pagaram menos 55 por cento de impostos. As contas são agora conhecidas e mostram que a cobrança de IRC caiu para mais de metade.
Tudo fica dito se resumirmos a coisa assim:
Os bancos continuam a pagar uma taxa real de IRC, que é menos de metade da taxa que os Portugueses pagam de IRS.
Como eu digo com "Socialistas" assim que defendem a Banca, porque motivo a Banca iria querer o PSD no poder??


Os administradores da banca continuaram a receber remunerações escandalosas. De acordo com o "Relatório anual sobre o governo das sociedades cotadas em Portugal" da CMVM, divulgado em 2009, em 2008 a remuneração media anual de cada administrador executivo do sector financeiro foi de 698.081,3 euros sendo, no entanto, de 777.120,4 euros se o banco integrasse o PSI 20 como sucede com o BCP, BES, e BPI. É evidente que para os administradores da banca não houve crise. E recorde-se que eles têm ainda benefícios não incluídos nas remunerações (cartões de credito, utilização das viaturas do banco, seguranças privados, aviões particulares, pensões e indemnizações escandalosas).

Os grandes beneficiados com toda esta situação têm sido os grandes accionistas dos maiores bancos que são: (1) BCP: Sonangol (9,99% do capital); Teixeira Duarte (7,02%); José Berardo (4,857%); Banco Sabadell de Espanha (4,4%); Grupo EDP (3,2%); Stanley Ho (2,26%); Privado Financeiras ( 2,3%); Grupo Eureko (2,5%); Sogema SGPS (2,6%); CGD (2,5%) Metalgest SGPS (1,36%); (2) BES: Crédit Agricole de França (23%); Bradesco de Espanha (6,1%); ESFG dos Espírito Santo (27,7%); PT (2,6%); (3) BPI : Grupo La Caixa de Espanha (30,1% do capital); Grupo Itaú do Brasil (18,9%); Santorro de Angola – Isabel dos Santos (9,7%); Grupo Allianz (8,8%); JP Morgan Chase Bank (3,2%); Arsopi (3%); HVF SGPS (2,9%); (4) Santander Totta: pertence ao banco espanhol Santander. Apenas a CGD se "salva", pois o Estado é o único accionista, mas está a ser utilizada pelo governo para pagar os prejuízos do BPN e do BPP, e tem tido uma gestão que pouco se tem diferenciado da banca privada em relação às famílias e às PME. A verdade é que uma parte muito grande da banca privada portuguesa é já controlada por grandes grupos económicos estrangeiros, tendo os grupos portugueses um papel complementar. E são todos estes grupos (externos e internos), os grandes beneficiários com os elevados privilégios fiscais que a banca continua a gozar em Portugal que tem reduzido as receitas do Estado, entenda-se a todos nós.




Apesar da crise grave que enfrenta o País e das dificuldades da maioria dos portugueses, só nos primeiros 9 meses de 2009, os cinco maiores bancos a funcionar em Portugal – CGD, BCPMillennium, Santander Totta, BES e BPI – obtiveram lucros líquidos que atingiram 1.447,9 milhões de euros. Para a banca parece que não há crise, ou melhor, a banca enriquece com a crise e com as dificuldades dos portugueses. Para além das formas clássicas de extracção de mais valia (taxas de juro e "spreads" elevados; comissões exorbitantes; especulação que de novo surge com força, etc.) que utiliza para obter elevados lucros.

Álvaro Cunhal e Mário Soares: As alianças que o PS sempre preferiu....


Aqui fica um exemplo da história, um pequeno excerto do debate histórico que opôs Álvaro Cunhal e o Mário Soares, onde com grande precisão e ainda hoje infelizmente actual, assistimos ás alianças entre o Partido Socialista, os Sociais-Democratas, ou então os "Populares" (CDS-PP...

Alianças a que depois de trinta e seis anos de politicas de alianças de direita, têm conduzido o nosso país à desgraça, à miséria, ao empobrecimento, à regressão social, à perda de direitos, e a problemas estruturais e sociológicos graves, que fazem do nosso país um dos mais pobres da União Europeia, e um dos que possui o maior fosso entre pobres e ricos... Não é exagero nenhum culpar Mário Soares por ser o maior responsável pelo que tem sucedido neste país... Ele foi o traidor do Socialismo, do projecto Socialista para Portugal.


