Páginas

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A grande Vitória da U.R.S.S.




Começo com uma boa verdade, não sou imparcial, como disse alguém em uma entrevista ao jornalista do J.N. de uma forma jocosa "Quero que a imparcialidade se foda",no entanto não confundir imparcialidade, com independência e rigor históricos, isto porque como estamos habituados a ter péssimos professores de História e ainda piores conselhos científicos de História neste país, a necessidade imperiosa de quebrar o preconceito de algumas pessoas, o direito a escrever a verdade Histórica e a objectiva, com instrumentos de rigor e não de manipulação como assistimos nos mais variados quadrantes da sociedade, desde o sistema de ensino, passando pelos meios de comunicação social,através das mais variadas formas, torna possível não tirar as devidas lições da história, seus ensinamentos, suas experiências mais valiosas e mais negativas, isto até porque este artigo mesmo sendo dedicado ao país que ficou consagrado na história com União das Republicas Socialistas Soviéticas, aproveito para dizer o que ultimamente e felizmente sectores ligados á história militar, civil e quadrantes politicamente esclarecidos, que o branqueamento do fascismo Português é uma realidade, embora isso como tenha dito Álvaro Cunhal não seja um processo novo, e englobando uma ofensiva clara e um ajuste de contas com a história deste país.
Contudo é salutar e de extrema importância as pessoas terem um mínimo de contexto histórico sobre a segunda guerra mundial, tenho a mais profunda convicção que não existe um conhecimento alongado sobre as razões que levaram a que o Nazismo tivesse realizado a sua guerra imperialista, imperialista igualmente como a França Colonialista e Inglaterra Colonialista, assim como os imperialistas que supostamente venceram a segunda guerra mundial, isto claro para quem quer continuar cego, é uma boa tese, contudo antes de nós chegarmos, aproveito para dizer que os capitalistas americanos apoiaram o nazismo Alemão, foram cruciais, citando o jornalista americano Edwin Black. O lançamento mundial de seu livro IBM e o Holocausto acirrou as discussões em torno do holocausto anti-semita perpetrado pelos alemães. Segundo o autor, graças à tecnologia da Dehomag, a subsidiária da IBM na Alemanha, os nazistas puderam mais facilmente localizar, identificar e assassinar os judeus. "Quem acreditar que de algum modo o holocausto não teria ocorrido sem a IBM está redondamente enganado", escreve Black. "Mas há razões para examinar os fantásticos números atingidos por Hitler na matança de tantos milhões de seres humanos com tanta rapidez e analisar o papel crucial da automação e da tecnologia no genocídio Segundo Black, para que a máquina de morte engendrada por Hitler funcionasse, era preciso primeiro catalogar suas vítimas, tarefa nada fácil. Afinal, para começar, havia enorme quantidade de judeus e era preciso primeiro identificá-los e registrá-los em listas. Aí teria entrado a IBM. A poderosa corporação não dispunha ainda dos PCs que ajudaram a promover sua expansão, mas dominava uma tecnologia adequada para a tarefa: as máquinas Holleriths de cartões perfurados. Black tenta provar que os equipamentos desenvolvidos para uso no censo americano foram instrumentais na tarefa de dizimar o povo judeu empreendida pelos nazistas.

Precursora dos computadores modernos, a tecnologia consistia na perfuração de cartões em pontos específicos que serviam para a identificação das características de um determinado indivíduo. Com colunas e linhas numeradas, havia centenas de combinações possíveis. As colunas relacionavam diferentes categorias e as linhas tratavam de particularizar o indivíduo. As colunas 3 e 4, por exemplo, enumeravam dezasseis categorias de cidadãos. O furo na linha 3 identificava o homossexual. A linha 12 indicava um cigano e a linha 8 identificava os judeus.

Quando se passou da perseguição ao extermínio, as máquinas da IBM continuaram fazendo seu trabalho. Algumas delas, segundo o autor, instaladas em campos de concentração. Mesmo durante a guerra, ocasião em que empresas americanas ficaram proibidas de negociar com a Alemanha, a IBM usou suas subsidiárias europeias, principalmente a suíça e a alemã Dehomag, para continuar facturando alto com as demandas nazistas, sustenta Edwin Black. O fundador da IBM, Thomas J. Watson, acabou sendo condecorado por Hitler em 1937 pelos serviços prestados. Em 1940, pressionado, Watson, que não escondia sua simpatia pelo líder nazista, devolveu a comenda.

Isto é o que descreve Edwin Black. Os que examinaram o livro com experiência no tema acham que sua descrição força demais nas cores e nos fatos. "É ridículo imaginar que o holocausto ocorreu graças à IBM. A maioria dos planos e sua execução foram desenhados a mão mesmo, com lápis e papel", rebate Efraim Zuroff, diretor do Simon Wiesenthal Center, de Israel, um dos maiores centros de estudo do holocausto no mundo. "Não há novidade nessas revelações. Acho que estão fazendo uma tempestade m copo d’água para vender livro", diz Zuroff. Um dos mais controversos estudiosos do assunto, o historiador americano Norman Finkelstein, lembrou imediatamente do argumento de seu livro The Holocaust Industry (A Indústria do Holocausto), lançado no ano passado, no qual condena as tentativas de responsabilização de empresas e governos pelo genocídio com o propósito de auferir vantagens. Ele se recusou a comentar as acusações à IBM, por não ter lido o livro de Black, mas disse que o lançamento da semana passada pode estar incluído na categoria caça-níquel.

Especialista em temas relacionados ao holocausto, a geógrafa Solange Terezinha Guimarães, da Universidade Estadual Paulista, lembra que não foram apenas a IBM e suas subsidiárias que colaboraram com o regime de Adolf Hitler. "Se vamos falar de responsabilidades, temos de citar outras empresas, como a IG-Farben, que deu origem à Basf e foi a principal fornecedora do gás usado nas câmaras dos campos de concentração", diz. A IG-Farben era o principal conglomerado industrial da Alemanha nazista e, com o fim do conflito, teve vários de seus executivos condenados por crimes de guerra pelo Tribunal de Nuremberg, que julgou as atrocidades cometidas no período. A empresa se dividiu em companhias menores, hoje tão famosas quanto a IBM, como é o caso de Basf, Hoescht e Bayer.
A farta documentação que o sustenta não livra o trabalho de Edwin Black de um equívoco fatal: a falta de perspectiva histórica. Black avalia principalmente acontecimentos ocorridos entre 1933 e 1939, época da ascensão do nazismo na Europa, com a visão actual do fenómeno. Diferentemente da percepção que se tem hoje do nazismo, uma ideologia contrária à própria humanidade, o conceito que se tinha na época não era tão nítido nem tão clara a informação sobre seus actos. Hitler era chefe de um governo legítimo e democraticamente eleito, que estava promovendo a recuperação económica da Alemanha e suscitava simpatias mesmo nos Estados Unidos e na Europa democrática. As atrocidades do nazismo contra os judeus, que já estavam ocorrendo, não eram amplamente conhecidas e, de certa forma, batiam com o largamente disseminado anti-semitismo que grassava em toda a Europa, da Rússia até a França. Assim, muita gente acima de qualquer suspeita acabou aderindo ao fascínio do führer alemão.
Henry Ford, fundador da maior fabricante de carros dos Estados Unidos, nunca escondeu sua admiração por Hitler. A simpatia era correspondida e Hitler cita o nome do empresário americano em Mein Kampf, livro autobiográfico do líder nazista. A exemplo de Watson, Ford também foi condecorado por Hitler em 1938. As boas relações com os nazistas renderam à Ford alemã uma encomenda de 100.000 caminhões para o Exército alemão em 1942. A imagem romântica e combativa da resistência francesa também não corresponde à realidade. Até meados de 1941, os nazistas foram muitos bem tratados na França ocupada. Paris fez uma festa com a dinheirama dos soldados e oficiais nazistas. Pelas salas suntuosas do Hotel Ritz, onde morava, a famosa estilista Coco Chanel exibia seu amante, um oficial nazista atlético, jogador de ténis, bom bebedor de champanhe. Depois da guerra, Chanel tentou minimizar o caso. "Na minha idade, quando um homem quer dormir com você, não dá para pedir seu passaporte", disse. Documentos revelados na França, em 1999, mostram seu envolvimento político com oficiais alemães. Chanel teria inclusive sido incumbida pelo alto comando da Wehrmacht, o Exército nazista, de sondar o primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, sobre a possibilidade de a Inglaterra assinar um acordo de paz em separado com a Alemanha. Colaboração mais direta teve Ferdinand Porsche, um dos mais talentosos designers de automóveis da época. A admiração de Hitler por Ford levou-o à idéia de produzir na Alemanha um carro popular. Encarregado da tarefa, Porsche inventou o Volkswagen ("carro do povo") em 1935. Com o início da guerra, passou a desenhar tanques para o Exército alemão.
Com o lusco-fusco ideológico que caracterizou a época, fica difícil traçar a fronteira entre o colaboracionismo explícito com o regime nazista e a prestação de serviço a um cliente. Essa confusão atingiu seu grau mais dramático na França ocupada pelos nazistas em 1940. Ao dominar o país, os alemães instalaram um governo na cidade de Vichy, de onde o país seria governado pelos próprios franceses mas a serviço do führer. Coube ao marechal Henri-Philippe Pétain o serviço sujo. Mas ele não estava sozinho. A França de Vichy só sobreviveu graças ao anti-semitismo latente entre os franceses, que aumentou ainda mais após a ocupação. A febre do colaboracionismo acabou levando Louis Renault a colocar suas fábricas de automóvel a serviço do adversário. Ao contrário de Ford e Porsche, Renault foi preso em 1944. Acusado de traição, morreu na cadeia no mesmo ano.
O papel chave na definição da estratégia do Ocidente no pós-guerra foi desempenhado pelas principais instituições financeiras da Grã-Bretanha e dos EUA – o Banco da Inglaterra e o Federal Reserve System – e as organizações financeiras e industriais que estavam estreitamente com elas relacionadas. Elas procuraram controle absoluto sobre o sistema financeiro alemão a fim de dominar a política central europeia. As fases da implementação da estratégia foram:



1919-1924 – Criação das condições para influxos financeiros estado-unidenses maciços na economia alemã.


1924-1929 – Estabelecimento de controle sobre o sistema financeiro alemão e o apoio financeiro ao movimento nacional socialista.


1929-1933 – Período em que foi provocada uma profunda crise económica na Alemanha e aos nazis foi dada a oportunidade de tomarem o poder.


1933-1939 – A cooperação financeira com o regime nazi e o apoio à sua política internacional expansionista, o que significava preparar e desencadear a nova Guerra Mundial.
Durante a primeira fase, a expansão financeira dos EUA sobre a Europa foi tornada possível principalmente pelo endividamento do tempo da guerra e o problema estreitamente relacionado das reparações alemãs. Além de formalmente ficarem envolvidos na I Guerra Mundial, os EUA proporcionaram US$8,8 mil milhões em empréstimos aos seus aliados. A maior parte do dinheiro foi para a Grã-Bretanha e a França. Quando no endividamento geral do tempo da guerra se incluem os empréstimos proporcionados pelos EUA em 1919-1921, ele totaliza mais de US$11 mil milhões [1] . Por sua vez, os países que receberam os créditos tentavam resolver os seus problemas às expensas da Alemanha sobre a qual impuseram enormes reparações a serem pagas em termos extremamente pesados. A saída de fluxos financeiros e a inevitável evasão fiscal dentro da Alemanha sob estas condições deixaram-na com um défice orçamental de tais proporções que só podiam ser compensados pela desmedida impressão de dinheiro a qual disparou um colapso da divisa alemã. Em 1923 a inflação na Alemanha atingiu os 578,513% e US$1 valia 4,2 milhões de milhões de marcos. Os industriais alemães começaram a ignorar abertamente as exigências de reparação, sendo o resultado a crise de Janeiro de 1923 durante a qual o Ruhr foi ocupado pela França e pela Bélgica.

