François Hollande foi o candidato mais votado na primeira volta das eleições francesas. Com uma campanha de esquerda, mais à esquerda que os seus antecessores socialistas e mesmo arriscando que alguns sucessores vão ter dificuldades a ludibriar os eleitores franceses. Confirma-se a tendência e a realidade objectiva, os franceses querem se ver livres de Sarkozy, por os últimos 5 anos que goram horripilantes em termos sociais e económicos, políticos e culturais.
Horrível é a consolidação de uma extrema-direita fascista, com forte implementação social e com tendência a aumentar.
Marine Le Pen que diga-se, foi combatida ferozmente por Melenchon, que combateu mais do nenhum candidato, é a terceira candidata mais votada . A Frente Nacional é uma realidade política detestável mas sólida e socialmente enraizada. Atente-se que este partido mantém sistematicamente ao longo de duas décadas altas ou significaticvas percentagens de votos apesar de administrativamente ficar sempre excluída do Parlamento e perguntemos quantas forças políticas e eleitorados resistiriam eleitoralmente tão bem a uma tão longa exclusão do Parlamento.
Jean- Luc Melenchon apesar de ficar aquém do esperado pelas sondagens, foi uma surpresa agradável e um grito de esperança, num futuro negro, carregado de nuvens negras e repletas de perigos. Jean- Luc Melenchon representa igualmente dos vértices de esperança, uma dinâmica de confiança e esperança para as próximas legislativas de Junho (embora nunca integralmente reflectidas no número de deputados por força do iníquo sistema eleitoral). O segundo vértice, é o facto de poder introduzir uma nova corrente ideológica no PCF (Partido Comunista Francês), corrigindo alguns desvios que os comunistas franceses tiveram de irreverências intelectuais, com graves custos para os franceses trabalhadores e operários principalmente
François Hollande deverá ganhar a 2ª volta, sem dúvidas. Esperemos é que a politica mude no fundo geral. Apesar das enormes dúvidas.
«Sacrifícios devem ser distribuídos equitativamente» MOTA PINTO (PSD) 13 de Agosto de 1983 (depois do acordo com o FMI)
«Nós acreditamos que temos condições para honrar os nossos compromissos, para seguir um caminho com outra justiça, que não tem existido, que possa distribuir os sacrifícios com mais equidade» PEDRO PASSOS COELHO (PSD) 23 de Março de 2011 (antes da chegada do FMI)
Jean-luc Mélenchon, candidato da verdadeira esquerda, volta a subir nas intenções de voto, mas infelizmenteo actual Presidente também. Tudo está em aberto...
A pandilha dá com uma mão e tira com a outra. Esta semana desceram meio cêntimo na gasolina, para a semana sobem a dita em 2,5 cêntimos. Mas que raio de país desgraçado é este que tem um governo que permite a asfixia total dos cidadãos? Quem trabalha e necessita de se deslocar, cada vez gasta mais. Não começarão a equacionar que ficando em casa com o subsídio de desemprego, apesar de menor que o vencimento, ainda ficam a ganhar? Mas que gente é esta que nos (des)governa e não vê um palmo à frente do nariz? E dizia(m) ele(s) que vinha(m) para fazer melhor, ainda não vi foi em quê, quando ou onde.