O povo português sempre teve medo dos "comunistas", medo este infundado e irrealista, imposto pelo anterior regime, continuado pelo Partido Socialista e seus aliados da direita reaccionária, que sempre manifestaram a sua opção de classe: Os grandes capitalistas e a grande a finança.



Os jovens que hoje não votam e os que acima de tudo quando votam fazem opções erradas, votam nos partidos, que contrariam as suas esperanças os seus anseios, que contrariam a lógica do emprego que tanto precisam, defraudam as esperanças de um Portugal melhor. Ninguém possui a verdade absoluta, ninguém afirma que o PCP tem todas as respostas para o país e para o Mundo, mas o PCP tem muitas e boas propostas para o país e para o Mundo.


O Bloco de Esquerda é algo que também caminha bem, para bem direita claro....
Temos assistido ao Bloco estes dias e à sua suposta oposição, aparente e ilusória, onde até propõem uma moção de censura, que esperam que os outros partidos votam contra... José Manuel Pureza caiu no ridículo ao afirmar considerando ele, que se a direita aprovar a moção de censura do Bloco de Esquerda vai cair no ridículo...
Ou então a ignorância abunda estas mentes, ou então o desespero e o ridículo tomou conta da fachada do Bloco....
Hoje tem a necessidade de se aliar ao PS, mais uma aliança contra-natura...

Com esquerdistas assim.... Ninguém precisa da direita.... Fazem bem o seu papel...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Bloco de Riso....bons Socia(is)listas Democratas... Com o D bem maiúsculo.




Francisco Louçã há dez dias atrás dizia: "moção de censura não faz nenhum sentido", "não porque não facilito a vida a ninguém" "não queria a direita no poder" e agora vai apresentar uma?!

Convém, hoje, fazer uma breve referência ao Bloco de Esquerda. Muitos já se esqueceram (ou, pelo menos, fazem-se de esquecidos) que Francisco Louçã foi - juntamente com Manuel Alegre - o rosto da derrota nas últimas presidenciais. A sua estratégia de colagem ao PS - o primeiro ensaio de uma "frente" de esquerda - revelou-se um desastre. Não evitou a vitória do candidato da direita (nem pouco mais ou menos), o seu candidato obteve menos votos que sozinho, sem apoios partidários, em 2006 - e, enfim, deixou o PCP "à solta" , ampliando a mensagem do partido já visando as legislativas...



E, agora, qual a estratégia do BE? Muito interessante - mas, ao mesmo tempo, arriscada. Explicamos: o Bloco de Esquerda, através de vários dirigentes e militantes notáveis, têm apelado a uma espécie de subversão no PS: querem que a "ala esquerda" se revolte, se insurja contra o "revisionista" José Sócrates. Querem que o PS volte, afinal, à sua matriz de "esquerda" algo que desde Soares não se consegue sequer cheirar...
No fundo, estão à procura de um "novo Manuel Alegre" que desgaste o partido e permita ao BE juntar-se ao PS (pelo menos, não o hostilizar). Pequeno problema: Francisco Louçã está a ver o filme errado. Anda a ler muitos livros de Trotsky e esqueceu-se da realidade portuguesa. É que, na ótica do BE, a viragem do PS à esquerda é o pior cenário possível. Porquê? Porque não vai acontecer, porque não se conhece ninguém de esquerda naquele sitio, ou sendo realidade iria ocupar o seu espaço político, conquistando o eleitorado bloquista e anulando a sua margem de crescimento. É evidente! Das duas, uma: ou o Bloco de Esquerda quer assumir-se como partido de poder e sabe que para atingir tal objetivo terá de se associar à direita, isto é ser como o PS, mesmo que isso implique a morte do partido; ou é a confirmação de que o BE não passa de um epifenómeno que atingiu o seu máximo eleitoral e os seus dirigentes sentem que terão de crescer para a área do PS, tentando juntar-se à "ala esquerda" (eventualmente, até provocando uma cisão entre os socialistas). É a confirmação de que o discurso moralista e justicialista tem muito que se lhe diga... Será que ainda vamos ver Francisco Louçã a defender o PS e agitar bandeirinhas cor de rosa, elogiando o socialismo em liberdade? Ou a social-democracia?