Isto foi exactamente a situação que os círculos dirigentes anglo-americanos aguardavam, pois – quando a França envolveu-se e demonstrou incapacidade total – apresentou-se-lhes a oportunidade de assumir o comando. O secretário de Estado dos EUA, C.E. Hughes, disse que os EUA estavam à espera de a Europa ficar pronta para aceitar a oferta estado-unidense. [2]

Os contornos do novo projecto foram traçados no J.P. Morgan and Co. a pedido do governador do Banco da Inglaterra, Montagu Norman . Era baseado na ideias do representante do Dresdner Bank, Hjalmar Schacht, as quais havia formulado em Março de 1922 para John Foster Dulles, o qual fora um conselheiro legal do presidente Woodrow Wilson na Conferência de Paz de Paris e subsequentemente o secretário de Estado dos EUA sob D. Einsenhower. Dulles passou o documento de Schacht ao principal emissário da J.P. Mongan and Co. e depois disso a J.P. Morgan recomendou J. Schacht a M. Norman e ele aos líderes da República de Weimar. Em Dezembro de 1923 J. Schacht foi nomeado presidente do Reichsbank e foi providencial para juntar os círculos financeiros anglo-americanos e alemão. [3]

No Verão de 1924 o projecto que se tornou conhecido como Plano Dawes (de acordo com o nome do presidente do grupo de peritos que o redigiu, um banqueiro estado-unidense que dirigia um dos bancos do grupo Morgan) foi adoptado na Conferência de Londres. Ele previa reduzir as reparações à metade e especificava de que fontes o dinheiro para pagá-las deveria ser retirado. Numa perspectiva mais ampla, a prioridade era criar um ambiente hospitaleiro aos investimentos estado-unidenses, sendo a estabilização do marco alemão um pré requisito. Um grande crédito – US$200 milhões (800 milhões de marcos) – foi concedido à Alemanha, metade da quantia vindo do J.P. Morgan. No processo, os bancos anglo-americanos ganharam controle não só sobre a transferência de pagamentos da Alemanha como também sobre o orçamento do país, a circulação monetária e numa grande medida sobre o seu sistema bancário. Em Agosto de 1924 a Alemanha emitia uma nova divisa, a sua situação financeira tornava-se relativamente estável e, como escreveu G. Preparata, a República de Weimar estava pronta para a mais espectacular assistência económica da história à qual seguir-se-ia a pior tragédia mundial – o sangue americano fluía dentro das veias financeiras da Alemanha. [4]

As consequências seguiram-se imediatamente.

Primeiro, emergiu o chamado círculo absurdo de Weimar porque as reparações anuais foram gastas pelos aliados dos EUA para reembolsarem as suas dívidas. O ouro que a Alemanha entregava como reparações era vendido e aterrava nos EUA, de onde retornava como ajuda à Alemanha de acordo com o plano. Então a Alemanha passava-o outra vez para a Grã-Bretanha e a França, e ambos usavam-no para reembolsar as suas dívidas do tempo da guerra aos EUA. Os EUA ganhavam juros sobre o ouro e enviavam-no de volta para a Alemanha. Em resultado, todos na Alemanha sobreviviam a crédito e era claro que se a Wall Street retirasse os créditos seguir-se-ia a completa bancarrota do país. Sob tal cenário os bancos dos EUA não teriam sofrido danos uma vez que vendiam os títulos que obtinham em retorno dos créditos a cidadãos dos EUA.

Segundo, embora formalmente os créditos fossem concedidos para facilitar pagamentos, na realidade a Alemanha estava a reconstruir o seu potencial militar-industrial. Estava a pagar os créditos com acções de companhias alemãs e no todo o processo traduzia-se na integração activa dos capital estado-unidense na economia alemã. Um total de aproximadamente 63 mil milhões de marcos ouros foram injectados na economia alemã em 1924-1929 (30 mil milhões dos quais na forma de empréstimos), enquanto as reparações montavam a apenas 10 mil milhões [5] . Uns 70% dos recursos financeiros vieram de bancos dos EUA, principalmente do J.P. Morgan. Já em 1929 a indústria da Alemanha evoluía para a segunda maior do mundo, sendo em grande medida controlada pelos principais grupos estado-unidenses.

A IG Farben, por exemplo, que foi o fornecedor número um do exército alemão – e também cobriu 45% do custo da campanha eleitoral de A. Hitler em 1930 – estava sob o controle da Standard Oil de Rockefeller. Os Morgans controlavam os grandes das indústrias electro-técnicas e de rádio alemãs – AEG e Siemens – via General Electric (a GE detinha 30% da AEG em 1933) e 40% da rede telefónica alemã – via ITT Corporation, que também possuía 30% do fabricante de aviões Focke-Wulf. A General Motors, a qual pertencia à família Dupont, ganhou o controle da Opel. Henry Ford possuía 100% das acções da Volkswagen. O segundo maior monopólio industrial da Alemanha, a Vereinigte Stahlwerke possuída por Thyssen, Flick, Wolff, Vogler e outros, foi criado em 1926 com a ajuda da Dillon, Read & Co. de Rockfeller. [6]

A cooperação estado-unidense com o complexo militar-industrial alemão era tão vasta e intensa que em 1933 os bancos dos EUA controlavam os principais sectores da indústria alemã e bancos como o Deutsche Bank, Dresdner Bank, etc. Os concederam mais de 150 empréstimos a longo prazo durante sete anos para atingirem o objectivo e o Plano Dawes é muitas vezes mencionado como o primeiro plano quinquenal da Alemanha anterior à guerra.

Como um processo paralelo os mesmo actores promoveram a força política que deveria desempenhar o papel chave na realização dos planos anglo-americanos. Ao partido nazi e pessoalmente a Adolf Hitler foram dados generosos apoios financeiros.

Constituído em 1919, o partido nazi entrou na fase de crescimento só na Primavera de 1922 quando o seu líder começou a receber financiamento substancial. O antigo primeiro-ministro Heirich Brüning afirmou por escrito que a partir de 1923 recebeu grandes somas de dinheiro do exterior. A sua fonte era obscura mas sabia-se que elas chegavam através de bancos da Suíça e da Suécia. Também se sabe que em 1922 teve uma reunião como o adido militar dos EUA na Alemanha, capitão Truman Smith, o qual apresentou a Washington um relato pormenorizado da mesma com uma avaliação positiva de Hitler. Foi Smith que apresentou ao círculo de Hitler o licenciado por Harvard Ernst Franz Sedgwick Hanfstaengl (Putzi) , um indivíduo que teve séria influência sobre Hitler nos anos de formação da sua carreira política, proporcionando-lhe apoio financeiro substancial e conectando-o a políticos britânicos de alto escalão. [7] Hanfstaengl deixou a Alemanha em 1937 e serviu como conselheiro de Roosevelt durante a II Guerra Mundial.

Hitler foi condicionado para actuar em altos escalões políticos, mas o seu partido estava destinado a permanecer periférico enquanto a prosperidade da Alemanha continuasse. A perspectiva para ele mudou subitamente quando irrompeu a crise.

A terceira fase da estratégia dos círculos financeiros anglo-americano começou a materializar-se no fim de 1929, a seguir ao crash do mercado de acções dos EUA provocado pelo Federal Reserve. É indicado dos planos de grande alcance que já em 1928 a Wall Street começasse a cancelar créditos para a Alemanha. Após o colapso financeiro nos EUA, o Banco da Inglaterra, o Federal Reserve e o J.P. Morgan decidiram cortar créditos à Alemanha e portanto dispararam uma crise bancária e uma depressão económica na Europa Central. Em Setembro de 1931 a Grã-Bretanha abandonou o padrão ouro, assim destruindo deliberadamente o sistema de pagamentos internacional e, entre outras coisas, sufocando financeiramente a República de Weimar. Mesmo um prolongamento mínimo de créditos proporcionados moderadamente podia impedir a crise [8] mas Hjalmar Schacht inesperadamente optou por demitir-se, e o novo presidente do Reichsbank, Hans Luther, nomeado a pedido de Montagu Norman e do responsável executivo chefe do Federal Reserve, George Harrison , obedientemente absteve-se de quaisquer tentativas de impedir o colapso dos principais bancos alemães.

Ao mesmo tempo, o Partido Nacional Socialista Alemão experimentou uma espécie de milagre financeiro. Tendo recebido donativos maciços da Thyssen, IG Farben e Kirdorf teve 6,4 milhões de votos em Setembro de 1930 e tornou-se o partido número dois no Reichstag. Após o êxito eleitoral ele começou a receber generosas entradas financeiras do exterior. Hjalmar Schacht actuava como a ligação entre industriais alemães e centros financeiros estrangeiros.

Em Outubro de 1931 A. Rosenberg visitou Londres e encontrou-se com os principais banqueiros e homens de negócios britânicos, incluindo Montagu Norman, o presidente da Royal Dutch-Shell Henri Deterding que deu a Hitler 10 milhões de marcos antes de 1933, e Frank Tyarks presidente do Schroder Bank filiado ao J. Henry Schroder Bank AG de Nova York e o Stein Bank com sede em Colónia possuído pelo barão Kurt von Schroder. O Schroder Bank ocupava uma posição extremamente influente na rede bancária global e era membro do círculos estreito de bancos de Londres que tinham influência reconhecida sobre a administração do Banco da Inglaterra. Tyarks era o confidente de Schroder no Banco da Inglaterra em 1918-1945. Schroder também mantinha relações estreitas com Morgan e Rockefeller e seus interesses eram representados oficialmente na Wall Street por Sullivan e Cromwell, uma firma legal que empregava John Foster e Allen Dulles (o último participava no conselho de directores do banco de Schroder).

As conexões eram de importância crucial para os nazis desde quando – depois de 1931 – o barão von Schroder e Schacht pediram aos industriais e magnatas financeiros da Alemanha para apoiar os nazis e a primeira pergunta que eles lhes fizeram era como a comunidade financeira internacional e Montagu Norman em particular viam a perspectiva de um governo alemão liderado por Hitler e se eles estariam prontos a conceder créditos. A resposta foi positiva e em 4 de Janeiro de 1932 Hitler encontrou-se com Papen na villa de Kurt von Schroder e fizeram um acordo secreto para o apoio do Partido Nacional Socialista Alemão, o qual na altura estava sobrecarregado com enormes dívidas. Os irmãos Dulles também estavam presente, o que é um facto que os seus biógrafos preferem não mencionar [9] . Outra reunião entre Hitler, Schroder, Papen e Kepler, durante a qual o programa de Hitler foi plenamente aprovado, teve lugar em 14 de Janeiro de 1933. A decisão de transferir o poder para os nazis foi tomada durante esta reunião e em 30 de Janeiro Hitler tornou-se o chanceler do Reich. Estes desenvolvimentos abriram a quarta fase da implementação da estratégia.

Os círculos dirigentes anglo-americanos encaravam o novo governo alemão bastante favoravelmente. Quando Hitler se recusou a pagar reparações, pondo em risco o esquema da Grã-Bretanha e da França de reembolso das suas dívidas de guerra, nenhum dos dois países reagiu com quaisquer reclamações. Além disso, os EUA concederam um total de US$1 mil milhões em novos créditos à Alemanha em Maio de 1933 a seguir à visita aos EUA de Schacht, que foi reintegrado como presidente do Reichsbank, onde manteve reuniões com o presidente dos Estados Unidos e os principais banqueiros da Wall Street. Schacht também visitou Londres em Junho, encontrou-se com Norman e conseguiu obter um empréstimo de US$2 mil milhões da Grã-Bretanha bem como uma renúncia a velhas dívidas. Portanto os nazis alcançaram o que governos alemães anteriores não podiam sequer sonhar.

Quando um grupo de grandes banqueiros encontrou-se com Norman para discutir a situação política na Europa no princípio de 1934, a Alemanha foi avaliada como força estabilizadora. Norman visitou Berlim em Maio do mesmo ano para efectuar um acordo sobre o apoio financeiro secreto ao novo regime. No Verão de 1934 a Grã-Bretanha assinou o acordo de transferência britânico-germânico o qual tornou-se um dos fundamentos da política britânica nas relações com o Terceiro Reich e no fim da década de 1930 a Alemanha tornara-se o principal parceiro comercial da Grã-Bretanha. Ao mesmo tempo, a Grã-Bretanha restaurou em 1931 a moratória sobre o reembolso de dívidas relativas ao Plano Dawes e de todas as dívidas da Alemanha a bancos britânicos. Além disso, Montagu Norman avançou um novo empréstimo de 4 milhões de libras aos nazis a fim de injectar liquidez adicional à economia alemã. Companhias privadas alemãs, tais como a IG Farben, também puderam tomar dinheiro emprestado na Grã-Bretanha enquanto o Banco da Inglaterra advertia os seus empregados de que o assunto era estritamente confidencial. [10] O Schroder Bank serviu como o principal agente da Alemanha na Grã-Bretanha e em 1936 a sua divisão de Nova York fundiu-se com o império Rockefeller para formar o banco de investimento Schroder Rockefeller and Co. o qual The Times descreveu como o propagandista económico do eixo Berlim-Roma.

