Páginas

domingo, 12 de junho de 2011

A 214ª medida

Homenagem ao Vasco Gonçalves


O COMUM DA TERRA
(Vasco Gonçalves)

Nesses dias era sílaba a sílaba que chegavas.
Quem conheça o sul e a sua transparência
também sabe que no verão pelas veredas
da cal a crispação da sombra caminha devagar.
De tanta palavra que disseste algumas
se perdiam, outras duram ainda, são lume
breve arado ceia de pobre roupa remendada.
Habitavas a terra, o comum da terra, e a paixão
era morada e instrumento de alegria.
Esse era tu: inclinação da água. Na margem
vento areias mastros lábios, tudo ardia.

Eugénio de Andrade

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Quero arrasar o Barreto.


Ontem 10 de Junho, António Barreto, fez mais um favor à direita reaccionária, contribuindo com um discurso, populista, hipócrita, demagogo e anti-democrático (pode ler AQUI)

O Professor António Barreto nesta circunstância era o presidente da comissão organizadora das comemorações nomeado pelo Sr. Presidente da Republica e não estava em posição de fazer um discurso deste tipo em que chega a abordar a problemática da revisão constitucional. Não compete ao mestre de cerimónias fazer discursos deste tipo. Tendo-o o feito colocou-se acima da posição que lhe era permitida pelo seu lugar de nomeado organizador, ofendeu a dignidade e solenidade do acto e a do próprio Presidente da Republica a quem devia lealdade.


António Barreto foi dos governantes mais odiados em Portugal. A sua investida reaccionária CONTRA AS CONQUISTAS DE GENTE POBRE, DE GENTE QUE CRIA TRABALHAR AS TERRAS ABANDONADAS, quando fez parte do I Governo Constitucional. Foi ministro da Agricultura entre 76 e 78 chamada de "Lei Barreto"


Para quem não sabe ou não se lembra ele é um dos dos homens que destruiu a agricultura, destruindo a reforma agrária e dando boas indemnizações para aqueles que durante anos deixaram as terras improdutivas, ontem nas comemorações do 10 de junho disse: “o apuramento de responsabilidades” pela crise. Ele também deve ser julgado então, Barreto foi, muito provavelmente, uma das pessoas que mais prejudicou a agricultura portuguesa (destruiu a reforma agráqria) durante o tempo em que foi ministro da agricultuta. O senhor que fala tanto desse sector devia, se tivesse alguma coragem, pedir contas a esse barão pelo mal que fez a este país, tanto no sector agrícola como no pesqueiro! Se o sector primário está miserável a esse senhor o deve.


O povo não vai dormir para sempre e um dia vai mesmo querer apurar responsabilidades.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A OPERAÇÃO "IMPENSÁVEL" que todos os Imperialistas desejavam.








































Se dúvidas existissem, então queria aqui deixar um post, para os inimigos da União Soviética, sejam eles de direita ou de esquerda, mas para uns e para outros, o que eu digo é simples, é que mesmo com imperfeições, foi a potência e socialista, que de facto colocou o imperialismo em respeito, e que ninguém, mas ninguém mesmo pode duvidar, que este neoliberalismo e os ataques imperialistas militares advêm da dissolução da URSS e do bloco socialista.

O objectivo principal confesso de tal Operação seria o de impor à URSS pela força, claro esta, pelo imperialismo, a vontade dos Estados Unidos e do dos Ingleses, numa eventual situação em que as três potências, (não incluo aqui a França, porque a França foi libertada) não chegassem a atingir um acordo em que as esferas de influência na Europa não estivessem favoráveis aos estados capitalistas.


Antes dos Estados Unidos começarem a transferir a maior parte das suas melhores unidades do exército para o Extremo Oriente, em preparação da invasão do Japão, os britânicos teriam que beneficiar da última oportunidade da sua presença para o processo negocial no tabuleiro europeu.



Além das razões mais intangíveis – nomeadamente a completa falta de motivação para um novo conflito, tão imediato ao término de outro – as realidades materiais das forças presentes no continente desaconselhavam a implementação de qualquer Operação ofensiva: a superioridade do exercito soviético era teoricamente muito clara, contando com 264 Divisões (das quais 36 eram blindadas) contra as 103 Divisões ocidentais (23 blindadas) das quais 2/3 eram norte-americanas. Além disso, a superioridade aérea dos ocidentais era questionável e a superioridade naval era esmagadora, mas pouco importante.


Sobretudo, o que incomodava o Comité de Chefes de Estado-Maior britânico era a impossibilidade de se elegerem objectivos tácticos cuja satisfação assegurasse o alcance do objectivo estratégico – como se poderia impor a Estaline a vontade das potências ocidentais? Em princípios de Junho de 1945, Alan Brooke, Cunningham e Portal haviam respondido a Churchill e este vira-se obrigado a desistir da ideia, que como chegou à conclusão que jamais iria conseguir declarar guerra fisicamente à URSS, declarou guerra psicológica constantemente.