E para se rirem um bocado caros leitores então porque não ler em primeira mão o que Teresa Sindicato escreveu? Uma descoberta de tomo, de tal tomo que estes senhores devem ser considerados Humoristas...
Diz assim Teresa: «« Depois de ter anunciado que o seu partido vai apresentar uma Moção de Censura ao governo, Francisco Louçã afirma agora que o sentido de voto do BE em relação à sua própria Moção de Censura ainda tem de ser "muito bem pensado."

"Os aderentes do BE e o povo português sabem que eu tomo boas decisões e como somos anti-burocráticos normalmente não reunimos para decidir sobre este tipo de questões. Mas neste caso eu próprio, confesso, tenho algumas dúvidas. Não sei se será útil votar a favor da nossa Moção de Censura. Por isso achei por bem convocar a Mesa Nacional do BE para haver alguma reflexão colectiva."

Francisco Louçã nega ainda a incoerência da decisão de apresentar uma Moção de Censura sem primeiro saber como votá-la.

"São duas coisas distintas. O anunciar da apresentação de uma Moção de Censura ao governo era essencial para recuperarmos o nosso protagonismo. Como a vamos votar já é outro assunto. Temos de avaliar muito bem."

A Teresa Sindicato apurou também que dentro do BE vai ganhando força a posição da facção Alegrista. "Somos favoráveis à apresentação da Moção de Censura mas consideramos que é necessário votar contra ela" afirmou um dirigente conotado com esta ala que prefere não ser identificado. "O povo português não iria compreender se votássemos a favor", rematou»» (aqui deixo o link http://teresasindicato.blogspot.com/2011/02/be-reune-mesa-nacional-para-decidir-se.html?spref=fb)


É caso para dizer, se não atrapalharem já ajudam. A moção de censura pensada por o PCP não tinha fundamento, diziam eles. Agora o BE reúne para aprovar o que afinal já acham que faz sentido,mas só para alguns pelos vistos. Está engraçado....São uns ARTISTAs português.
Reparem quando eles dizem, despudorados, referem-se ao seu protagonismo perdido?



Afinal é UM B.E. ou um D.E. ? DESBLOCO????? Existe aqui qualquer coisa que não joga bem!...Além do já habitual e continuado trabalho ao longo de anos e anos e anos (pela via dos UDPs, PSRs,LCIs, ASJs,PCP´s dissidentes (infelizmente também nos tocou gente dessa), ETC, ETC E agora B.E.´s com B ou com D?????) para dividir apenas a esquerda. Embora todos saibam que o objectivo sempre foi DESTRUIR O PCP e por esta via ENFRAQUECER A LUTA DOS TRABALHADORES, quase que tenho a certeza de que ha aqui uma jogada muito grande ,que envolve uma outra coisa qualquer (tipo ps) para esta pirueta!...

Daqui a uns anos veremos se não serão bons Socia(is)listas Democratas... Com o D bem maiúsculo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Enterrem este governo



O Partido Comunista tem razões mais que suficientes para viabilizar uma moção de censura e fazer cair o governo, pois os governos de Sócrates prejudicaram e continuam a prejudicar os trabalhadores, criando uma destabilização económica e asfixiando totalmente as famílias portuguesas.
Hoje andam preocupados à data que escrevo este texto, "esquerdistas" "socialistas" com o "regresso" da direita ao poder, como se as politicas que o PS tem efectuado durante estes dois governos (um de maioria absoluta, outro minoritário) fossem de esquerda...