Finalmente, em 1939, a Alemanha reembolsou apenas 10% do seu endividamento de 1932, mas os círculos financeiros internacionais continuaram a ser gentis com os nazis. Hitler disse que o seu plano de quatro anos era baseado em créditos externos e ele nunca teve quaisquer preocupações de que se levantassem problemas quanto a isto.

Sob o regime nazi, o dinheiro estrangeiro na Alemanha aumentou principalmente na base de investimentos directos. Em Agosto de 1934 a Standard Oil comprou 730 mil acres [295.422 hectares] de terra na Alemanha para construir refinarias, as quais abasteciam os nazis com combustível. Aproximadamente ao mesmo tempo, equipamentos avançados dos EUA no valor de US$1 mil milhões foram entregues secretamente a fábricas de aviões alemãs. A Pratt and Whitney, a Douglas e a Bendix Aviation forneceram à Alemanha um grande número de patentes militares e os Junkers 87 alemães eram fabricados utilizando tecnologias importadas dos EUA. Em 1941 os investimentos estado-unidenses na Alemanha atingiam US$475 milhões. A Standard Oil investiu US$120 milhões, a General Motors US$35 milhões, a ITT US$30 milhões e a Ford US$17,5 milhões [11] .

O Bank for International Settlements , criado em 1930 no âmbito do Plano Young para regular a extracção e distribuição das reparações alemãs, desempenhou um papel particular na manutenção das ligações entre os círculos financeiros dos EUA e da Alemanha. Inicialmente estabelecido para controlar a transferência de divisas estrangeiras da Alemanha para o exterior, assumiu uma missão oposta e começou a actuar como canal para despejar dinheiro dos EUA e da Grã-Bretanh nas reservas nazis. No princípio da II Guerra Mundial o Bank for International Settlements estava sob o controle total de Hitler apesar de ser dirigido por Thomas McKittrick, um americano. O novo objectivo foi inventado pelo mesmo Hjalmar Schacht, que almejava criar uma instituição capaz de manter os banqueiros do mundo conectados no caso de um conflito militar global. Para este objectivo, os estatutos do Bank for International Settlements garantiam que ele permaneceria intacto – não sujeito a confisco, liquidação ou controle – sob quaisquer circunstâncias.

A estreita cooperação financeira e económica entre os anglo-americanos e os círculos de negócios nazis foi o pano de fundo das políticas de apaziguamento e do Acordo de Munique. Nos dias de hoje, quando a elite financeira global está a implementar o seu plano de Grande Depressão-2 como um prólogo para a instituição da "nova ordem mundial", é uma tarefa urgente revelar o papel chave que a mesma desempenhou na organização dos crimes do passado contra a humanidade.
Contudo para isso é necessário entender isto, e a necessidade de a Alemanha nazi classificar como seu inimigo mortal a União Soviética, a pátria dos trabalhadores, a necessidade de acabar com o ideal de classe e o sonho do fim da exploração do Homem sobre o Homem, os capitalista desde o surgimento da pátria dos trabalhadores e do ideal comunista, apoiaram as ditaduras como a nossa, a Espanhola, A Alemã, A itália primeiramente, a Romena, entre outros regimos torcionários.
Obviamente que esse desfecho seria inevitável com o inicio da "Operação Barba Ruiva" ou "Barbarosa" no 22-06-1941, que consistiu na ataque feito em três frentes destinava-se a atacar Leninegrado no sector norte, Moscovo no sector central e Kiev no sector sul.
Segundo os planos da operação determinados pelo próprio Hitler a operação deveria ser rápida e incisiva, com o envolvimento de grandes forças russas pelas pinças das forças blindadas alemãs, com o objectivo de desarticular as forças soviéticas, cerca-las e extermina-las.

O objectivo de «Barbarossa» era a destruição completa da União Soviética, reduzindo a Rússia a um estado tributário empurrado para oriente dos montes Urais, e para a extensão da estepe siberiana, para onde também seriam enviados os sobreviventes e os indesejáveis.

Estava previsto que a União Soviética fosse vencida em 12 semanas, devendo a operação acabar portanto em 22 de Setembro, antes do inicio do inverno russo.
A operação, preparada para o inicio da Primavera, foi atrasada por causa dos acontecimentos nos Balcãs, com a operação contra a Jugoslávia e posteriormente contra a Grécia, que acabou por resultar num atraso e na marcação do inicio da operação para 22 de Junho de 1941.

A maior operação militar da História

O dispositivo alemão

A força de invasão alemã dividia-se em três grandes grupos de exércitos, cada um com objectivos definidos:

O grupo norte, comandado por Von Leeb era o mais pequeno e estava composto pelo 18º exército, o 16º exército e o 4º exército blindado, este último colocado numa posição central. Esta força destinava-se a tomar os estados do Báltico e a dirigir-se contra Leninegrado.

O grupo central, sob o comando de Von Bock era constituído pelo 9º exército, pelo 4º exército (o mais poderoso exército alemão em 1941), juntamente com o 3º exército blindado e o 2º exército blindado. Tratava-se do ponto de vista da operação do mais importante grupo, pois possuía dois exércitos blindados, os quais inicialmente tinham como objectivo uma operação em «pinça» para cercar os exércitos soviéticos na região de Bialystok, mas que posteriormente poderiam ser utilizados em apoio das forças dos outros dois grupos (o que veio a acontecer, quando os blindados do gen. Guderian inflectiram para sul, para apoiar a tomada de Kiev).

O grupo sul, sob o comando de Von Rundstedt incluía o 6º exército, o 17º exército e o 1º exército blindado. Além destas forças, a sul, na Roménia, sob o seu comando estavam os 3º e 4º exércitos romenos e entre estes dois exércitos, o 11º exército alemão.

De forma isolada, na fronteira finlandesa, uma outra ofensiva seria levada a cabo pelo exército finlandês, que no entanto só actuará uma semana depois do ataque inicial e com o objectivo de recuperar o território que a URSS tinha subtraído à Finlândia em 1939.


O dispositivo soviético

Os exércitos da União Soviética, estavam dispostos em profundidade e numa posição eminentemente defensiva. Esta disposição foi resultado de ordens directas de Estaline para evitar hostilizar os alemães.

As forças soviéticas também estavam dispostas em três grandes comandos, embora não coincidentes com os alemães.

A norte, a Frente de Noroeste, com o comando do general Kuznetsov, dispunha de dois exércitos, o 8º e o 11º. Alguns dias após a invasão, será criado o comando norte, quando se torna evidente o objectivo alemão de tomar Leninegrado.

A sul deste e na Frente Ocidental soviética, correspondente à Bielorússia, estavam três exércitos sob o comando do general Pavlov, a saber, o 3º, o 10º e o 4º. A este juntava-se um comando sob a responsabilidade do grupo de exércitos (13º exército) que geria unidades independentes.

No sudoeste, os soviéticos tinham colocado as suas forças mais poderosas, com um total de seis exércitos sob o comando do marechal Budenny, e com o general Kirponos no comando operacional.
Este grande grupo de exércitos, com mais de 1.000.000 de efectivos contava acima de tudo com a força do 5º e do 6º exércitos, os quais tinham atribuídos cada um deles seis divisões de tanques e que estavam directamente em contacto com as forças alemãs na Polónia ocupada.
Mais para sul, Kirponos tinha dispostos mais quatro exércitos, em frente às fronteiras da Hungria e da Roménia. Estes eram o 26º, o 12º, o 18º e 9º exércitos
Às primeiras horas da manhã de 22 de Junho (um Domingo) a Luftwaffe destrói milhares de aviões soviéticos no chão e a fronteira começa a ser atravessada em enumeros pontos. A aviação soviética é alias a arma mais afectada, pois as perdas são tremendas e os aviões russos praticamente desaparecem dos céus. Há notícia de alguns ataques levados a cabo por bombardeiros russos que foram mandados atacar sem qualquer protecção de caças.
O descalabro foi completo, a maioria dos aviões abatidos no chão e os que sobravam foram utilizados de forma absolutamente incompetente.

Em terra, os objectivos alemães começam a ser tomados rapidamente, com a principal operação em «pinça» a ser levada a cabo pelo avanço dos dois exércitos blindados do grupo de exércitos centro «Mitte». Os tanques do general Hoth deverão encontrar-se com os tanques de Guderian em Minsk, a capital da Bielorússia.
Foi assim que o imperialismo se lança na ofensiva, orgulhoso e confiante depois de ter ajoelhado a seus pés a Europa, Julgou que em 8 semanas (dois meses atente-se) que ia esmagar a pátria do socialismo.
No entanto a resistência do povo soviétio foi fascinante, abnegada e carregada de heroísmo, pois estava em causa a sua sobrevivência, e também as grandiosas conquistas da revolução de Outobro de Lénine.
Sob o lema de conquistar, dividir e reinar, escravizando o povo sociético, este exercito criminoso praticou os piores crimes, os piores massacres e sevicias, sendo elogiados por bastantes quadrantes, desde o nosso país, passando pelo Franquismo Espanhol, a Alemanha Nazi lançou-se na ofensiva, que inicialmente correu bem para as suas hordas, no entanto a União Soviética lançava-se na defese com unas e dentes do seu espaço.
Existe hoje quem queira dizer que a batalha de Estalinegrado era o símbolo de esta ostentar o nome do secretário-geral do PCUS, não obstante, escondendo os motivos reais que levaram a que essa cidade tivesse que ser tomada, porque era o ultimo bastião antes dos grandes campos petroliferos do caûcaso, ou então do cerco de Lenigrado para asfixiar a zona central da guerra, os as portas de Moscovo, onde estavam os dirigentes e a liderança soviéticas, com a estratégia da resistência.
De conferir que hoje diz-se que a principal batalha foi a de Estalinegrado, embora fosse ai, que realmente se desfize-se o mito da invencibilidade nazi, a principal batalha foi a batalha de Kursk, onde a 12 de Julho, se desfez a espinha dorsal da Alemanha nazi, onde a 12 de Julho, os exércitos soviéticos sob o comando de Popov lançam no sector norte, entre o 2º exército blindado e o 9º exército, um fortíssimo contra-ataque, na direcção de Bryansk e perante a violência do ataque soviético, que faz tremer toda a frente alemã, Hitler ordena o cancelamento da operação Cidadela.

Na batalha de Kursk, participaram mais de quatro mil e quinhentos blindados e foi a maior batalha de tanques da II Guerra Mundial.

Para muitos historiadores, a vitória soviética em Kursk, ao conseguir pela primeira vez desarticular completamente uma ofensiva alemã, feita segundo as regras do Blitzkrieg, foi mais que Estalinegrado, o verdadeiro ponto de viragem da guerra.

A vitória de Kursk, mostrou ainda que ao contrário do mito até então criado, o exército soviético tinha capacidade para efectuar ataques com sucesso mesmo durante o Verão.

A Alemanha perdeu 30 divisões, sete das quais blindadas, durante os seis dias da batalha. Kursk foi a ultima batalha em que do lado alemão ainda se considerava a possibilidade de vitória.
Aprendam História senhores, porque para se chegar no Reichstag no dia 8 de Maio, tiveram que superar estas forças e estas resistêncis da Alemanha Nazi, pois ao contrário de alguns vencedores, que desembarcaram na Normandia, com "meia-duzia" de forças e de dispositivos, viu-se quais as preocupações da Alemanha Nazi, assustados com o Exercito do Povo.
Pois a grande vencedera desta guera foi mesmo a união soviética.
Um obrigado aos corajosos povos que triunfaram sobre o mal.
Um bem-haja.


1. A.A. Gromyko. Foreign Expansion of Capital. History and Modernity. Moscow, Mysl Publishers, 1982. P. 84
2 Ver: History of Diplomacy. Moscow. Political Literature Publishers, 1965. V. 3, P. 357
3 G. Preparata, "Conjuring Hitler: How Britain and America Made the Third Reich"
4 Ibid. P. 34
5 History of Diplomacy, P. 502.
6 Ver: C.Sutton A. Wall Street and the Rise of Hitler. Arlington House Publishers, New Rochelle, New York. 1976, http://www.reformation.org/wall-st-hitler.html . R. Epperson. The Invisible Hand. Viewing History as Conspiracy. Kyiv, 2003
7 Ver; Sutton, Opt. Cit. Starikov. Who Made Hitler Attack Stalin. St. Petersburg, Piter Publishers, 2008. P. 78-80
8 F. Engdal. Century of War -Anglo-American Oil Politics and the New World Order. Pluto Press, 2004
9 Mullins E. Secrets of the Federal Reserve. Published by the Federal Reserve Bank of Boston in its seventh printing, 1982, http://www.apfn.org/apfn/reserve.htm
10 Preparata, Ibid. Nenhuma evidência referente ao assunto pôde ser encontrada nos arquivos do banco.
11 Ch. Higham's Trading With the Enemy: An Expose of the Nazi-American Money Plot, 1933-1949. Escrito com base em materiais desclassificados em 1978-1980, proporciona o quadro mais completo da cooperação financeira, económica e política entre os EUA e os negócios alemães na época antes e durante a guerra.

sábado, 1 de maio de 2010

Socialismo ou barbárie: Ao povo o que é do povo.







