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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

As duas reformas de Cavaco


“Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações. Descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns 30 anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros por mês”, disse Cavaco, olhando o jornalista. “Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República”, disse Cavaco.
Porém, o Presidente da República não esclareceu o valor da pensão relativa ao Banco de Portugal (BdeP).
Mas uma fonte não oficial do Banco de Portugal assegurou ao PÚBLICO que Cavaco Silva nunca deixou de descontar para o fundo de pensões do BdeP. Está acima do nível 18, o que equivale a uma pensão entre os 4.000 e os 6.000 euros por mês.

Refira-se que a pensão máxima do Banco de Portugal ronda os 8.000 mil euros.

Há precisamente um ano, o chefe de Estado decidiu prescindir do seu vencimentos como Presidente da República, no valor de 6.523 euros, e hoje, em declarações aos jornalistas, no final de uma visita ao gabinete do munícipe da Câmara do Porto, Cavaco fez questão de referir que não recebia qualquer vencimento pelas suas funções.»


In jornal Público

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Francisco Assis a espalhar vergonha...


«(...) a UGT prestou uma vez mais um grande serviço ao país em geral e aos trabalhadores em particular. Ao país, porque se afigura de grande importância, quer por motivos de ordem interna, quer por razões de imagem externa, a aprovação de um acordo de concertação social. Aos trabalhadores na medida em que impediu a consagração de soluções que atentavam contra direitos básicos (...)»



Francisco Assis

Concordo com Joseph Stiglitz


Traição!



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A morte é o melhor detergente para a imagem de um defunto


«Um curriculum invejável, oriundo de um grande politico e democrata»
Será que se estavam a referir a Fraga quando foi ministro da Propaganda de Franco, com a pasta da Informação e Turismo, de 1962 a 1969? Foi um fascista que apoiou o mais cruel assassino europeu do pós-guerra, não se lhe conhecendo a mais leve censura às centenas de milhares de mortos que, após a guerra civil, onde a violência foi comum aos dois lados da trincheira, foram fuzilados sem julgamento e atirados para valas comuns.

Vice-presidente do Governo e ministro dos Assuntos Internos, na transição democrática, este fascista pragmático teve papel importante na elaboração da Constituição espanhola, que acolheu a forma monárquica pretendida por Franco, e preparou-se para governar Espanha à frente da Aliança Popular. Derrotou-o a desconfiança dos espanhóis o que o obrigou a regressar à Galiza natal onde se perpetuou no poder enquanto a direita mudou de nome para Partido Popular (PP) e elegeu Aznar graças a um discurso moderado que não correspondia ao seu ideário.