Convém lembrar que este governo mais não fez que submeter-se aos interesses dos mais poderosos,quando diziam que este era um Governo que desafiou os interesses dos mais poderosos, que enfrentava esses interesses, mas pergunto eu, com coragem para enfrentar quem? É coragem congelar pensões e reformas e aumentar o preço dos medicamentos, cortar nos salários, ir ratar mais uns euros aos desempregados, atingir duramente aqueles que são mais excluídos, os que hoje caminham para a pobreza? Coragem? Coragem nenhuma, foi um governo de cobardes ao serviço dos interesses do grande capital. Coragem seria afrontar esses que hoje se julgam mandantes do nosso país.


Quem vem falar em coragem,ou não entende nada de politica,ou então é conivente com esses mesmo interesses, porque isso é apenas submissão perante os mais poderosos e é fácil bater nos mais pequenos e frágeis.
Coragem seria aumentar os impostos à banca, às transacções bolsistas e taxar “o dinheiro que voa para os offshores.


Convém ainda lembrar que o PS PS encerrou dezenas de serviços de saúde – SAPs, urgências hospitalares e outros serviços.
Utilizaram como argumentos os governos do PS, a retórica da “qualificação dos serviços”. Todos recordamos a afirmação do anterior Ministro da Saúde que em caso de doença não iria a um SAP; o teatro dos “protocolos” com autarcas para que aceitem o encerramento de serviços nas autarquias vizinhas a troco da manutenção dos seus; a miragem de rede móvel, plena de conflitos, insuficiente e mal preparada.


A erradicação da precariedade deve ser assumida como foi a erradicação do trabalho infantil, nunca o foi pelo PS, os 700 mil desempregados que provam que não é difícil ser despedido no nosso país, quando o PS prometeu criar 150 mil postos de emprego, mas o desemprego subiu em flecha para o numero, quando todos sabemos que quando o PS assumiu o poder o número era de 412 600 trabalhadores...
Existe mais de 300 mil jovens que não trabalham nem estudam e são atirados para o desperdício.

Todos sabemos como foi o FMI a dizer que «o valor das indemnizações aos trabalhadores, por motivo de despedimento, com ou sem justa causa, terá de se reduzir em Portugal». Ao mesmo tempo, defende o FMI o nivelamento por baixo dos níveis de protecção, sabendo muito bem que Portugal já é dos países com mais trabalho precário na Europa.
Depois, veio Bruxelas e o seu comissário dos assuntos económicos dizer que Portugal tem que rever a definição de despedimento por justa causa e reduzir «substancialmente» as indemnizações.
Ora, face às pressões, os membros do Governo multiplicaram-se em declarações. A Sr.ª Ministra do Trabalho disse que algumas das propostas de alteração à legislação do trabalho são «completamente desajustadas», e que a intenção do Governo era apenas «potenciar» instrumentos já existentes, dando claramente a entender que não pretendia rever a legislação do trabalho.
Depois foi o Primeiro-Ministro que afirmou que o Governo português «não precisa de sugestões de ninguém», mas, como para o Primeiro-Ministro o mundo muda em menos de uma semana, o que foi dito ontem não vale nada hoje.
Assim, depois da reunião com os chamados «grandes exportadores» e depois dos recados do FMI e de Bruxelas, temos um outro Primeiro-Ministro e a ministra a querer alterar a legislação laboral e reduzir os montantes das indemnizações que um trabalhador recebe em caso de despedimento para apenas 15 dias para cada ano de trabalho, quer também o facto que o Presidente da CIP quer o Primeiro-Ministro defenderem e não é por acaso, a necessidade de associar o salário mínimo nacional à dita «qualidade do trabalho». Isto quer dizer que uma parte dos salários dos trabalhadores ficaria «refém» da produtividade.



O Governo permitiu que os custos com transportes, com telecomunicações e os custos com a energia, seja ela eléctrica seja com os combustíveis aumentassem, que são muito mais determinantes para a competitividade nacional.
É bastante revelador que, quando se pretende discutir a competitividade da nossa economia, o Governo PS não discuta a organização e a modernização das empresas. O Governo não se preocupa com o tipo de mercadorias produzidas e as mais-valias realizadas.




O Governo ao nacionalizar o BPN criou no erário público um buraco que já vai nos 5 mil milhões de euros.