Passados trinta e seis do 25 de Abril e hoje que também se celebra o dia do trabalhador, celebrado pela primeira vez no primeiro de Maio de 1974, não poderia deixar algumas notas e alguns pensamentos sobre o Estado da nossa nação.
É nestes dias e em todos os outros do ano que convém lembrar o que foram as conquistas de Abril, o que representaram em toda a sua dimensão social, cultural, económica e mesmo politicamente, que as conquistas de Abril representaram para o nosso país o rumo ao progresso, sendo que o povo, tomou o que lhe pertencia por direito, e ainda que muita gente "não saiba", o direito do povo, foi conquistado e regulamentado por Constituição, ao qual o povo foi chamado a votar, para a composição da assembleia constituinte.
Convém lembrar o papel que os comunistas, os progressistas, os que queriam o socialismo real e autêntico (não aquele que nem sequer algum dia saiu da gaveta)na luta no terreno, nas demonstrações de força popular e de grande iniciativa ao lado do povo que conquistou e que determinou que fossem impressas no texto constitucional que entrou em vigor no dia 25 de Abril de 1976.
Passados estes anos todos, depois de sucessivos (des)governos de direita que este país conheceu, pouco é preciso para se chegar a conclusões definitivas sobre a ofensiva que o grande capital exerceu e exerce para aumentar os seus "modus vivendi" prejudicando com a sua natureza opressiva e exploradora o país, destruindo direitos e as conquistas que tão custosamente o nosso povo conquistou durante Abril e o prec.
O poder politico representado pelas forças politicas do partido socialista, dos sociais-democratas e dos democratas-cristãos ao serviço do grande capital, têm cumprido o seu papel, a restituição dos monopólios e dos privilégios de classe ao grande capital.
Destruíram o aparelho produtivo, a iniciativa pública, os serviços nacionais de saúde e de educação têm sido mercantilizados, ostracizados com guerras sem quartel, a qualidade de vida têm se deteriorado, os trabalhadores não passam de mão escrava, sendo as chantagens e as ameaças diárias, com uma realidade social imposta de um salário mínimo nacional em que a lógica é a sobrevivência e não a qualidade de vida do ser Humano, querendo agora para cumulo acabar com subsidio de férias das classes trabalhadoras para aumentar ainda mais a miséria do nosso povo, mas para manter os lucros dos parasitas que tentam enforcar o nosso povo na miséria.
Muitos podem pensar que isto é inevitável, que esta ofensiva do grande capital que em particular depois do desaparecimento do campo socialista de leste, tem condenado á morte milhares de seres Humanos, agravando as desigualdades do mundo, aumentando o fosso entre as sociedades, entre as classes trabalhadoras e aqueles que as exploram, onde os "teoricos e professores" profetizam "milagres", "saídas milagrosas para a crise", onde as suas previsões se mostram erradas para os povos, mas certeiras para o grande capital, querendo transmitir a ideia de que é irreversível, de que nada se pode fazer, que é inevitável, que os povos estão condenados a isso.
Mas nós comunistas Portugueses, orgulhosos do nosso passado, do nosso presente de luta e resistência, ao serviço do povo portugûes, mostra-mos com confiança e determinação que outra solução é possível, não com estas politicas, mas sim com Socialismo.
E a experiência histórica que acumulamos do passado de Abril, com outros fenómenos e processos históricos ocorridos em outros países, sempre com a análise e correcção constante dos processos políticos e sociais, com o objectivo de transformar a sociedade, acabar com as desigualdades sociais e fenómenos que a nossa sociedade começa a viver agora, nas suas mais variadas expressões negativas, querendo colocar o rumo certo para o nosso povo e o nosso país.
Não vamos nunca desistir do nosso ideal de justiça, pois é isto que estamos a abordar o conceito de justiça, do qual sem problema nenhum não nos importamos de querer e de desejar outra revolução, mesmo com grande sentido de verdade assumimos perante a história, diante dos homens e mulheres, que uma revolução acarreta sempre sofrimento de pessoas, mas isso é o que passarei a explicar, pois como Álvaro Cunhal disse e bem, na nossa revolução os que sofreram e bastante foram os Melos, os Champalimaud, os Espírito-Santo,entre outros, mas justamente nesse conceito de sofrimento destes senhores quando se viram desposados de propriedades e de meios de produção, da banca, de sectores estratégicos, o conceito de justiça estava presente, pois o sofrimento real destes senhores,mas que inaugurou a justiça para os explorados e oprimidos, que com os instrumentos nacionalizados ao serviço do povo e da pátria para melhorar a vida de milhões de portugueses, sendo que nessa justiça eu voto e votarei sempre reconhecendo a história como um processo de luta de classes, não abdicando dos valores de Abril, provando ser possível transformar e recuperar a sociedade, mostrando potencial e iniciativa histórica, sendo o Homem o objecto da acção, comandando o seu destino, através da economia, da politica, da cultura e da acção social directa e institucionalizada.
Esta experiência histórica foi coroada de sucesso, somente sendo fracassada porque os sucessivos governos, cães obdientes do grande capital revogaram, destruíram e sabotaram as politicas verdadeiramente socialistas, não porque o socialismo fracassou, mas porque ps, psd, cds-pp restauraram os monopólios e as politicas dos "trusts" (cito até em outros tempos quando o "socialista" Françõis Miterrand apregoava "Non à l'Europe des marchands".
É por isso que como nós sabemos que efeito prático estas politicas tiveram na sociedade, as classes trabalhadoras cada vez mais pobres, as classes possidentes recuperaram o perdido, e aumentaram as suas fortunas pessoais em milhões de Euros.
Este é o resultado destas politicas de direita que todos assistimos dia-á-dia, onde este maldito governo que teima em se chamar "socialista", mostrando todos os podres que emana do seu moribundo e corrupto corpo que assola este país, mostrando ser mais de direita do que os próprios sociais-democratas do senhor Coelho, mas em hierarquia de valores são gémeos puros e siameses, pois só os conseguimos diferenciar porque um tem mais "D" de dinheiro do que o partido "socialista".
Por isso neste 1 de Maio como não poderia deixar de ser, a solidariedade com os trabalhadores e com os desempregados, os desesperados e os aflitos da sociedade está presente, ao lado do meu povo, ao lado dos valores da humanidade e do progresso social e da liberdade.
Viva o 1º de Maio, viva Abril, viva o Socialismo, ontem, hoje e sempre.
Socialismo ou barbárie é esta a escolha que temos de fazer como fez Rosa Luxemburgo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Anabela Campos

http://aeiou.expresso.pt/guerra-de-poder-na-portugal-telecom-ao-rubro=f567174

Engraçada jornalista, incrível pelas suas "teses" económicas, provocatoriamente pelas suas opiniões quer de suprema ignorância, contudo depois de algumas entrevistas analisadas, quero deixar uns breves apontamentos sobre as opiniões sobre as suas teses económicas.
Primeiro na questão do orçamento de estado, a sua opinião da redução do défice é "brilhante", primeiro aconselha a cortar nas despesas, apregoando as teses económicas da "cartilha liberal", não propondo como a maioria dos economistas receitas para as contas do Estado, visto que as empresas Estatais que foram nacionalizadas, canalizando os lucros outrora do Estado, para o bolso do grande capital, afectando assim as receitas outrora fortes e pesadas nas contas do Estado.
Falando em aumento de impostos, é fácil, visto que a senhora Anabela é funcionária do grupo impresa, não sabendo os seus méritos para tal, ou então acrescento que ela como os outros brilhantes economistas que por ai andam á anos com as suas "teses" que depois no terreno económico não se verificam correctas, ou produzem efeitos nefastos para a economia.
Obviamente que se percebe porque é funcionária do grupo impresa, ou não fosse o patrão o senhor militante numero 1 Francisco Pinto Balsemão.
Mas não me desviando do assunto, esta senhora, na questão dos aumentos dos pilotos da tap, ao que ela proferiu serem superiores aos salários do primeiro-ministro e do presidente da républica, não se manifestou contra os vencimentos dos administradores e do seu presidente (ultra-católico diga-se de passagem) proferindo que é imoral estes aumentos, não contrapondo a situação das empresas públicas empresariais, do sector do estado nas participações nas empresas, sendo imoral no caso tanto da EDP como no caso da PT.
Depois na questão dos mercados, referindo a questão da instabilidade, não referindo as causas, nem referindo as tropelias que acontecem no mercado, refere pressão sobre sobre estes, conferindo a sua opinião em que os mercados estão instáveis devido aos défices públicos...
Contudo o que salva referir é que os mercados estão como estão não somente derivado ás politicas governativas neo-liberais, mas também porque a roubalheira que já todos assistimos no caso bpn, bcp, bpp, sem referir mercados internacionais, em que a roubalheira foi suprema, refere que os défices públicos têm uma clara influência nos mercados, mas no entanto a análise da questão deve ser meramente analisada na questão dos créditos que o governo pode atrair exteriormente, porque de resto o próprio mercado segundo os "especialistas" regula-se a ele próprio...
Superior falsidade esta...
Quero no entanto dizer que depois de ver as entrevistas desta senhora, dos economistas da "cartilha" e ainda assim indo mais longe as do próprio Cavaco Silva, primeiro-ministro durante 10 anos, e de todo o programa da sic, que não sei bem se é a sede própria do psd, quero dizer claramente que estes senhores e senhoras deviam ser definitivamente enviados para a faculdade para aprender politicas públicas, politicas sociais, e não da "economia casino" que têm levado este país ao descalabro.
Por isso antes de opinarem façam um voto de silêncio, ou calem estas estações televisivas que têm o descaramento de colocar este "painel" incluindo a senhora Anabela Campos, onde sou obrigado a citar "Quando uma nação foi forçada a recorrer ao direito de insurreição, volta ao estado natural com relação ao tirano. Como poderia este invocar o pacto social? Ele aniquilou-o". Embora Rousseau não afirmasse que o rei estava vinculado ao povo por um contrato, admitia que, no estado de insurreição provocado pela usurpação do poder soberano do povo pelo monarca, a volta ao estado de natureza implicava num último recurso que o indivíduo ainda tinha de poder defender-se contra os ataques do inimigo, sob pena de perecer"
É isto que alguns tentam fazer, evitar o descalabro, não nos guiando por estes "esclarecidos" artigos ou entrevistas de opinião....
Ganhem vergonha e regressem ás faculdades de economia, mas com outros professores, porque a lição é péssima.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Superioridade