São estes os "valores" ocidentais, os "valores" da "paz e da justiça", que mais não são, do que os tambores da guerra.
O imperialismo nunca se conformou com a URSS, esta acabou por derrocar, mas não pensem que os movimentos operários e socialista desapareceram para sempre, porque um dia a verdade chegará e novos movimentos e forças progressistas, saberão triunfar sobre a opressão e a exploração.

Democracia?


Método de Hondt:

PCP+PEV+BE= 13,1% (24 deputados)

CDS-PP= 11,7% (24 deputados)

E esta hein?

Lamento


Lamento mas infelizmente, o povo português votou na troika, nos despedimentos, nos cortes salariais, nas privatizações, mesmo sem o saber. Felizmente, o povo português enganado não deixara de se revoltar isso é certo.


Lamento pelos milhares de portugueses que no espaço de um mês estarão arrependidos do seu voto. folgo em estar nos 7,94% que não sentirão isso e muito pelo contrário, se orgulharão do seu voto.


Já agora para premiar os votantes da troika, aqui já deixo as notificações que o ministério das finanças nos deixa:



O Ministério das Finanças divulga hoje no seu site o calendário das medidas.
Abaixo deixo 3 exemplos do que lá está que na prática visa reduzir indemnizações para despedimentos, reduzir salários, aumentar preço da energia eléctrica.

• Apresentar à Assembleia da República uma proposta de lei, já acordada com os parceiros sociais, para alinhar e reduzir as compensações por cessação de contrato de trabalho em todos os novos contratos (sem termo e a termo certo)
• Finalizar a recalibragem da reforma orçamental para reduzir os custos unitários do trabalho, através de uma redução das contribuições sociais que seja neutral do ponto de vista do défice orçamental.
• Apresentar um calendário para a eliminação faseada das tarifas de electricidade reguladas.


(retirado do site do ministério das finanças)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Já chega de aldrabar.





Já começa a aldrabar....
Este já começa mal, pois como podemos ver em entrevista, já mente, pois primeiro diz que tem que racionalizar o estado, como diz que consta do seu programa, algo que já irei desmistificar, mas conforme o que diz o programa de ajuda internacional...

Agora vamos ás datase que no dia 4 de Maio, já sabíamos as "medidas", mas só no dia 8 é que o PSD apresenta o seu plano de governo, o seu programa eleitoral.

Temos por exemplo no dia 20 no ministério das finanças a confirmação sobre a confirmação das condicionantes da politica económica, é caso para perguntar, afinal quem governa isto é mesmo o estrangeiro.

Mas melhor ainda, a aldrabice é tão intensa é que no «Prós & Contras» da RTP, o senhor Nogueira Leite, do PSD, a disse que oitenta e tal por cento dos portugueses ou eleitores «referendaram, consciente ou inconscientemente, o acordo» com a troika estrangeira. Mas, meus queridos meninos e meninas: como é que podem querer apresentar as eleições de ontem como tendo sido um referendo aos memorandos se, em toda a campanha oficial, Sócrates, Passos Coelho e Paulo Portas não se referiram uma única vez a alguma medida concreta constante dos memorandos??

Já chega de este povo ser mesmo enganadinho ou de então ser mesmo....


Veja a entrevista AQUI

Análises


Os resultados quase finais falam por si e atestam: uma clara derrota e um severo castigo eleitoral do PS (perda de 8 pontos percentuais em relação a 2009 e da posição de partido mais votado), o que significa que o seu desgaste e relativo isolamento eram tão grandes que nem conseguiu aproveitar a série de tiros no pé dados na campanha do PSD, de nada adiantando que o PS venha culpar o PCP e o BE pelo ascenso da direita porque o PS é que foi vítima de si próprio e da sua política e, depois de ter andado anos e anos a alimentar tigres (a direita) com bifes, não se pode queixar que os bichos já não se contentassem com ossos ou cenouras; uma expressiva vitória eleitoral do PSD, que contando com o CDS lhe dá direito a formar governo, baseada mais no cansaço com Sócrates e o governo do PS do que nos méritos ou esperanças com o PSD e o seu programa; um crescimento eleitoral do CDS que acaba por ser afectado por ficar longe das expectativas criadas pelas sondagens e cavalgadas por Paulo Portas, que beneficiou outra vez da regular amnésia sobre o seu passado como governante e alguma coisa deve ter beneficiado da táctica de se distanciar da vertigem ultra-liberal do PSD (coisa que meterá rapidamente na gaveta em troca de umas pastas governamentais); atentas as difíceis circunstâncias destas eleições, um significativo e importante resultado da CDU que, nas forças à esquerda da direita, é a única que regista um crescimento eleitoral e que elege mais dois deputados (um dos quais por Faro, onde não elegia há 20 anos); uma séria quebra eleitoral do BE (menos 4,5 pontos percentuais do que em 2009) o que parece confirmar a volatlidade e outras características específicas de parte significativa do eleitorado deste partido.