O Governo não cumpriu o compromisso de aumentar o Salário Mínimo Nacional (SMN) para 500 euros em 01 Janeiro de 2011. Trata-se de uma opção não fundamentada, profundamente injusta, que agravará a pobreza e se consubstancia num autêntico roubo a quem mais necessita, em favor de ganhos para o capital. Esta opção está associada e impulsiona uma política generalizada de redução dos salários, em marcha nos mais diversos sectores de actividade, privados e públicos. Ao apresentar, para 2011, um processo de actualização do SMN faseado, o Governo agrava ainda mais os problemas, pois em cada uma dessas fases as organizações patronais retrógradas e os seus apoiantes desencadearão novos pacotes de exigências aos trabalhadores e ao Estado.

O aumento do custo de vida que está em marcha, grande parte dos aumentos recentes nos bens e serviços essenciais como: os transportes, os produtos energéticos, entre outros, têm lugar em serviços prestados por empresas cujos accionistas se têm apoderado de chorudos lucros – ultrapassa em muito os míseros 10 euros do aumento do SMN. Essa dura realidade será profundamente sentida já no decorrer do último mês de Janeiro, também pelos reformados e pensionistas que têm as suas pensões congeladas.



O PEC entre o Governo PS e o PSD tem como objectivo privatizar 19 empresas, como argumento de diminuir o défice, porque vai aumentar as receitas, mas é pura demagogia desmascarada contrário das intenções, então anunciadas, em resultado das privatizações, a dívida externa do País, que em 1990 significava 57,8 por cento do Produto Interno Bruto, é agora equivalente a 76,8 por cento do PIB, e
o défice público que, em 1990, era de 4,5 por cento, situa-se, actualmente, nos 9,4 por cento.
Afinal, as privatizações não tiveram qualquer intenção de dar mais solidez à economia nacional, mas antes o propósito, nunca confessado por quem as empreendeu, de vender ao desbarato e colocar nos grupos económicos nacionais e internacionais um conjunto de empresas e sectores estratégicos, acima de tudo para aumentar os lucros dos accionistas.



Os soldados Portugueses que continuam a ajudar na ocupação do Afeganistão, criando uma situação que viola flagrantemente a Constituição da República Portuguesa.

As polémicas em casos como o Freeport, o seu curso na Universidade Independente, as suas assinaturas de projectos na Covilhã e, agora, as escutas, no âmbito do caso Face Oculta e a sua relação com Armando Vara.

Por isso agora e para responder aos "preocupados" com a chegada ao poder da "direita", se a lista bem extensa, não chega para elucidar mesmo as mentes mais obscuras,que conseguem ver diferenças, sobre o que distingue o PS do PSD estruturalmente, então aqui fica a minha resposta:

Na prática, nada. Na aplicação das políticas nada. Na sua orientação ideológica, nada. Têm uma diferente base social votante mas na sua essência são partidos, ou melhor, são duas faces da mesma moeda: executores fiéis das politicas neoliberais. Aliás, ambos assumem-se (e os chamados politólogos oficiais dizem o mesmo) como partidos despojados de ideologia. Nada mais falso. A ideologia que eles defendem acirradamente é, na actualidade, o neoliberalismo, a forma mais recente de recauchutagem da ideologia da classe dominante. Contudo, como todas as ideologias das classes exploradoras, o neoliberalismo apresenta-se não como um programa político ou uma ideologia mas como se fosse um pacote de medidas e de linhas directrizes inelutáveis e inevitáveis. Linhas políticas supostamente não-ideológicas e neutras. Na verdade, são as mais ideológicas de todas. Por um lado, porque defendem interesses de classes e grupos sociais contra outros. Por outro lado, porque conseguem levar a cabo o efeito ideológico mais difícil: uma ideologia apresentar-se como não-ideológica.

Não tenho a dizer mais nada a não ser: Enterrem este governo.

Wikileaks: Mais um massacre.






Tenho aqui um vídeo bastante elucidativo que mostra o horrível massacre perpetuado por soldados americanos, assim como fotografias dos mesmos a matarem civis no Iraque, antes de rirem de suas vítimas de seus corpos foi divulgada online.