Como a mentira FUNCIONA, tem que se desmistificar a mentira quando ela é apregoada mil vezes, ainda que de maneira diferente, pois depois de ler o livro (Foi Assim), as entrevistas de Zita Seabra, não me resta outra alternativa, antes de dedicar um post ao 25 de Abril, tenho que dizer com toda a frontalidade, que aquela senhora conseguiu já bater o recorde de mentiras quer do Goebbels, quer do Hitler.
Isto porque tomar uma postura contra os posicionamentos desviantes sempre constantes da Zita, era ridículo, porque as suas posições diante da própria história, se encarregaram de um dia colocar a inteligencia no lugar certo.
Isto porque estamos na habitual celebração da data que irá inaugurar o período mais luminoso da história deste país, seria injusto para com a pessoa de Álvaro Cunhal e os milhares de Comunistas que deram o seu valioso contributo e alguns pagaram com a vida por valores como os que acredito, ao longo da ditadura e mesmo depois do 25 de Abril.
Contudo essa senhora, apregoa que foi uma revolucionária, no vídeo insinua-se bolchevique ( termo histórico especifico que designa o termo maioria, depois da separação da ala menchevique no P.O.S.D.R.) que curiosamente significa Maioria, algo que a Zita "democrática " não entende, ela que queria "reformar" o partido, e quando esta cartilha, diz "reformar", eu digo destruir, pois a história do movimento sindical e comunista foi severamente atingido na sequência das "reformas" perestroika e glasnost, bons princípios que não foram levados á letra,pelos dirigentes que queriam tudo menos o socialismo verdadeiro, obviamente era isto e não somente o que a Zita queria, era poder dar entrevistas com ela própria num triste e humilhante espectáculo de representação farsosa, era ter uma entrevista na r.t.p. com a Judite de Sousa e escrever um péssimo livro, mentiroso, sem escrúpulos e acima de tudo com tiques de quem escolhe ser uma verdadeira nulidade em termos de rigor intelectual e moral, porque o seu conhecimento limitado é demais evidente.
Nesta entrevista apanham-se mentiras fascinantes, delírios anti-comunistas e de uma inferioridade intelectual, que meus senhores, na minha óptica sou forçado perante os padrões das "bestas" (armas medievais mortíferas...)considero mais culto e mais honesto intelectualmente o G.W. Bush, sendo que os efeitos daquilo que ambos defendem, seja o mesmo, a exploração, a morte, os regimes mais fascistas e reaccionários, em deterimento do ser Humano, suporto-me na tese politica do apoio dos do "costume" mas mais concretamente ao P.S.D. da Sra. zita, aquando do apoio claro e total á guerra do Iraque, na época primeiro-ministro Durão Barroso.
Isto para que fique bem claro a distância humana que nos separa é imensa, tinha que o frisar.
Contudo, para terminar, queria aconselhar duas coisas, aos leitores deste artigo, a entrevista com a Judite de Sousa, onde ela mente com todas as letras, dizendo ai que o último contacto foi numa recepção de uma embaixada, onde existiu segundo ela disse uma troca de olhares, algo que não acredito, porque o Álvaro Cunhal nem falava dela para "não poluir mais a atmosfera", mas nesta entrevista, já diz que estava a falar com as "tias de Cascais", que perderam o medo de Álvaro Cunhal...
Pobre coitada esta senhora, que mente tão descaradamente...
Contudo além das inverdades do livro, mentiras absolutas já refutadas pelo Vítor dias, e pelo artigo do avante, deixo no ar, a "coerência" da Zita na questão do aborto, e a questão de ser mesmo em si do próprio veneno da imoral e da incoerência, quero agradecer uma frase da Zita no seu livro, que sem querer, pela sua ignorância profunda no livro, diz o seguinte: "já só existem comunistas em Portugal", termino com um, obrigado Zita, afinal ainda os existe, segundo, prova que o comunismo no mundo não morreu, e que afinal nós somos uns bons exemplos para o Mundo.
E deliciem-se com o degradante espectaculo, porque, chamar circo ou palhaçada ao vídeo acima postado, era ultrajante.
Afinal foi mesmo e é mesmo Assim, a superiorida moral do nosso lado, o ridículo e a miséria do outro, miséria causadora do sofrimento de milhares. Foi Assim e eles bem querem que continue assim... Até um dia..

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Um ano depois.... 36 anos depois


Não me debruçarei muito tempo a dissertar sobre o já muito escrito, multilateralmente sobre o blog, um ano depois, o blog continua forte ou fraco, não sei, esteticamente bonito, feio, não sei, não me interessa, apenas o seu conteúdo.
Se o objectivo era levantar a discussão, originar a reflexão, então uma vitória tem que se assinalar, não porque fui eu que a ganhei, mas porque todos discutimos, e se quer não se goste, quer se goste das ideias discutidas, um ponto é assente, é que a perspectiva de hoje a nossa massa jovem continuar atenta, esclarecida, observadora, interventiva é sinal de esperança, de força e convicção no futuro, desde já admito, não tenho fé no futuro, nem sequer esperanças, tenho convicção que um Portugal e um Mundo diferentes são possíveis, onde as formulas são as mesmas de outros tempos, com outros vectores, novos fenómenos, novos problemas, mas com a certeza imutável da história: A Luta de Classes.
Honestamente como dizia Émile Zola "A verdade marcha e nada conseguirá detê-la", pois não é preciso ter uma escola politica, ter um curso superior, frequentar tertúlias, ambientes de reflexão para se perceber que se é pobre, o pobre faltando-lhe as mais elementares condições politicas, sociais e económicas, parte em busca do que é seu, na sua humilde concepção materialistica e existencial.
Para fazer um ano de blog, quero dizer que volvidos trinta e seis anos da instauração da "democracia", embora isto me pareça mais uma plutocracia como na época do fascismo, onde o despudor e exploração sem preceitos levarão a que o povo Português parta em busca do conceito de justiça, em todos os seus domínios.
As classes possidentes, teimam em não ceder, em não reformular o podre sistema capitalista, detendo os instrumentos de poder económico, social e militar e até grande parte de cultural, procuram asfixiar a vontade do povo, segundo a lógica do lucro, querendo escravizar o nosso povo já escravizado faz séculos.
No entanto este país, atrasado até de mentalidades no fétido e podre capitalismo, como no século passado, recuso a fazer as reformas, que se tornarão inevitáveis, que levaram aqui a fazer-se uma revolução, ao contrário de quase todos os países Europeus.
No entanto, não a quero assim, em forma de esmola, em forma de "caridadezinha", mas não se esqueçam, o povo tomara aquilo que lhe pertence, seja, em Abril, em Maio, em Dezembro, num qualquer ano, pois, o aprofundamento da crise capitalista, paga com a escravidão do povo, será o motor que novamente irá colocar o país na rota da destruição desta exploração sem-vergonha ao nosso povo.
Abril sempre, hoje, á um ano, á trinta e seis anos, pois Abril é quando o povo quiser, e não com os caciques a "evoluírem".
Contudo não iria acabar para os governos, pessoas e enfim, aqueles coitados do costume a quem a escrita progressista assusta com uma citação de Émile Zola "Os governos suspeitam da literatura porque é uma força que lhes escapa"

Liberdade sempre, politica, social, cultural e económica.

domingo, 4 de abril de 2010

Bloco de Esquerda (ou mesmo de direita)


Pois, bem, depois de alguns anos de experiência, de alguns factos observados e analisados, o Bloco de Esquerda cada vez me surpreende mais pela negativa,ridiculamente e provocatoriamente pelo facto que isto não é novo existirem "grupinhos", porque não passam disso, em que se dedicam a combater os progressistas, porque como dizia Urbano Rodrigues, eu hoje não sei se posso dizer que sou de esquerda, porque existindo ai socialistas e bloquistas de "esquerda", prefiro usar termos que nos distingam, pois sem dúvida alguma que as tropelias são tantas que temos que começar a enumerar os pensamentos deste senhores.
Começando então pelo topo, pela sua génese, esses grupos outrora conjuntos de associações e de partidos, já na época do governo de Vasco Gonçalves se dedicavam a combater o governo provisório que mais "pisou" os calos do grande capital, que reformou e instalou processos e conquistas que ninguém até á época tinha ousado enfrentar, desde as nacionalizações, passando pela conquista do salário mínimo, entre as bases para a futura instalação de um serviço nacional de saúde e de educação, por isso meu espanto histórico vai para o facto de eles terem combatido os únicos governos que de facto de verdadeira esquerda e progressista existiu aqui neste fétido país.
Avançando uns bons tempos para a frente, começa a festa do ridículo, pois o bloco de esquerda, fez do pcp o seu maior inimigo, partido politico, social, cultural e económico, atenção a estas quatro vertentes, pois do bloco de esquerda, nem uma encontro, até porque nem um partido são, apenas um conjunto de grupinhos sustentados pela comunicação social, aliás aqui a uns tempinhos atrás, o elogio do Louçã para com o jornal do Belmiro, do grupo sonae, O Público, foi revelador dos favores que para ali andam "dando os parabéns ao jornal de livre opinião" referindo-se ao mesmo.
Mas isto não é tudo, pois como tenho conhecimento pessoal, posso começar a fazer a minha acusação real e objectiva sobre eles, sobre os seus "desabafos" e as suas intenções.
A intenção da coordenação nacional do bloco de esquerda, sempre foi a de atacar o PCP, com visto a roubar o eleitorado comunista, considerando na óptica deles que "é o alvo mais fácil", engraçado facto este, quererem derrubar aqueles que se prepõem efectivamente a querer construir o verdadeiro socialismo.
Depois a questão dos ataques constantes ao PCP e a países socialistas, tais como cuba, onde fazendo coro aos capitalistas e mesmo fascistas, criticam um regime socialista, hostilizado desde o primeiro dia pelos E.U.A. num embargo vergonhoso e destruitivo para com aqueles país e aquele povo, fazendo apologia do seu anti-comunismo feroz e primário.
Contudo, continuando esta critica, fundamentada, a "festa" continua, primeiro aquele exemplo do "sindicalista" Chora da Auto-Europa já referido aqui num artigo do blog, aquelas concessões que fizeram á entidade patronal, é como querer pedir esmola, quando os lucros não param de subir da entidade patronal, sacrificando direitos dos trabalhadores, em nome da dita competitividade que o grande capital não se cansa de apregoar, claramente que tudo isto se paga, já pagando agora os trabalhadores, vamos ver de futuro, o que nos reserva quando a fábrica fechar, para além do mais, que Chora, no discurso de despedida do Manuel Pinho, aquele horror de ministro, os elogios disseram tudo...
Continuando a saga, deste "fabuloso" bloco de esquerda a festa continua, falavam do sectarismo do PCP para com os seus militantes, da suposta falta de liberdade no interior do PCP, mas esquecem-se (talvez não estejam habituados a regras, leis, deveres) estatutários, onde como se sabe ninguém é obrigado a entrar para um partido, a filiação é natural e pessoal, portanto a filiação pressupõe que o indivíduo concorde com a matriz ideológica e programática do partido em questão, logo que não esteja de acordo, pode sair do partido e entrar para o "cardápio" de partidos que ai existem, sem querer fragmentar e dividir a unidade do partido, mas logo eles, que na questão da Joana Amaral Dias, aliás péssima politica, muito pouco preparada, também ela de direita, não esqueço o seu apoio a Soares, que diga-se não fica distante nem um bocado da questão de Manuel Alegre, outro anti-comunista feroz, deputado na A.R. que sempre suportou os governos de direita do partido socialista, como logo ficaram nervosos, a excluíram num bom "Maoísmo" onde a retiraram propositadamente de um vídeo elocutivo daquela "suposta" luta que eles travam.
Depois passada esta ressaca do apoio a Manuel Alegre, onde eles procuram desesperadamente colar-se a uma estratégia que tenta ser a "VENCEDORA", querendo penso eu, dizer depois, dos resultados que foram "obra deles", apoiam aquele que não sossegou enquanto os governo de Vasco Gonçalves não fosse derrubado, para instalar o do Pinheiro de Azevedo (triste espectáculo na época diga-se) isto entre enumeros episódios recambolescos, do Manuel Alegre.
Continuando esta saga, tenho a frase de uns jovens bloquistas, que dizem tudo, um primeiramente disse, que quando acaba-se a licenciatura, visto que a dele em privada é de "mérito", dizendo-se do bloc, tendo sido até candidato pelo bloco, pronunciou num jantar, que "eu vou chular a segurança social até dizer chega", pois, está tudo dito, querer "chular2 um sistema fragilizado pelos governos de direita, sendo "chulado" indevidamente por cidadãos que se aproveitam das falhas do sistema, inseridos na estratégia até partidária diga-se de passagem, é bem revelador do que as pessoas do bloco são.
Contudo não ficamos por aqui, a festa continua, outro dia visitando um amigo meu de Barcelos em Coimbra, fiquei siderado com a afirmação de outro dirigente bloquista Coimbrense, em que afirmou em público, que o objectivo do Bloco de Esquerda é ser o novo partido socialista de Portugal.... Confessam e bem as verdades estes rapazes...
Depois uns preocupados com Cuba, recebendo eu o email, como recebi de um jovem, muito jovem mesmo, verde em tudo, até na inteligência, eu não resisto a os designar de bons burgueses, bons na direita, sem dúvida alguma, pois nunca se sabe, eu até me antecipo, não vão eles falar na tal Républica Democrática da Coreia Do Norte, que eles dizem ser comunista, embora a ignorância enfim, não escolha pessoas, porque o partido chama-se "Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte"~, ao invés de partido comunista, eu termino com a provocação, de onde estão as eleições internas para a designação das concelhias de Barcelos no bloco? Onde se realizaram? Quem votou? Quantos eram? As actas? Talvez quem as tenha feito, tenha sido o candidato em 2005 pelo bloco de esquerda, que depois se candidatou pelo P.S.D. nas de 2009.
Ou melhor, falando da "Coreia de S. Martinho", pois deve ser essa que eles falam "a esquerda moderna, plural e democrática", onde a familia todo do dirigente local se candidatou por uma freguesia...
Afinal as monarquias existem, e dizem-se de esquerda....
Tenham Vergonha meus senhores....