Os presentinhos...


Agora que já sabemos os passos que vão ser dados e as portas que nos irão ser fechadas, aqui ficam os presentinhos que nos vão presentear o PSD e o CDS-PP:

gravamento da exploração
- Facilitação e embaratecimento dos despedimentos, reduzindo a indemnização paga pelo patronato de 30 para 10 dias (por ano de trabalho) e alargando as possibilidades de despedimento por “justa causa”;

- Redução da duração máxima do subsídio de desemprego para um máximo de 18 meses e limitação do seu montante a 2,5 IAS, com redução sistemática do seu valor após seis meses;

- Flexibilização do horário de trabalho por via do “banco de horas”, redução do valor pago pelas horas extraordinárias;

- Ataque à contratação colectiva e ao papel dos sindicatos na negociação



Ataque aos rendimentos de trabalhadores e reformados
- Congelamento do salário mínimo nacional e desvalorização geral dos salários por via da alteração da legislação de trabalho e do subsídio de desemprego;

- Diminuição real de todas as pensões e reformas durante três anos, incluindo as pensões mínimas, e corte das de valor superior a 1500 euros;

- Aumento do IVA, designadamente nas taxas de bens e serviços essenciais, e de outros impostos indirectos;

- Aumento do IRS por via da redução/eliminação de deduções ficais (saúde, educação, habitação), incluindo o agravamento da tributação das reformas e pensões e introdução do pagamento de imposto sobre rendimentos de apoios sociais;

- Eliminação das isenções de IMI nos primeiros anos após a compra da casa, a par do aumento dos valores matriciais de referência e das taxas aplicadas;

- Aumento dos preços de energia eléctrica e do gás, por via da sua liberalização e do agravamento do IVA;

- Aumento do valor das rendas e facilitação dos despejos;

- Continuação dos cortes nas prestações sociais;

- Agravamento significativo das taxas moderadoras, diminuição das comparticipações dos medicamentos;



Ataque aos trabalhadores e às funções do Estado
- Cortes significativos na saúde, educação, justiça, administração local e regional;

- Encerramento e concentração de serviços (hospitais, centros de saúde, escolas, tribunais, finanças e outros serviços da administração central e regional);

- Congelamento durante três anos dos salários dos trabalhadores da administração pública; redução de dezenas de milhares de postos de trabalho na administração pública;

- Eliminação de freguesias e municípios em número significativo, afastando vastas zonas do território e largas camadas da população de serviços essenciais;



Privatizações
- Privatizações – aceleração da entrega de empresas e participações estratégicas ao capital privado;

- Já em 2011 privatização da participação do Estado na EDP, da REN e da TAP;

- Alienação dos direitos especiais do Estado (“golden shares”) em empresas estratégicas como a PT;

- Privatização da Caixa Geral de Depósitos no seu ramo segurador (mais de 30% da actividade financeira do grupo), bem como de outros sectores de actividade, designadamente no estrangeiro;

- Extensão do processo de privatizações às empresas municipais e regionais;

- Ofensiva contra o sector público de transportes de passageiros e mercadorias, designadamente com a privatização da ANA, CP Carga, Linhas ferroviárias suburbanas, gestão portuária, etc.;

- Venda generalizada de património público;

- Transferência para o sector privado, por via do encerramento e degradação de serviços públicos, de vastas áreas de intervenção até aqui asseguradas pelo Estado;



Mais apoios à banca e grupos económicos
- Banca e grupos económicos isentos de qualquer medida de penalização;

- Transferências de 12 mil milhões de euros para a banca, acrescida de garantias estatais no valor de 35 mil milhões de euros;

- Consumação da assunção pelo Estado dos prejuízos da gestão fraudulenta do BPN, através da sua privatização até Julho de 2011, sem preço mínimo e liberta de qualquer ónus para o comprador;

domingo, 5 de junho de 2011

Os "socialistas" do século XXI





Existem momentos que são únicos, existem imagens que valem por mil palavras, já aqui tinha publicado um video sobre a campanha do partido socialista, onde podemos ver Paquistaneses, Indianos, Moçambicanos, a apoiarem o partido socialista, agora publico duas fotos sobre o desespero do partido socialista, e um pequeno boy, um boy com tiques salazarentos, mas não fico surpreendido, no partido socialista vemos de tudo.

Quero também perguntar ao Augusto Santos Silva, o tal que acusou as autarquias pcp de pagar autocarros, para canalizar apoiantes para a campanha, para o Santos Silva, deixo aqui mais uma foto, para perguntar se estes têm vindo de charters ou se têm vindo de barco ilegalmente, e participam em campanha, pela chantagem da promessa de obterem a nacionalidade portuguesa.

Tinha vergonha de ser do partido socialista.