A filmagem e as fotos que retirei do site wikileaks, que surgiram no site, mostram fuzilamentos indiscriminadamente em um grupo de homens, alguns dos quais estão desarmados.

Entre os mortos desta prática hitleriana de ataque, não de defesa atente-se foi o fotógrafo da Reuters Namir Noor-Eldeen de22 anos, e o seu motorista Saeed Chmagh,de 40 anos. Duas crianças ficaram feridas durante o incidente em Bagdad.

Um porta-voz militar dos EUA confirmou que as filmagens e as fotos eram autênticas.

O site WikiLeaks disse que adquiriu vídeo criptografado do ataque através de militares que denunciaram a situação, algo que levou o staff do site a investigar e a quebrar o código de encriptação.
O site acrescentou que o vídeo, filmado de um helicóptero Apache, que mostra um tiroteio no bairro de Nova Bagdad em 12 de julho de 2007.

O vídeo que contém uma faixa de áudio, que consiste em uma conversa entre os soldados, mostra uma vista aérea de um grupo de homens que se deslocam sobre um quadrado em um bairro de Bagdad. Os panfletos identificar alguns dos homens que armados e afirmam que eles estão segurando AK-47s e um RPG (lança-granadas).

WikiLeaks disse que os homens na praça incluem fotógrafo da Reuters Namir Noor-Eldeen, e o seu assistente, o motorista Saeed Chmagh, que foram mortos no incidente.


A mira das armas é posta sobre eles, sobre o pretexto que os dois funcionários de Reuters estavam armados, mas afinal as armas eram câmeras.

O helicóptero da ligação, usando o nome Crazyhorse abre fogo.

Um dos tripulantes mensagens: "Hahaha. Eu acertei em um. Outro responde um pouco mais tarde: "Ah, sim, olha para os mortos bastardos".

Um dos homens no terreno, que se acredita ser o condutor Chmagh, é visto ferido e tentar rastear para uma zona de segurança.

Um dos tripulantes do helicóptero é ouvido que desejam para o homem de alcançar uma arma que ele tem um motivo para abrir fogo, e diz: '. Tudo o que precisas fazer é pegar uma arma "

Minutos depois, uma carrinha aproxima-se , começa a ajudar os feridos, mas para "brilhar a pérola" o helicóptero abriu fogo. Sentados atrás do pára-brisas estão duas crianças.

Depois as forças terrestres chegam e as crianças são descobertos, a tripulação aérea americana culpa os iraquianos.
"Bem, é culpa é deles trazer as crianças para uma batalha", diz um.

David Schlesinger, da Reuters, chefe da redacção, disse que sobre o vídeo divulgado pela WikiLeaks que as mortes de Noor-Eldeen e Chmagh foram "trágicas e são emblemáticas para os gravíssimos perigos que existem na cobertura de zonas de guerra".

O vídeo divulgado através WikiLeaks prova dois aspectos na minha óptica, uma é os perigos da cobertura do jornalismo de guerra e as tragédias que podem resultar da cobertura, outra é a prática assassina do exército Norte-Americano.
A Reuters tem pressionado os E.U.A para conduzir uma investigação completa e objetiva sobre o assassinato dos dois funcionários, mas sem resultados logicamente.

Um oficial que apresentou este material nos E.U.A. disse à Reuters, que teve que fazer um pedido ao abrigo do Freedom of Information Act para obter cópias, para depois as expor.

Assange disse ainda no wikileaks que discorda com a avaliação de militares dos EUA do incidente que o ataque foi justificado.

"Eu acredito que se esses assassinatos sejam legais sob as regras dos militares, mas as regras dos militares são erradas, profundamente erradas", disse ele.

Mas pergunto eu, alguém iria estar tão relaxado com dois helicópteros apache, sendo que estavam carregando um RPG e essas pessoas eram inimigos dos Estados Unidos?
Santa paciência, mas isso só quem não quiser ver, que foi um ataque claro à liberdade de informação, e puro sadismo do exército Americano.

É preciso para o imperialismo do E.U.A. antes que eles nos "libertem" como o fizeram no Iraque e no Afeganistão.