,

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A Ilha dos Pinguins volta á carga (ensaio sobre a prostituição intelectual)


Depois de uma leitura fascinante, sobre esta obra rica e diversificada, com uma obrigação clara, para quem a lê, de paciência, mas também uma considerável cultura geral, pois entender processos teológicos exige conhecimento das razões éticas e religiosas, posições defendidas pela igreja, as suas determinações e ambições em ser classe possidente, mas não somente isso, também a obra carece motivação, também de entendimento sobre história da humanidade, nomeadamente da história dos poderes religiosos, militares e políticos, bem como dos preconceitos morais e intelectuais.
Com isto podemos passar á obra, e a uma critica á medida se impõe, nestes tempos de confusão entre liberdades de expressão, de moralidades, de confusões e de pensamentos, mas isto para os que ainda que por conhecimento, se debruçam na critica ao que é a luta da humanidade, fazendo jus da sua classe dominante, a defendendo por natureza, algo que naturalmente não me identifico.
Para Anatole France para quem não sabe e faz questão de não aprender com a wikipédia, daquela que o governo actual se preocupou ( isto porque talvez o governo e o séquito aprendam o Portugûes numa qualquer "nova oportunidade")seu verdadeiro nome era Jacques François A. Thibault. Esse antigo leitor, bibliotecário e crítico literário de grande sucesso, membro da Academia Francesa desde 1896, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1921. Muito influenciado pelo racionalismo radical de inspiração humanista, condenava todo o dogmatismo e toda a especulação filosófica. Com o romance O Caso Crainquebille (1901) envolveu-se no Caso Dreyfus, defendendo a reabilitação do oficial judeu Alfred Dreyfus, condenado injustamente. Anatole France é autor de sugestivos romances históricos como Tais (1891) e Os Deuses Têm Sede (1912), sobre a Revolução Francesa, assim como a biografia Vida de Joana d'Arc (1908). Outros romances de destaque são: O Crime de Silvestre Bonnard (1881) e A Ilha dos Pinguins (1908). No ano de 1922 a Igreja católica pôs sua obra no "Índex" por criticar a sociedade e a Igreja. Anatole France filiou-se ao Partido Comunista no início dos anos 20.
Claro que nos tempos que correm se Anatole fosse vivo, não sei se não teria que escrever uma Arquipélago dos pinguins, porque por ai, andam milhares de ilhas, daquelas que povoam mentes, predominam em mentes, porque o obscurantismo e má fé de hoje, não estão distantes dos tempos da idade média, dos autos-de-fé, dos "índex" em que escrever é algo perigoso, se contudo para isso a desonestidade intelectual seja imperativa.
Claro que também em outra hipotese, poderia ele ser processado, (com certa ironia minha), porque podera eventualmente saber que a origem da Ilha dos pinguins é algo que seja "mau" para alguns pinguins, não sei de daqueles da "Argentina" nas pampas que fugiram da SGM (segunda guerra mundial) e fundaram colónias de sobreviventes nazis, se daqueles democratas espalhados por ai, porque como se dizia no livro ""Quando o baptismo dos pinguins foi conhecido no Paraíso, não causou nem alegria nem tristeza, mas uma extrema surpresa", adaptando a uma ideia minha, seguramente de que anda por ai muito Homem que enfim, de democrata tem tanto como eu de fascista.
Contudo, nunca será demais lembrar, uma vez que nas "vogues" de hoje, se fala em direitos de autor, nas não-coincidências, dos registos escritos, para não confundir pensamentos, relembra-se que a Ilha dos Pinguins, talvez na óptica dos que representam o Portugal velho, mas que não têm lugar neste Portugal de novos, que querem um novo Portugal, porque a questão é mesmo, um livro comunista, pois foi feito por um comunista, logo nas mentes "democráticas" não pode ser lido.
Porque eventualmente o crime será coisas como comer, reproduzir-se ou defecar passarão a ser alvo de restrições, tabus, códigos... nada voltará a ser simples e natural como dantes.
Ao longo destas páginas vamos poder assistir ao crescer e desenvolver de uma comunidade humana e perceber o ridículo de certas convenções e as origens de muitas perversões e iniquidades da sociedade ocidental. A religião é duramente criticada e os seus santos e milagreiros desmistificados. Não escapam também à crítica nesta sociedade de Pinguínia as proibições culturais, as origens da propriedade privada ou da nobreza.
Um “pinguínico” caso Dreyfus, paradigma da injustiça e anti-semitismo camuflado da sociedade francesa de finais do século XIX, é também longamente dissecado por Anatole France. São várias, aliás, as situações que facilmente poderemos reconhecer e comparar com os dias de hoje.
Claro que eu democrata como sou. não termino com proibições, negações, frustações, mas com sorrisos, porque vou utilizar um excerto novamente do Anatole para terminar:

Em Inglês: "The law, in its majestic equality, forbids the rich as well as the poor to sleep under bridges, to beg in the streets, and to steal bread."
"I prefer the errors of enthusiasm to the indifference of wisdom."
"If fifty million people say a foolish thing, it is still a foolish thing"

Em Português sognifica:

"A lei, na sua majestosa igualdade, proíbe os ricos, assim como os pobres de dormir embaixo de pontes, de mendigar nas ruas e roubar pão. "
"Prefiro os erros do entusiasmo à indiferença da sabedoria."
"Se cinqüenta milhões de pessoas dizem uma coisa tola, ainda é uma coisa tola"

Voto nisso: Miguel César Capelo Leite De Sousa

domingo, 28 de março de 2010

União Europeia fracasso anunciado



A criação da moeda unificada foi fruto de uma trajectória política para criar um mercado realmente único na Europa. Como tal, remonta ao próprio Tratado de Roma, que criou em 1957 a Comunidade Económica Europeia (CEE), predecessor da actual União Europeia. Só em meados dos anos 80 os governos aprovaram o Tratado de Unificação Europeia, que teve como meta a complementação do mercado interno comum até 1992, garantindo a livre circulação de mercadorias, capitais e pessoas. A intensificação da unificação tinha por objectivo preparar a Europa para os novos tempos e enfrentar a competição com o Japão e os EUA. As empresas reagiram rapidamente com a abertura total das fronteiras e iniciaram um processo de reorganização já caraterizado por uma onda de aquisições e fusões. Os trabalhadores começaram a sentir cada vez mais esvaziados seus espaços de negociação nacional e o peso do desemprego crescente. A Inglaterra, durante o governo Thatcher, se opôs a qualquer regulamentação da questão social usando seu poder de veto. Em 1992, o Tratado de Maastricht definiu os critérios e metas para a próxima fase da unificação, que deve remover a mais decisiva barreira para a criação de uma economia integrada em escala continental, como a dos EUA: a União Monetária Europeia.
Já existia desde 1979 o Sistema Monetário Europeu (SME), mas este se restringia a controlar as flutuações entre as moedas, ou seja, deveria ajudar na coordenação da actuação dos respectivos bancos centrais e não substituí-los. Ataques especulativos e problemas económicos nacionais colocaram várias vezes o SME em crise.
O Tratado de Maastricht estabeleceu quatro critérios de convergência: defices público abaixo de 3%; dívida pública menor de 60% do PIB; inflação no máximo 1,5% superior à media dos três países com menor índice de inflação; e taxa de juros a longo prazo não mais de 2% superior à média dos três países com a menor taxa. Sem dúvida foi o primeiro critério que mais teve impacto, exigindo dos governos nacionais um grande esforço de austeridade fiscal e criatividade contábil. Isso criou não só resistências como também bastante cepticismo em relação à capacidade de manter o organograma. Na fase de formulação e implementação surgiu uma tensão entre a França e a Alemanha. Na própria escolha do presidente do Banco Central Europeu houve uma disputa entre o candidato apoiado pelo governo alemão, o holandês Wim Duisenberg, e o candidato do governo francês, Jean-Claude Trichet, actual presidente do Banco Central Europeu.
A grande preocupação era trocar o marco alemão, considerado estável, por um euro enfraquecido exposto a pressões inflacionárias. Por isso a Alemanha insistiu na visão de um banco central independente, ao passo que na tradição monetária francesa o banco central sempre segue as directrizes da política. O governo alemão insistiu também numa interpretação rígida dos critérios de Maastricht e além disso exigiu a adopção do Pacto de Estabilização, que implica sanções quase automáticas para os países que porventura o descumprirem depois de ingressar na União Monetária Europeia. Com isso ficou claro que não existiu margens para políticas económicas nacionais, mesmo quando não existirem ainda mecanismos em nível europeu de compensação ou intervenção para lidar com os possíveis problemas causados pela grande diversidade das economias envolvidas.
O Pacto de Estabilidade, aprovado na Cúpula dos chefes de estado da UE em Amsterdão, prevê multa de 0,1% sobre o PIB por ponto acima do limite de 3% do défice público. Existe uma sensação generalizada nos demais países da UE de que o projeto alemão seria levar a Europa a aceitar que o euro e o BCE fossem apenas uma nova versão do marco e do Bundesbank: a política económica monetária imposta seria a imagem das rígidas políticas do banco alemão. A insistência do presidente do Bundesbank, no Pacto de Estabilidade, fez o ex-chanceler socialista Helmut Schmidt enviar uma carta aberta acusando-o de parecer "autoritário e dominador". Crítica forte neste sentido, Jean Pierre Chevenement, em entrevista ao Wall Street Journal: "O que a Alemanha não conseguiu em duas guerras mundiais, a hegemonia continental, está em vias de conseguir através de recursos financeiros em nome do livre mercado e de uma visão tecnocrática da Europa". Mas, de acordo com pesquisas de opinião, a própria população da Alemanha não viu nenhuma vantagem na unificação da moeda.
A consolidação do euro afectou a estrutura dos mercados financeiros internacionais de forma substancial e irreversível. Uma das mais instigantes mudanças no cenário internacional provocada pelo euro foi o fim do monopólio do dólar como moeda de reserva que ajudou os EUA a acumularem tranquilamente enormes deficits comerciais. O excedente acumulado pelos exportadores japoneses, por exemplo, volta aos EUA por intermédio da compra de títulos de valores norte-americanos. Se o euro conseguiu suficiente confiança, estas posições em dólares podem ser substituídas por euros. Não só os governos, mas também empresas e indivíduos teriam uma forte alternativa ao dólar nas suas opções de investimento. Ao mesmo tempo, a participação da UE no comércio internacional é um pouco superior à dos EUA e há de se esperar que parte do comércio da UE com países de fora passará a ser expressa em euro, substituindo o dólar. Bancos centrais de todo o mundo passarão a deter parcela relevante de suas reservas em euro.
Lembramos que o dólar conseguiu se impor como moeda de referência atrelada ao ouro nos acordos de Bretton Woods, em 1944. A força da sua hegemonia permitiu-lhe implodir este sistema do padrão ouro em 1971 sem que o dólar perdesse sua posição, dando início a todo o processo de liberalização dos fluxos cambiais que chegou, nos dias de hoje, a volumes incontroláveis. Há ampla utilização do dólar por parte de outros países, bancos e empresas não-americanos. A importância do dólar como moeda de transacção internacional excede o peso dos EUA no PIB mundial, hoje pouco superior a 25%. O dólar envolve 4/5 do total das transacções cambiais e mais de 60% das reservas de bancos centrais no mundo estão em dólar. Os EUA conseguiram resistir tranquilamente à concorrência do iene japonês e do marco alemão. Hoje, o iene é a moeda de troca só em 5% das transacções comerciais mundiais. Se a queda do muro de Berlim acabou da noite para o dia com a bipolaridade político-militar, a consolidação do euro pode criar quase abruptamente uma bipolaridade monetário-financeira. Se isso se confirmar, é prevista uma tensão entre duas moedas rivais com riscos de crises, que por sua vez aumentarão ainda mais a demanda por mecanismos de cooperação monetária em nível internacional. Para a França, há um grande interesse no euro como forma de defender suas aspirações políticas de pôr fim ao monopólio do dólar. O país sempre se caraterizou por um consenso que ultrapassa as fronteiras dos principais partidos políticos na contestação da hegemonia dos EUA.
Os E.U.A. ainda é o país maior devedor do mundo, com défices crónicos na balança comercial e baixas taxas de poupança. Para competir com o euro na atracção de capitais para fechar as suas contas, o Federal Reserve Bank dos EUA pode aumentar os juros, o que complicaria a situação das economias latino-americanas caso elas mantenham o seu atrelamento ao dólar.
Primeiramente porque tirou do âmbito da especulação todo o mercado cambial interno da UE. Por outro lado, o euro supostamente é forte demais se comparado ao dólar e ao iene para tornar-se alvo fácil de especulação. Ao mesmo tempo, se prevê uma concentração dos mercados de capitais na Europa, criando um grande mercado de títulos em euro e proporcionando uma fonte mais barata e disponível de empréstimos de longo prazo.
O critério que proíbe que o défice público ultrapasse 3% do PIB significa automaticamente uma diminuição forte da procura por parte dos governos nos mercados de capitais, o que amplia o espaço para lançamento de papéis privados e procura de novos mercados fora da Europa.
Existe a expectativa de que o BCE será tentado a promover e proteger o euro não com a baixa, mas com a elevação dos juros, para encadear um processo de sua valorização gradual em relação ao dólar. Da mesma forma, o BCE será obrigado a manter grandes posições em dólares, considerando a necessidade dos fluxos comerciais até que o euro se consolide. Se se confirmar a valorização do euro em relação ao dólar, isso pode ser positivo para países latino-americanos com suas moedas atreladas ao dólar, pois poderão exportar em condições mais favoráveis aos mercados da zona do euro. Junta-se a isso o fato de que a unificação monetária criou um mercado mais facilmente penetrável para exportações. Surgirá grande interesse por parte dos países latino-americanos nos acordos comerciais que a União Europeia vem discutindo ultimamente com o México, a América Central e principalmente o Mercosul, que já dirige cerca de um quarto das suas exportações para lá.
Os grandes beneficiários serão sem dúvida nenhuma as grandes empresas multinacionais que operam nos mercados da União Europeia. Elas não terão mais custos de volatilidade cambial, não precisarão mais equacionar os activos e passivos da cada empresa em cada país. Sem o obstáculo de risco monetário, que inibia a expansão dos mercados de bónus das empresas europeias, elas poderão enfim captar recursos financeiros pela região, barateando seus custos. E mais: com o enfraquecimento do poder de intervenção dos governos nacionais e sem a existência de um contrapeso em nível europeu, se torna sempre mais fácil para as empresas se livrarem das regulamentações do poder público. Ao mesmo tempo, facilitou-se o campo de actuação de tal forma que há de se esperar uma nova onda de reorganização, com fusões e aquisições. Os produtos fisicamente transportáveis, especialmente os de pouca diferença em termos de gostos nacionais, vão ser negociados nos mercados de toda a Europa por um número relativamente pequeno de empresas operando em escala continental. A tendência será de eliminar a superposição de operações existentes. Prevê-se o fechamento de milhares de unidades. Um dos primeiros sectores que deve ser alvo de tal reorganização é o de serviços financeiros, trabalhando com uma só moeda. Talvez só dez grandes bancos prevalecerão neste processo. A revista Business Week publicou estimativas de fechamento de quase metade das 166 mil agências bancárias espalhadas pela UE. Isso envolve dezenas de milhares de postos de trabalho. Às vésperas da unificação monetária, as fusões para racionalizar as empresas já cresceram 48%. Vale ressaltar o forte preparo por parte das empresas norte-americanas operando na Europa para enfrentar este desafio. Neste contexto, explica-se a agressiva expansão para a Europa dos bancos de investimentos de Wall Street. O processo de fusões, aquisições e migração de empresas levará a uma ulterior pressão sobre a legislação social, a regulamentação trabalhista e os impostos, ainda sob domínio da política nacional.
Por intermédio do euro, as empresas estão conseguindo, de forma indirecta, impor as mudanças que sempre defenderam. Neste sentido, o euro vem sendo chamado de "cavalo de Tróia". Evidentemente, haverá uma grande pressão também sobre empresas com menor competitividade. A transparência de preços deve mudar o comportamento nos mercados. Os preços tenderão a convergir rapidamente, acirrando ainda mais a competitividade. Só para se ter uma ideia, hoje, apesar da livre circulação dos bens, o preço de um automóvel pode variar de país a país até 50% para o mesmo modelo.
O capitalismo na Europa, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, foi caracterizado por uma forte presença do Estado pressionado pelas forças sociais para equilibrar e domesticar as forças do mercado. Criou-se o famoso Estado de bem-estar social, hoje alvo de forte ataques políticos e ideológicos, em contraposição ao capitalismo mais selvagem dos EUA, cujo modelo económico está sendo projectado como a melhor forma de organizar a economia capitalista avançada. O que as forças do mercado não conseguiram por meio do debate político nacional estão conseguindo por critérios aparentemente técnicos e pelo Banco Central Europeu.
A moeda é um aspecto essencial da soberania e, portanto, um instrumento de governo e não somente de funcionamento do mercado. Em primeiro lugar, a unificação da moeda limita de uma vez por todas uma série de disposições dos governos nacionais para interferir no processo económico. Por exemplo, o uso de políticas cambiais para aumentar a competitividade ou o uso de deficit orçamentário no contexto de políticas keynesianas, visando o combate ao desemprego. A unificação monetária não cancelou as nações, mas anulou uma parte de sua soberania. Em tese, a soberania perdida em nível nacional poderia ser recuperada em nível comunitário, mas isso não faz parte do projeto.
É importante enfatizar que não é a unificação monetária que começou a erodir o poder de intervenção dos governos nacionais. A globalização dos mercados financeiros e o crescente poder das empresas multinacionais já exigem há tempo a transferência de poder político a um nível supranacional. Mas a União Europeia nem teria peso económico para isso. Hoje o volume do seu orçamento corresponde a 1,3% do PIB total dos 15 países membros. Bastante inferior ao orçamento federal dos EUA, de 30% do PIB.
Paralelamente, há uma incrível falta de infra-estrutura política ao lado do Banco Central Europeu. Ficou famosa a pergunta de Kissinger: "quando quero falar com a Europa, a quem devo me dirigir?". Será que hoje a resposta é "a Wim Duisenberg", este ilustre membro do Partido Social Democrata holandês, nomeado primeiro presidente do BCE com aval do governo alemão?
O euro é apresentado no contexto da abertura comercial, globalização e formação inevitável do Estado europeu. Mas não escapa a ninguém a falta de entusiasmo da população, que está mais preocupada com os 17 milhões de desempregados na UE. Pesquisas de opinião indicam que metade da população ainda não consegue imaginar o que está acontecendo. A revista Economist não exclui um fracasso da unificação monetária por se adiantar demais à opinião pública. Ainda que pareça tratar-se de um processo amadurecido desde o Tratado de Roma, em 1957, o euro aparece perante a população comum como algo imposto de cima.
Os sindicatos estão sendo envolvidos ainda mais na rivalidade económica entre nações e regiões. A luta pela competitividade se dará através do mercado de trabalho, já que todas as outras variáveis serão fixadas. Excluiu-se assim dessa lógica qualquer pretensão de se chegar a uma unificação salarial ou negociação em nível europeu. Pelo contrário, aumenta a pressão para maior descentralização da política salarial, concessões nas regras trabalhistas e negociações caso a caso. À medida que o capital se tornar mais móvel, o trabalho irá ficando na defensiva. Os próprios cortes orçamentários para atingir os critérios de Maastricht, envolvendo benefícios de previdência e saúde, já aumentaram a desigualdade de renda nos países envolvidos.
As elites europeias prometeram que a nova Europa conseguirá competir no mercado globalizado e com o tempo criará emprego. Na realidade, a aposta é criar emprego baseado em desregulamentação, trabalho informal e temporário. A palavra de ordem: "todos os poderes ao mercado".
Já a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) ficou perdida entre as declarações de boas intenções em relação à política social que obtém sempre como resposta por parte das autoridades da União Europeia, as possibilidades de acordos tripartite sobre moderação salarial, a flexibilidade do mercado de trabalho, a reorganização do Estado etc. De outro lado, convive com a cruel realidade da prática da política económica. Esta divisão se expressa sempre muito claramente à medida que não se consegue interferir nos acordos, como o Tratado de Maastricht ou o Pacto de Estabilidade, mas fica-se satisfeito com mais um anexo, ou declaração em separado. O anexo do Pacto de Estabilidade declara por exemplo que "é imperativo dar um novo impulso para manter decididamente o emprego em primeiríssimo lugar entre os temas da agenda política da União Europeia". Observa-se um contraste com a rigidez dos critérios adoptados pelas mesmas autoridades quando se trata de políticas de estabilização monetária ou políticas económicas restritivas!
Até quando se podem tratar os assuntos da pressão migratória como problemas da Justiça e não de justiça?

domingo, 21 de março de 2010

Perdoai-os Senhor, eles sabem o que fazem


Escolho este titulo, porque primeiro aprecio boa literatura, Sophia de Mello Breyner Andresen, numa citação que utiliza no seu poema "As pessoas sensíveis".
Segundo porque como eu penso assim, o pensamento é estruturado sob várias formas, vários princípios, que estabelecemos como padrões conscientes que nos orientam para a vida, para o nosso dia-a-dia.
É assim, como não poderia deixar de ser, conhecendo uma manifesta maioria católica praticante ou não, confesso que não preciso de me guiar pelos "princípios"que orientam tais "desígnios", primeiro porque na estrutura daquilo que eu defendo, esta seguramente nos antípodas da denominada clique que ao fim-de-semana, reza ao domingo de manha, num qualquer mosteiro, monumento, espaço religioso, mas que se esquece que ao estar presente do "senhor" (é que la estão vários, desde o que "come" a mulher do outro sempre que pode, aquele que não diz palavrões mas gosta de "fornicar" o primeiro consciente ou não que se diz alvo e imaculado mas que no fundo é tão podre, como a casta que lá tem andado a governar o espaço, no entanto uma coisa os caracteriza, manter o ar "cândido", escondendo no entanto o que por dentro lhe consome a "alma") que ele foi pregado por Romanos, talvez porque resistir ao império significa-se na época, libertar o seu povo da opressão e da exploração romana, defendendo justiça, liberdade, opinião, fraternidade.
Contudo já conhecendo essa "clique" á vários anos, "sábia", "justa", "fraterna", "não-radical", "não-extremista" (cuidado quando algum "rato" da sacristia te diz que o comunismo é radical, não sei se ele é conhecedor da história dos autos-de-fé, da inquisição, das caças ás "bruxas" ou da história no seu geral, visto que os milhões que eles "reformaram" serem apenas almas infiéis, daquelas que não são contabilizadas, porque primeiro vão á igreja não por consciência, mas porque o "obrigam", dai o "radical" ficar para aqueles que contemplam os seus mortos não em cruzes, mas na história dos três regimes que o comunismo em Portugal enfrentou, inclusive naqueles que os ratos de sacristia votam.
Contudo não iria acabar a provocação sem postar a propósito uma pequena "quote" em que sucintamente para quem não tem conhecimento (desde que nasceu talvez ate ao fim da vida) para melhor ficar ciente do "não-extremismo":
Advogados dos EUA, representando sobreviventes e parentes de vítimas do regime Ustasha, estão tentando processar, sem sucesso, o Banco do Vaticano por receptação e lavagem de dinheiro. O Banco receptou e lavou o dinheiro roubado pelos fugitivos do regime nazi-católico da Croácia (Ustasha) no final da 2GM, além de ajudar os Ustashas( Ante Pavelic, Dinko Sakic, Andrija Artukovic etc.) a fugirem para América do Sul, EUA etc. através das Ratlines.
O regime Ustasha – Estado “Independente” da Croácia (NDH, em croata Nezavisna Država Hrvatska) nasceu em 1941 graças à invasão nazi-fascista na Iugoslávia durante a 2GM. O Vaticano apoiou o regime de Ante Pavelic porque desejava um poderio católico nos Balcãs. O NDH (mistura de nazismo com inquisição católica) exterminou cerca de 1.000.000 de sérvios (cristãos ortodoxos), 60.000 judeus, 30.000 ciganos e milhares de opositores.
A cumplicidade da Igreja Católica com este regime sanguinário foi intensa, a ponto de padres liderarem conversões forçadas de sérvios, massacres e campos de extermínio (Jasenovac, por exemplo). A crueldade Ustasha era tão grotesca que chocava até mesmo os alemães e italianos, que tiveram que colocar um freio na Ustasha. O chefe religioso do NDH, cardeal Stepinac, foi beatificado pelo papa JP2 em 1998.
O assunto Ustasha é um grande tabu na grande media nacional e internacional, graças ao lobby da igreja católica. O “El País” da Espanha chegou a relatar em 1986 o atrito entre a imprensa oficial e a católica porque se discutia se o clero romano estava envolvido ou não com os crimes de Andrija Artukovic (ministro do NDH).
O Vaticano, após a queda do NDH, jamais admitiu qualquer responsabilidade, nem mesmo parcial, pelas atrocidades cometidas, nem mesmo um pedido de perdão. Em verdade, quando acusado, ele sempre negou qualquer conexão com o regime croata. Quando solicitado a expressar o seu repúdio pelos crimes cometidos pela Ustasha , prefere ficar em silêncio (um silêncio cúmplice). Nem mesmo o site oficial do Vaticano possui um texto repudiando as barbaridades do NDH. O papa JP2 nunca aceitou visitar Jasenovac, atitude compartilhada pelo actual papa Bento XVI.
Pois é que cuidado meus senhores, um dia deste eu vou reclamar a diferença entre mim, o meu pensamento e aqueles que "idolatram" este tipo de "regimes leves", "coisa pequenina e leve", assim como ceifar trigo, ceifar mortes é semelhante, só não se pode dizer que é "radical"...
Cuidado com o pensamento, hoje eu penso, sera que devo me misturar com este tipo de gente, para com me confundam com eles?
Parece-me adequado, porque o valor da humanidade e da liberdade, não se aprendem numa igreja, ou numa qualquer terra fascistazinha que limita porque se é diferente, ou porque numa faculdade ou secundária se tem professores e colegas (amigos é outra "souvenir" de direita cacique e reaccionária.
Por isso não me confundam, reflictam, e antes de me estenderem a mão, analisem o que são e o que representam, porque eu com "podridões" nunca me dei bem, já escolhi o meu lado, cada vez vou reclamando mais, logo chega a altura em que a consciência define quem esta com as pessoas, ou contra elas.
Contudo antes de terminar, porque findo aqui o assunto, não me apetece escrever mais, não porque não o saiba fazer, mas porque prefiro um artigo "rasca" meu, a artigos que enfim... a sanita seria a "biblioteca" adequada para alguns la porem os seus manuscritos.....
Termino com um verso do Sophia:
Sophia de Mello Breyner Andresen


As pessoas sensíveis

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
....

Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito


Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.

domingo, 14 de março de 2010

Albino Almeida

Na qualidade de ex-aluno e ex-dirigente associativo estudantil do secundário, não resisto a dedicar um post aos estudantes do secundário de Barcelos, mas também a todos do secundário, visto que o presidente da confederação de pais, mais não tem sido que um lacaio do governo, papagaio das "reformas" que não são reformas nenhuma, mas enfim, tem sido pioneiro em mais um triste espectaculo de uma Ópera-bufa (como dizem os Italianos: divertimento giocoso) visto que as palavras deste homem ecoam como tal.... Só que o som não é agradável....
Ora reparem para além de ser o meso que um dia disse que as greves de professores deviam ser ao Sábado, porque durante a semana havia aulas, descendo quase ao nivel do semântico (estudo do significado, no caso das palavras, a semântica estuda a significação das mesmas individualmente, aplicadas a um contexto e com influência de outras palavras) do Professor Marcelo Caetano, quando dizia "pode-se pensar, desde que não se diga" muito "democráticamente" sem dúvida alguma, pois como se sabe o instrumento das classes em luta é sempre a pressão exercida sobre a classe que a possui, sendo lógico que assim seja, pois se as greves fossem ao fim-de-semana como a ex-ministra queria mas não disse, disse o seu fiel seguidor.
Mas mais ainda.... quando alguém defende uma reforma que visa destruir o sistema de educação, baseado numa avaçiação burocrática, totalista e digna de hipocrisia, que moral tem?
Os professores são inimigos? Os alunos são inimigos? Então vejamos as seguintes perguntas, com as seguintes respostas:
Os profissionais do sector também podem apresentar propostas?
Podem, desde que o façam baixinho e de preferência caladinhos.
Existem medidas significativas para a educação no ECD?
Existem várias medidas muito significativas que se centram em dois temas
fundamentais: reduzir e aumentar.
Reduzir e aumentar??? Isso não é contraditório?
Não! Nada!
Reduzir professores, reduzir o número de contratados (para o ME não são
professores) reduzir a possibilidade de ter carreira, reduzir a progressão na
mesma, reduzir salários, reduzir direitos elementares como o de estar doente,
reduzir o tempo de preparação de aulas, reduzir o tempo para os professores
se actualizarem, reduzir o tempo para concertarem estratégias e
procedimentos, reduzir a possibilidade de ser bom professor, reduzir a
imagem do professor à imagem de pária social, reduzir o papel do professor
na escola que passa a ser um faz-tudo baratinho, reduzir os professores a
executantes de medidas a metro com a lógica do milímetro, reduzir o
estatuto e o prestígio dos professores (afinal eles são os pais e as mães dos
males da escola) reduzir a despesa/investimento na educação a um nível
digamos…. muito reduzido.
Então o que é que vai aumentar??
Aumenta o trabalho com menos salário, aumentam as horas lectivas
disfarçadas de actividades educativas, aumenta a idade da reforma, aumenta
o número de desempregados, aumentam os despedimentos, aumenta a não
contratação de docentes, aumenta o trabalho escravo que permite isto tudo,
aumenta a quantidade de tarefas exigidas aos professores, aumenta o
disparate na avaliação dos docentes (aberta a tios, primas e outros familiares
em quarto grau) aumenta a impossibilidade de se ser excelente dada a
multiplicidade de tarefas diferentes exigidas, aumenta a falta de tempo de
preparação para isso tudo, aumenta a exigência de excelência com condições
de demência, aumenta a tentativa de levar à prática o adágio “querer ópera
séria pelo preço da ópera bufa”, aumenta a impossibilidade de progressão na
carreira, aumenta a manutenção de muitos dos professores em condições
salariais de saldo, aumenta o desprestígio da profissão (essa a intenção),
aumenta a escola dos desmotivados e paralisados, aumenta o nível de loucura
para um nível… aumentado.
E não se cria nada de novo?
Sim, seguramente! Cria-se poupança imediata e irracional, cria-se a breve
trecho a escola pública manhosa, onde ninguém quererá leccionar, cria-se um
sistema de precariedade onde ninguém quererá estar…
Ainda há quem queira ser professor??
Sim há! Os excelentes professores que estão no ensino e que já eram
professores antes de a ministra ser ministra, e que continuam a ser
professores enquanto a ministra continua surda, arrogante e prepotente.
Mas a educação não é importante para o país?
É muito importante, até os responsáveis dizem o mesmo, mas fazem tudo
para que não seja, e desconsideram os seus profissionais para que a sua
profissão seja subvalorizada.
Isso não é um paradoxo? O que é um paradoxo?
Um paradoxo é tudo isto…!
E é apenas isto?
Não!! É conhecer pessoas que dizem que isto é bom!
Mas como se ainda não bastasse a melhor de todas as propostas para a educação são as que defendem que os pais vão estar mais tempo na escola, que têm que acompanhar e "supervisionar" a escola, quando as entidades parasitárias deste país querem aumentar as horas de trabalho dos nossos pais.
Sim é preciso educação, mas não a queremos receber de Albinos assim, tão albinos que nada que não seja o branco-vazio.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Ao Magno

Tristes palavras tenho de escrever aqui, neste espaço, amargura e tristeza em mais uma partida de um irmão da casa, Magno de seu nome, em tudo, em estética e conteúdo, grande nos actos e na coerência, escolher a palavra Amigo não é uma palavra vã, é uma palavra sentida e uma justa homenagem ao amigo, ao Mor, ao "bombeiro" (que muitos fogos apagou, muitas soluções de compromisso solucionou) e também ao seu carácter firme e vigoroso.
Nesta hora escolher palavras não é fácil, é uma perda que jamais se recupera, por maior que seja a vinda de um futuro irmão, ninguém é insubstituivel, mas também não existem pessoas iguais, dessa forma, a tua perda é irreparável...
Sinto muito por pessoalmente mais uma vez nos afastar-mos um do outro, no entanto a amizade continuara forte e sincera e sentida.
Sei que não gostas de cultos da personalidade, és como eu, a forma de estar numa multidão sem ser sentido mas sentir é uma sensação boa.
E aqueles momentos que passamos em casa...? as Noitadas.... As patices, as pumices, as passarices, as mirtilhadas, as narutices, as sarcotices (mostrando o sarcote) as captainices, agora mais recente o baton (prefiro lipstick desculpem) as libertinagens, as putarias, as rockarias, as entradas á senadores romanos no noites longas, e todas as demais histórias que SÓ REALMENTE QUEM AS VIVEU E SENTIU SABE DO QUE FALO!!
Não foi agradável, foi bom demais e é o "problema" é que é verdade devo confessar.
"Arquitecto da casa no presente", "Engenheiro" do futuro desta, projectando-a para nós, como outros o fizeram para ti e assim sempre anteriormente, com vista ao ulteriormente, tu passas-te o testemunho, as gerações passaram, mas esta continua, forte e coesa, sob tua batuta também, como outros PUNGUYNS desde sempre.
Como não poderia deixar de ser não poderia deixar de prestar em meu nome, a mais sentida homenagem e assumida honra de ser teu irmão nesta inigualável ré-pública, desejando-te do fundo de todos os corações a maior felicidade do mundo, as maiores realizações, as maiores alegrias, as maiores emoções de felicidade, os melhores momentos, os mais saborosos, repletos de muito carinho e muita ternura daqueles que te são queridos, e de todas as donzelas por estes continente fora, outrora colonizadas por Portugal, mas libertadas pelos PYNGUYNS, que tudo seja e assim o será convictamente para ti Magno Alexandre Neiva!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Um enorme abraço para ti meu irmão, um bem-haja para ti sempre onde quer que estejas.

Razões de sobra para festejar

Em 1910, a Conferência de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, aceitou a proposta de Clara Zetkin,
de declarar o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora em 8 de março quando, em 1857, 129 operárias da empresa têxtil Cotton de Nova York morreram queimadas
em um incêndio provocado pela patronal como resposta às reivindicações de suas trabalhadoras.
Assim nasceu o dia 8 de março, como dia de luta da mulher trabalhadora e de homenagem às mártires.
Mas ao longo dos anos foi sendo desfigurado pela burguesia, que o converteu num dia dedicado a realizar a “irmandade das mulheres”. Assim, a cada 8 de março, desde a ONU, governos, meios de comunicação e as grandes empresas, se fazem hipócritas homenagens à mulher e se nos quer fazer crer que a opressão é coisa do passado, porque hoje as mulheres são Ministras, Secretárias de Estado, Juízas, Presidentas.
Vejam-se os factos:
- As mulheres somam 70% dos 1,3 bilhões de pobres absolutos do mundo. Isto é assim, mesmo que, segundo dados da ONU, o trabalho da mulher tenha um papel de primeira ordem já que entre o 50% e 80% da produção e comercialização de alimentos está em suas mãos. - o trabalho não remunerado da mulher no lar representa um terço da produção econômica mundial (ONU).
- Das mulheres em idade de trabalhar (fora do lar), apenas o fazem 54% contra 80% dos homens (OIT).
- As mulheres desempenham a maior parte dos trabalhos mal pagos e menos protegidos (OIT).
- As mulheres ganham entre 20% e 30% menos que os homens (OIT).
- Aumentou notavelmente o número de mulheres que emigram a diferentes países da Europa e aos EUA, tanto legal como ilegalmente, na busca de emprego. Estas mulheres imigrantes são as que mais sofrem a superexploração e todo tipo de abusos.- No nível da educação, 2/3 dos 876 milhões de analfabetos do mundo são mulheres. Ao cumprir os 18 anos as garotas têm em média 4,4 anos menos de educação que os homens da mesma idade. Dos 121 milhões de crianças não escolarizados no mundo, 65 milhões são meninas (ONU, Unicef).- No nível da saúde, a cada ano morrem no mundo mais de meio milhão de mulheres como consequência da gravidez e do parto, o que está diretamente relacionado ao nível de pobreza. Nos países de terceiro mundo a taxa de mortalidade materna é de um a cada 48 partos.
- E esta deplorável situação chega à sua máxima expressão quando vemos os dados sobre a violência contra a mulher. A cada ano, pelo menos 2 milhões de meninas entre 5 e 10 anos são vendidas e compradas no mundo como escravas sexuais.
-A cada duas horas, uma mulher é apunhalada, apedrejada, estrangulada ou queimada viva para “salvar” a honra da família.
- Durante os conflitos armados o ataque aos direitos humanos da mulher (assassinato, violação, escravidão sexual e gravidez forçada) é utilizado como arma de guerra.
- No mundo, 135 milhões de meninas e mulheres sofreram mutilação genital. A cifra aumenta em dois milhões por ano. Segundo dados do Banco Mundial, pelo menos 20 por cento das mulheres do mundo sofreram maus tratos físicos ou agressões sexuais.
Feliz Dia da Mulher.